segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Querem implantar uma ditadura de esquerda no Brasil


Por Gilnei Lima
Se alguém tiver interesse em saber o que se passa no Brasil, basta usar uma mesa bem
grande. Espalhar sobre ela todas as peças perdidas de um grande quebra-cabeças que vêm
sendo jogado, peça por peça no tabuleiro há mais de década. Ah, mas ninguém quer se dar ao
trabalho. A isso chamamos de silêncio dos coniventes. Pessoas que acham que isso não lhes
diz respeito, não lhe interessam, pois é coisa de política e, ‘eu não me envolvo com política’!
Pois saiba que, sem que seja de modo algum, ofensa, você é um idiota – Do Grego Idiotés,
aquele que não se envolve na política ou nos assuntos da sociedade e da vida em coletividade
– pois é, não é ofensa. Enquanto, Polítikós , do mesmo Grego – é aquele que participa - mas a
escolha é sua. Apenas um lembrete: Os ausentes nunca terão razão. Pelo simples fato da
omissão e da ausência na participação, portanto, o que alguém escolherá em seu lugar, será
seu destino, obrigação e submissão. A hora de se posicionar é agora.
Vivemos em estado declarado de sítio moral e político, mas ‘nós’ coletivamente escolhemos
isso. Escolhemos PTs, Lulas, Dilmas, Tarsos e camarilhas. Nós somos cúmplices dessa canalha.
E não adianta eu me rebelar ao dizer ‘eu não votei neles’. Os meus, todos os meus, a maioria
os escolheu.
E agora somos escravos da Lei, pois não há outro modo legal de retirá-los de lá, que não pela
força da Lei, que aliás, só pode ser exigida, executada, e cumprida por aqueles que nós
também escolhemos e, pasme, são cúmplices destes. Vimos imagens de Tarso dando instruções
aos anarquistas que tomaram a Câmara de Vereadores.
Onde estava a Polícia? Se há uma invasão de edifício abandonado para moradias, o que
acontece? Polícia vem com ordem judicial e expulsa os invasores. Na Câmara houve o mesmo,
mas uma juíza aliada do governador desfez a ordem, e a orgia das fotos de pessoas nuas em
plena casa legislativa da cidade riam de todos nós.
Ah, mas por quê? Porque a prefeitura tem um prefeito que não é da tribo. Por que não fizeram
isso no Palácio Piratini? Porque lá o governo ditador manda, e seus covardes sequazes
obedecem. Por que não tomam de assalto o Congresso Nacional que só têm corruptos, ladrões
e condenados? Porque eles fazem parte do sistema ditatorial.
A maior proeza do Diabo foi fazer com que todo mundo acreditasse que ele não existe. A
maior proeza da Ditadura Comunista implantada no Brasil é fazer com que todo mundo
acredite que vivemos em uma democracia. É a conivência com a falsidade, é a falta de caráter
de uma nação. Somos todos cúmplices. Somos todos servos covardes e inúteis. Somos escravos
de nossa própria idiotice.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA C0NDENA A IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS CUBANOS

Existem apenas duas Universidades de medicina em Cuba: Escuela Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - Forma 100 médicos por ano e Universidad La Habana com 200 médico por ano. Portanto a cada ano saem 300 médicos, estes números tiram a seriedade da afirmação de Antonio Patriota, pois para juntar os tais 6 mil médicos, seria necessário todos os médicos formados nos últimos 20 anos estivessem disponíveis para trabalhar no Brasil.


"O Conselho Federal de Medicina (CFM) condena de forma veemente a decisão irresponsável do Ministério da Saúde que, ao promover a vinda de médicos cubanos sem a devida revalidação de seus diplomas e sem comprovar domínio do idioma português, desrespeita a legislação, fere os direitos humanos e coloca em risco a saúde dos brasileiros, especialmente os moradores das áreas mais pobres e distantes.

Trata-se de uma medida que nada tem de improvisada, mas que foi planejada nos bastidores da cortina de fumaça do malfadado Programa “Mais Médicos”. O anúncio de nesta quarta-feira (21) coloca em evidência a real intenção do Governo de abrir as portas do país para profissionais formados em Cuba, sem qualquer avaliação de competência e capacidade. Estratégia semelhante já ocorreu na Venezuela e na Bolívia, com consequências graves para estes países e suas populações.

Conforme já denunciado pelas entidades médicas, a gestão temerária do Ministério da Saúde nunca priorizou o profissional formado no país ou os estrangeiros com competência atestada pelo Revalida. O programa 'Mais Médicos', com seus prazos inexequíveis e falhas de sistemas, desde sua concepção já apontava para o desfecho anunciado.

Alertamos à sociedade que o Brasil entra perigosamente no território da pseudo-assistência calcada em evidentes interesses pessoais e políticos-eleitorais. Todos os brasileiros devem ter acesso ao atendimento universal, integral, gratuito e com equidade, conforme previsto pela Constituição ao criar o Sistema Único de Saúde (SUS). Não há cidadãos de primeira e segunda categoria, e é isso que essa medida cria.

Além disso, o anúncio dessa importação mostra também o desrespeito do Governo Federal com os direitos humanos, individuais e do trabalhador. De forma autoritária e demagógica, em nome de soluções simplificadas para problemas complexos, o Governo – preocupado com marcas de gestão de olhos numa possível candidatura – rasgou a lei e assume a responsabilidade por todos os problemas decorrentes de seu ato demagógico e midiático.

Contra tudo isso e para garantir os direitos dos cidadãos brasileiros, serão envidados esforços, inclusive as medidas jurídicas cabíveis, para assegurar o Estado Democrático de Direito no país, com base na dignidade humana.

A sociedade não deve aceitar passivamente essa proposta e, portanto, os Conselhos de Medicina conclamam o Poder Legislativo; o Poder Judiciário; o Ministério Público; as universidades; a imprensa; e todos os movimentos da sociedade civil organizada a se posicionarem contra esta agressão à Nação e em benefício de um sistema público de saúde de qualificado."

Suspeita de mensalão nos contratos internacionais da Petrobrás preocupa tanto a Dilma quanto alta do dólar

A alta louca do dólar, que dá prejuízos na importação de combustíveis, mas gera lucros na hora de contabilizar a venda externa de gasolina, não é o maior problema da Petrobrás – com endividamento crescente. Embora tenha apoio internacional, a “presidenta” da companhia, Maria das Graças Foster, teme os efeitos políticos internos de ações e investigações promovidas pelo Ministério Público Federal em negócios internacionais suspeitos de desvio de recursos. 0 suposto Mensalão na Petrobrás assusta o governo Dilma Rousseff.

Investidores nacionais e externos da empresa já fazem lobby para exigir que problemas graves sejam apurados. O procurador Marinus Marsico apura fortes indícios de irregularidades em quatro empreendimentos da Petrobrás. O mais grave é a compra da refinaria Passadena, nos Estados Unidos, por US$ 1,18 bilhão. Existem investidores interessados em denunciar quem levou vantagem na operação.

Outro rolo é um contrato internacional de prestação de serviços de segurança e meio ambiente com a transnacional brasileira Odebrecht, cujo valor era de US$ 825 milhões e acabou caindo para US$ 481 milhões. A venda da refinaria San Lorenzo, na Argentina, também está na mira do MPF. E um contrato com a Vantage Drilling Company para aluguel do navio sonda Titanium Explorer.

A Presidenta Dilma Rousseff está tensa com a Petrobrás. Seu ministro da Fazenda e presidente do Conselho de Administração da Estatal, Guido Mantega, também. A tensão é maior ainda no grupo do ex-presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, unha e carne do Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva. No meio da tensão, o desejo de Graça Foster de se livrar do seu diretor Financeiro, Almir Barbassa, que é segurado no cargo pelos grandes bancos internacionais com quem negocia, diariamente, a dívida e o caixa da empresa.

O buraco na Petrobrás pode ter implicações mais profundas que o escândalo do cartel do metrô de São Paulo – habilmente “denunciado” pelos petistas para desgastar a gestão Geraldo Alckmin. Uma investigação séria na Petrobrás tem potencial para derrubar o governo Dilma. Até porque, antes de ser Presidenta, ela presidia o Conselho de Administração da empresa de economia mista, na gestão de Luiz Inácio.

A petralhada está com medinho que o barril de corrupção envolvendo os negócios com ouro negro, gás e contratos de terceirização estoure na véspera da eleição presidencial.

Por Jorge Serrão

‘Pescando em águas turvas’, editorial do Estadão

21/08/2013
às 12:20 \ Feira Livre

Publicado no Estadão desta quarta-feira
O Ministério da Pesca, como se sabe, é dirigido por um ministro que publicamente admitiu não saber colocar minhoca no anzol. Logo, não deveria causar surpresa a informação de que, a despeito de reiteradas denúncias, esse mesmo Ministério continua a permitir a distribuição de benefícios a “pescadores” que só encontram peixes quando vão ao supermercado.

De acordo com a organização não governamental Contas Abertas, que fiscaliza o uso do dinheiro público, o governo federal deverá gastar neste ano cerca de R$ 1,9 bilhão com o seguro-defeso, mais conhecido como “Bolsa Pescador”. Em 2011, foi R$ 1,3 bilhão.
Trata-se de um programa iniciado em 1991 para ajudar pescadores que atuam de forma individual ou em regime de economia familiar, pagando-lhes a compensação de um salário mínimo no período em que são proibidos de exercer sua atividade em razão do “defeso”, isto é, a época da reprodução das espécies, que dura cerca de quatro meses. Semelhante ao seguro-desemprego, é uma iniciativa de grande importância social e ambiental.
No entanto, em 2003, já sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, foi aprovada uma lei que afrouxou as exigências para a inscrição de pescadores no programa. Com ela, basta ao solicitante comprovar que a pesca é sua única fonte de renda. O objetivo era estender o benefício a mais trabalhadores, mas o resultado, previsível, é que o “Bolsa Pescador” se tornou um foco crescente de fraudes – segundo o Contas Abertas, poucas iniciativas do governo federal são tão propícias à gatunagem quanto esta.
A título de desburocratizar o acesso ao pagamento, a lei reduziu de três para apenas um ano a exigência do período mínimo de registro profissional do pescador. Com isso, conforme informou o jornal Valor (19/8), se instaurou a farra, pois, além dos pescadores, puderam obter o benefício os cônjuges desses trabalhadores. Outra brecha está na concessão de aposentadorias. Há casos de falsas inscrições em colônias de pescadores para a contagem do tempo de serviço de trabalhadores de outros ramos de atividade.
Graças a essas facilidades, cresceu exponencialmente o número de beneficiados. Em 2002, eram 91,7 mil. Neste ano, eles devem superar a marca de 700 mil. O peso para os cofres públicos é significativo – dos R$ 10 bilhões tirados do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para pagar o seguro-desemprego entre janeiro e abril deste ano, nada menos que R$ 1,2 bilhão foi para o seguro-defeso.
Essa formidável expansão do programa foi acompanhada de um equivalente acúmulo de desvios. A Controladoria-Geral da União (CGU) diz que foram pagos R$ 100 milhões em benefícios irregulares somente nos últimos dois anos. Um exemplo do descontrole é o município de Salvaterra, no Pará, em que 13 mil de seus 20 mil habitantes estão cadastrados no seguro-defeso. Também segundo a CGU, entre 2009 e 2011 houve ao menos 2.750 casos de beneficiados que tinham outros vínculos empregatícios – inclusive no funcionalismo público. Até a filha do prefeito de uma cidade maranhense obteve a assistência, amealhando quase R$ 6 mil em pouco mais de dois anos. “Pescadores” que moram em Brasília também foram contemplados.
O Ministério da Pesca tenta mostrar que está atento ao problema. Em janeiro, decidiu reduzir, de três para dois anos, o prazo para renovar o registro como pescador profissional e, além disso, passou a exigir comprovante da venda do pescado. Recentemente, informou que suspendeu 81 mil carteiras de pescadores que não atualizaram seus dados. É um começo, mas não resolve o problema.
O “Bolsa Pescador” tem sido usado com objetivos eleitorais – candidatos prometem incluir eleitores no registro de pescadores profissionais em troca de votos. Para o Contas Abertas, tal situação reduz o interesse efetivo em combater as fraudes, pois elas rendem dividendos políticos, principalmente nas cidades menores. Assim, enquanto o Ministério da Pesca está atrás de bagrinhos, os peixes grandes continuam a predar o erário.