terça-feira, 29 de outubro de 2013

É preciso que as ruas sejam devolvidas aos seus verdadeiros donos


29/10/2013
 às 17:09 \ Opinião

Reynaldo-BH: 

Bandidos! Na fantasia de mascarados, na covardia de não assumirem as identidades, no método e principalmente no ROUBO das ruas que nunca foram deles. Instrumentalizados desde o início. Não podemos esquecer que o tal Movimento Passe Livre, quando da primeira manifestação dirigida ao Governo Alckmin, usou punks para barbarizar e aterrorizar a população. O estratagema foi admitido pelos tais líderes do MPL.
Daí ao próximo passo, o caminho foi curto. Sai os punks e entram os bandidos covardes de cara tampada.
O ROUBO das ruas – que em junho e julho foram do povo – é mais um dos cometidos pelos nazifascistas da Era da Mediocridade. No Rio de Janeiro, atacam Sérgio Cabral e esquecem que as obras da Copa são de responsabilidade do Governo Federal.
Em SP, voltam às ruas contra Alckmin e elogiam Haddad pelo aumento extorsivo do IPTU que – será promessa? – financiará para todos o passe livre em ônibus, trens e metro na maior cidade da América Latina. Como se alguma conta pudesse suportar esta ridícula proposição.
Que fique claro: estes bandidos de preto, covardes com as caras cobertas são animais numa manada sem vontade própria nem capacidade de ruminar ideias. São frutos diretos (e diletos) do aparelhamento das manifestações por parte de quem era alvo das mesmas.
Não são contra o estado. São contra Estados da federação que são governados por partidos de oposição. Escolhem alvos secundários em substituição aos verdadeiros responsáveis. Alteram as palavras de ordem.
O povo nas ruas não pediu passe livre em transportes. A palavra de ordem era: “Não é pelos R$ 0,20!”, lembram-se? As manifestações eram contra a impunidade dos mensaleiros, pelo fim da ameaça ao Ministério Público, pela exigência de escolas e hospitais minimamente decentes e pela mudança do que vivemos.
A tentativa primeira (e primária) de se apoderar do movimento por parte do lulopetismo, resultou na expulsão sumária destes manifestantes. Na queima de bandeiras. No nojo declarado e explicitado.
A segunda tentativa está em curso e parece ter funcionado. Atemorizar o cidadão, tirando-o das ruas e das manifestações.
É preciso dar o nome às mulas desta carroça de criminosos. Além da violência física, da agressão vulgar, do vandalismo (que se transforma em furto de lojas), há o ROUBO das ruas. A violência maior.
Devolvam nossas ruas, bandidos mascarados. Juntem-se aos bandidos sem máscaras. Vão para as ruas, mas no subsolo das mesmas.
A terceira tentativa é buscar um cadáver. De preferência em SP, para que o Estado (e a PM) seja estigmatizado como selvagem e assassino. Pouco importa quem seja o assassinado. Contanto – na covardia que demonstram – não seja um deles. De preferência, um popular qualquer, um cidadão sem culpa. São bandidos. E covardes.
Não prego a violência em resposta à violência. EXIJO a aplicação da lei. Sem que a OAB vá defender bandidos em nome sabe-se lá de que. Que o Ministério Público lembre-se que o POVO foi às ruas para garantir a independência do Parquet Público e este não está usando a mesma para o que dele se espera.
Que a imprensa PARE de chamar bandidos de vândalos ou de manifestantes. São BANDIDOS. Em defesa do MEU DIREITO de manifestação, é preciso que as ruas sejam devolvidas aos verdadeiros donos: NÓS!

sábado, 26 de outubro de 2013

Quem é o Verdadeiro FDP?


Franco
Resposta do Presidente  Itamar Franco aos xingamentos de Lula. 
Eis aí a índole medíocre de LULA. Ele é isso aí. Porcaria pura.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O pecador que se nomeou Juiz dos Juízes escapou por pouco de enfrentar a primavera pendurado em embargos infringentes

03/10/2013
 às 9:48 \ Direto ao Ponto

Augusto Nunes

Na festa promovida pela OAB para celebrar o 25º aniversário da Constituição de 1988, que o PT se recusou a assinar no dia da promulgação, o ex-presidente Lula confirmou que, se descobrissem que o governo simpatizava com o calendário gregoriano, os ferozes oposicionistas do século passado proporiam a adoção do calendário chinês. “O PT foi o único partido que, no dia da instalação da Constituinte, entregou um projeto de Constituição”, lembrou o palanque ambulante. “Só tínhamos 16 deputados, mas éramos desaforados como se fôssemos 500″. (Desaforado, como ensina o glossário da novílingua lulopetista, é o adjetivo que se deve aplicar a companheiros carentes de juízo e neurônios, que não resistem à tentação da molecagem irresponsável quando deliberam sobre assuntos relevantes).
“Se a Constituição que a gente apresentou fosse aprovada”, admitiu com o sorriso jocoso de quem retransmite uma previsão de Guido Mantega, “certamente seria ingovernável, porque éramos muito duros na queda”. No glossário da novilíngua, duro na queda é a expressão que designa quem confunde teimosia com coerência, é incapaz de refletir sobre ideias divergentes, rejeita o convívio dos contrários, sonha com o partido único e persegue o poder perpétuo. Há dez anos no controle do governo federal, os devotos continuam tão “duros na queda” quanto nos velhos tempos. O mestre mudou para pior.
Nesta terça-feira, por exemplo, aproveitou o sarau na OAB para proclamar-se Patrono do Judiciário e Controlador-Geral do Supremo Tribunal Federal. Caprichando na pose de Juiz dos Juízes, informou ter descoberto que os ministros devem usar a toga por menos tempo. “Se tudo no país pode ser renovado, por que um juiz tem que ficar a vida inteira?”, comparou. “Eu acho que tem que ter mandato em tudo quanto é lugar, porque senão as pessoas ficam 35, 40 anos”. Ele garante que a nova fórmula “teria outra vantagem: a alternância”. Mas ainda não decidiu se a idade limite para a aposentadoria “vai ser 75 anos ou vai ficar como está”.
O fundador do Brasil Maravilha reiterou que, se pudesse voltar no tempo, corrigiria um dos raríssimos erros que cometeu. “Eu teria mais critério para nomear ministros do Supremo”, penitenciou-se com sotaque de pecador no confessionário. Mais critério, no caso, quer dizer mais desfaçatez, ou nenhuma vergonha. Lula nunca levou em conta os dois pré-requisitos constitucionais que antigamente orientavam o preenchimento de vagas no STF: eram indicados pelo chefe do Executivo e sabatinados pelo Senado apenas juristas dotados de notório saber e reputação ilibada.
Lula sempre indicou (e os senadores engoliram sem engasgos) doutores que lhe pareceram prontos para pagar a toga com a absolvição de bandidos companheiros e cumprir disciplinadamente as determinações do presidente que lhes garantiu o empregão. Com o julgamento do mensalão, descobriu que existem juízes independentes e sem medo. A decepção e o ressentimento induziram o estadista de galinheiro a parir a aberração com que sempre sonharam os bacharéis de porta de cadeia: a Teoria do Mais Critério.
Dos ministros nomeados por Lula, permanecem no STF Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Os dois primeiros não chegariam lá se o chefe do Executivo tivesse seguido a teoria que inventou. O nome de Lewandowski foi soprado por Marisa Letícia, que vivia ouvindo da vizinha elogios superlativos ao filho desembargador. A indicação acabou dando certo, mas o primeiro dos selecionados com mais critério foi Dias Toffoli. Duas vezes reprovado no exame para o ingresso na magistratura, ex-advogado do PT, ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil, ex-chefe da Advocacia-Geral da União, tinha tudo para brilhar como ministro da defesa dos quadrilheiros do mensalão. Bingo.
Lula deveria ser mais amável com juízes que qualifica de “ingratos”, caso do já aposentado Ayres Britto e, sobretudo, de Joaquim Barbosa. Se fossem menos clementes, ambos teriam argumentos de sobra para defender a instalação do ex-presidente no banco dos réus. Os ministros fingiram acreditar que Lula nunca soube de nada que ocorria nas salas ao lado, acima e logo abaixo do gabinete presidencial. Também fingiram nunca ter ouvido o que disse José Dirceu mais de uma vez: “Nunca fiz nada sem a autorização do presidente Lula”.
Se os julgadores optassem por um tratamento menos compassivo, este começo de primavera encontraria o Juiz dos Juízes pendurado em meia dúzia de embargos infringentes. E Dirceu teria muito mais chances de repassar a patente de chefe de quadrilha.

Os brasileiros com vergonha na cara são contra o uso abjeto da miséria

Reynaldo-BH: 

REYNALDO ROCHA
Uma reportagem do jornal Estado de Minas ouviu moradores de Congonhas do Norte, pequeno município que votou em Dilma (80%) e em Aécio para o Senado (90%) e que hoje teria que escolher entre um ou outro. Como previsto, ainda dividido. O que ficou evidente são os argumentos dos que se dizem eleitores de Dilma.
Uma sitiante afirma que votará em Dilma, pois “ela é Lula e Lula nos tirou da pobreza”. Detalhe: recebe R$ 215 ao mês do Bolsa Família. Outro pequeno agricultor afirma que Dilma é melhor “porque com o Bolsa Família eu não preciso trabalhar e posso formar (???) meus filhos”.
Resta alguma dúvida sobre o viés eleitoreiro e escravizante deste que é o programa que mantém o lulopetismo como força política que se pretende hegemônica?
Quem exige uma porta de saída do Bolsa Família não precisa de mais argumentos.
São dez anos de programa assistencialista. Mesmo desprezando ─ somente como exercício cínico ─ o roubo e corrupção que recheiam esse assistencialismo de carteirinha (a Folha lembra os R$ 500 milhões desviados no mesmo período, na área da Saúde sem NENHUMA punição!), resta o uso criminoso de um direito de cidadania que foi (e é) vendido como dádiva de um grupelho.
São nossos impostos. De todos nós. Dos que são lulopetistas ou que são somente democratas. E mesmo dos direitistas raivosos. TODOS contribuímos. Concordando ou não.
A visão de que se saiu da pobreza por ter R$ 215 ao mês (essenciais para que a entrevistada não tivesse como alimento somente sopa de fubá, como ressaltou) é perversa.
A pobreza está na falta de saúde, de renda, de emprego, na educação inexistente e no exercício indigno da cidadania. TODOS estes “detalhes” são substituídos pelo “favor” distribuído pelo ESTADO. E nunca pelo partido.
O assistencialismo é necessário. Nenhuma corrente ideológica, no Brasil, irá propor que as mulheres percam o direito ao voto. É conquista secular. O Bolsa Família (nascido com FHC e formatado por Lula) é conquista. Não se admite ─ mesmo em nome de um suicídio político ─ um retrocesso.
O que enoja é o uso do programa. A redução de miseráveis a miseráveis dependentes. A obrigação do Estado transformada em benesse partidária. E a falta ─ como em tudo que o PT faz ─ de um planejamento sério e honesto. Qual a porta de saída? Que incentivo se dá para que não se dependa mais de uma renda mínima?
A resposta está no segundo depoimento. O lavrador diz que pode deixar de trabalhar porque ─ mesmo assim ─ poderá formar os filhos.
Formar? Em quê? Em novos dependentes do Bolsa Família? Já não estamos na terceira geração de beneficiários? Avós, mães e filhas?
E um homem em idade produtiva, pequeno sitiante, prefere o não fazer substituído pela esmola. (“Mas, doutô, uma esmola a um homem qui é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”).
É este o legado do Bolsa Família passados dez anos: um número maior de beneficiários. Ou seja, a miséria aumentou.
A sensação de ter saído da pobreza impede que as pessoas tenham consciência de que ela se manifesta nas filas de hospitais, na escola com carteiras improvisadas e telhados de palha, ou na submissão aos desejos e ordens dos poderosos.
Ou seria o que “vicia o cidadão”, como no exemplo de quem desistiu do trabalho?
O mais cruel é o que liga o DIREITO ao FAVOR. Isso faz com que o que nossos impostos sejam usados neste programa (e eu admito que assim seja, em outro formato), como se fosse dádiva de uma camarilha que certamente contribui menos que o brasileiro médio para essa ação assistencial. Eles são especialistas em roubar o que se destina ao programa.
Que fique claro: ninguém é contra o assistencialismo que combate a fome e a miséria.
Os brasileiros com vergonha na cara são contra o uso abjeto da miséria como cerca de um deprimente curral eleitoral. São contra o bando que precisa da perenização da desgraça para tentar manter-se no poder

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Curta e Grossa



Do nosso aguerrido articulista Humberto de Luna Freire Filho:

“O país está de cabeça para baixo. Se você for filiado ao PT: roube o erário, que o governo garante; mate, que os direitos humanos garantem; invada propriedades privadas, que o STF garante; seja político ficha suja, que a legislação e o congresso garantem; destrua o patrimônio público, que a polícia garante; importe cocaína, que Evo Morales garante. E se você tem algum amigo bandido morando no exterior, convide-o para vir morar nesse paraíso tropical, o ministro da justiça garante”.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE.

(ARNALDO JABOR)

O que foi que nos  aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis,  ou  melhor,
'explicáveis' até demais.
Quase toda a verdade já foi  descoberta, quase todos os crimes
provados, quase todas as mentiras  percebidas.
Tudo já aconteceu e quase nada acontece. Parte dos culpados  estão
catalogados, fichados, processados e condenados e quase nada  rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe, tais são  as
manobras de procrastinação, movidas por um sem número de agentes  da
quadrilha. Isto é uma situação inédita na História   brasileira!!!!!!!
Nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no  entanto, tão
inútil, impotente e desfigurada!!!!!!!!
Os fatos reais  mostram que, com a eleição de Lula, uma quadrilha se
enfiou no governo, de  cabo a rabo da
máquina pública e desviou bilhões de dinheiro público para  encher as
contas bancárias dos quadrilheiros e dominar o Estado  Brasileiro,
tendo em vista se perpetuarem no poder, pelo menos, por 70  anos, como
fizeram os outros comunas, com extinta UNIÃO  SOVIÉTICA!!!!
Grande parte dos culpados, já são conhecidos, quase tudo  está
decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os  tapes,
as provas irrefutáveis, mas os governos psicopatas de Lula e  Dilma
negam e ignoram tudo!!!!!
Questionado ou flagrado, o psicopata  CHEFE, não se responsabiliza por
suas ações.
Sempre se acha inocente ou  vítima do mundo, do qual tem de se vingar.
O outro não existe para ele e  não sente nem remorso, nem vergonha do
que fez!!!!!
Mente,  compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir
o poder.  Estes governos são psicopatas!!! Seus membros riem da
verdade, viram-lhe as  costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade
se
encolhe, humilhada,  num canto. E o pior, é que a dupla Lula-Dilma,
amparada em sua imagem de  'povo', consegue transformar a Razão em
vilã, as provas, em acusações   'falsas', a condição de Cúmplices e
Comandantes, em 'vítimas'!!!!!
E a  população ignorante e alienada, engole tudo.. Como é possível  isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca a maioria dos crimes,  na
Fortaleza da lentidão e da impunidade, a exceção do STF, que, só  daqui
a seis meses, na melhor das hipóteses, serão concluídos os  julgamentos
iniciais da trupe, diz o STF.
Parte dos delitos são  esquecidos, empacotados, prescrevem, com a ajuda
sempre presente, dos  TÓFFOLIS e dos LEVANDOWISKIS.  (Some-se à estes dois:          Barroso, Teori Zawaski e Rosa Weber.)                                                      
A Lei protege os crimes e regulamenta a  própria desmoralização.
Jornalistas e formadores de opinião sentem-se  inúteis, pois a
indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o  que
escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da
mentira  desses últimos dois governos.
Sei que este, é um artigo óbvio, repetitivo,  inútil, mas tinha de ser escrito...
Está havendo uma desmoralização do  pensamento.  Deprimo-me:
Denunciar para quê, se indignar com quê?  Fazer o quê?'
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a  nossa língua.
Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os  raciocínios.
A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV,  rádio,
tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada  negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação
de que as  idéias não correspondem mais aos fatos!!!!!
Pior: que os fatos não são nada  - só valem as versões, as manipulações.
Nos últimos anos, tivemos um grande  momento de verdade, louca,
operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o  Roberto Jefferson
abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de  nossa
política.
Depois, surgiram dois grandes documentos históricos: o  relatório da
CPI dos Correios e a Denúncia do Procurador-geral da  república,
enquadrando os 39 quadrilheiros do escândalo do MENSALÃO. Faltou  o
CHEFÃO.
São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto,  chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que o  Procurador Geral, nomeado pelo
Lula, tem o desplante de ser tão claro! Como  que o Osmar Serraglio
pode ser tão explícito e, como o Delcídio Amaral não  mentiu em nome do
PT ? Como pode ser tão fiel à letra da Constituição, o  infiel Joaquim
Barbosa ? Como ousaram ser tão honestos?'
Sempre que a  verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de  exibicionista'. Quando
apareceu aquela grana toda, no Maranhão, a família  Sarney reagiu
ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não  teve a
delicadeza de avisar que a polícia estava
chegando....
Mas  agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido.
Assim  como o stalinismo
apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus  crimes, o governo
de Lula, foi criando uma língua nova, uma neo-língua  empobrecedora da
ciência política. Uma língua esquemática, dualista,  maniqueísta, nos
preparando  para o futuro político simplista, que  está se consolidando
no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será  transformada em uma massa de
palavras de ordem , de preconceitos  ideológicos movidos a dualismos e
oposições, como tendem a fazer o  Populismo e o Simplismo.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ponhamos os pingos nos “is”: A Justiça como abrigo de malfeitores. Ou: Irracional, ministro Celso de Mello, é a impunidade

19/09/2013
 às 6:45


Há uma diferença entre garantismo e impunidade. Há uma diferença entre uma Justiça que tem a função de resguardar da sanha punitiva do estado os direitos individuais e uma Justiça que parece talhada para não funcionar; há uma diferença entre garantir o devido processo legal e dispor de leis que impedem o processo de chegar a seu termo; há uma diferença, em suma, entre a virtude que garante aos viciosos o direito de se defender e o vício que faz da virtude o instrumento privilegiado de seu exercício. Nesta quarta-feira, Celso de Mello pode até ter sido coerente com opiniões que andou emitindo aqui e ali sobre os embargos infringentes — jamais ele havia tomado uma decisão de mérito a respeito, e o mesmo se diga dos outros ministros do Supremo —, mas permite que o garantismo degenere em impunidade; que a Justiça se torne o abrigo de malfeitores; que a maquinaria do Judiciário seja usada contra o interesse público; que a virtude sirva, enfim, de cortesã do vício. As pessoas de bem só podem lamentar: pelos brasileiros, pelo Brasil e até por ele próprio.
À diferença do que disse Mello, não com estas palavras, mas com este sentido, o tribunal dividido não estava a indicar, então, que se fazia necessário acatar o recurso como mais um instrumento do devido processo penal. Ao contrário! Diante de tudo o que se sabe do mensalão; diante de todas as evidências de que uma organização criminosa tentou se apoderar de instâncias do estado brasileiro para dar uma espécie de golpe; diante da ousadia dos “marginais do poder”, que tiveram o desplante de confessar um crime eleitoral para esconder outras ações dolosas, ainda mais graves; diante de tudo isso, só havia uma saída decente: decidir em favor da sociedade — ela, sim, roubada, enganada, espezinhada por aqueles que apostavam no que Mello pode lhes ter dado ontem numa bandeja ornada de brocados retóricos: a impunidade.
E que se diga de novo, com todas as letras. A menos que os cinco ministros que recusaram os infringentes sejam ogros do direito; a menos que os cinco ministros que disseram “não” ao expediente sejam notáveis cretinos, incapazes de entender o ordenamento jurídico em que vivemos; a menos que os cinco ministros que repudiaram o que lhes pareceu uma excrescência tenham se divorciado da lei, é forçoso constatar que o caminho seguido por Celso de Mello não era o único que se conciliava com as leis. Não só não era como se pode dizer, sem medo de errar, que ele escolheu o pior. Alinhou-se com o mal maior; apelou a um sentimento que costumo chamar de “concupiscência da virtude”. No seu caso, consiste em demonstrar que, embora tenha sido um dos mais duros retóricos contra os mensaleiros e seus crimes; embora devamos entender que ele repudia de modo absoluto aquelas práticas nefastas, o dever do juiz o obrigaria a se alinhar com um valor ainda mais geral, que ele chamou de “o devido processo penal”. Estariam, então, os outros cinco a advogar um tribunal de exceção? Ora…
Em sua retórica caudalosa — que, desta feita, andou atropelando a história —, ignorou, por exemplo, o voto muito técnico e muito claro da ministra Carmen Lúcia. Então o sistema penal brasileiro tem agora duas categorias de réus nos tribunais superiores: os que, processados pelo STJ, não têm direito aos embargos infringentes e os outros, os do STF, que podem contar com esse recurso? Nesse caso, sim, o Supremo se transforma, então, num “foro privilegiado”, epíteto que sempre recusei porque entendo que as ações criminais de competência originária dessas cortes não buscavam proteger pessoas apenas, mas também seus respectivos cargos, que são funções de estado. O ministro preferiu passar longe da questão para que não tivesse, suponho, de se mostrar apaziguado com essa esquizofrenia.
O que aconteceu?
Não especulo sobre motivações subjetivas nem estou inferindo nada nas entrelinhas — como sabem, nunca sou oblíquo, mas me parece que um mau gênio andou se acercando de Celso de Mello, sempre tão prudente, sempre tão suave nos modos, mesmo quando forte nas palavras. Seu vitupério contra a pressão das ruas, contra a irracionalidade das massas, contra o clamor das multidões se deu fora do tom, além do razoável, muitos decibéis retóricos acima do que está a nos mostrar a própria realidade.
A que pressão se referia? Pressionam os ministros do Supremo, estes sim, aqueles que, sem temor nem cuidado, financiados com dinheiro público, usam a Internet, as redes sociais e veículos que só lembram o jornalismo porque são a sua caricatura para satanizar ministros do STF, a imprensa independente, políticos da oposição e qualquer força viva que ouse resistir aos ditames do partido do poder. Pressionam os ministros do Supremo, estes sim, os comandantes do PT, que têm a ousadia de se reunir para desmoralizar o tribunal. Pressionam o Supremo, estes sim, os condenados que saem por aí em caravanas, convocando a formação de correntes de opinião para vituperar contra a Justiça.
Contra esses, Celso de Mello não tinha e não tem nada a dizer? Os que lotaram sua caixa de e-mails com mensagens, cobrando que recusasse os embargos infringentes, estavam apenas exercendo um direito, senhor ministro! Com que então o relator da causa que pediu, e conseguiu, a liberação das marchas da maconha demonstra agora clara irritação com aqueles que se manifestam em favor de uma Justiça mais célere, que puna, enfim, um bando de malfeitores que roubaram a República?
No Brasil, ministro Celso de Mello, o povo que pede justiça não pode ser tomado como morada da irracionalidade, como sugeriu Vossa Excelência, em oposição ao direito, que seria, então, a sede da racionalidade e do equilíbrio. Não quando esse povo, carente de muita coisa, é, antes de mais nada, carente de justiça. Não quando o direito, que deveria assisti-lo, se torna com frequência escandalosa, um privilégio ou de classe ou de função.
Quis o destino, e esta é mais uma ironia, que, ao demonizar a irracionalidade das massas, Celso de Mello estivesse abrindo as portas à impunidade de chefões do PT, o partido que se construiu como monopolista da virtude e dos interesses das… massas. Quase nunca, ou nunca, uso esta palavra porque nada pode ser “histórico” antes da história. Nesse caso, no entanto, ouso dizer que Celso de Mello proferiu, sim, um voto histórico. E história viva, porque ele se mostrará pior a cada dia.
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 1 de setembro de 2013

Deputado-presidiário – A lista dos faltosos revela como atuaram os partidos: PT lidera na quantidade; PP, na proporção; PSD está no topo, ao lado do PSB, do presidenciável Eduardo Campos; dois tucanos graúdos se ausentaram


29/08/2013
às 16:32

Esse troço deu um trabalho danado, mas vale a pena ver o resultado. Neste post, há a lista dos deputados que faltaram à sessão que decidiu o destino do deputado Natan Donadon (sem partido-RO). Agrupei os valentes por bancada. Sim, há pessoas que estão doentes, como José Genoino e Romário. Mas é claro que essa não é a regra. Em números absolutos, o PT lidera a lista dos faltosos, com 21 deputados, seguido pelo PMDB, com 15. O PP vem em seguida, com 14. O PSD, logo atrás, com 12. Como o que define o resultado é o número absoluto de parlamentares, então se pode dizer que o PT é quem mais colaborou com a estratégia. Mas há uma outra leitura possível, bastante relevante: considerar o número de faltosos segundo o tamanho da bancada. Aí, a ordem é esta. Leiam. Volto em seguida.
Partidos com até 10 deputados
PP (14) – 35,9% dos 39 deputados
PSD (11) – 26,6% dos 45 deputados
PSB (6) – 24% dos 25 deputados
PT (21) – 23,9% dos 88 deputados
DEM (6) – 22,2% dos 27 deputados
PR (8) – 21% dos 38 deputados
PCdoB-BA (2) – 15,4% dos 13 deputados
PMDB (15) – 18,5% dos 81 deputados
PPS (2) – 18,2% dos 11 deputados
PSDB (6) – 12,2% dos 49 deputados
PSC (2) – 12,5% dos 16 deputados
PDT (3) – 11,5% dos 26 deputados
PTB (2) – 11,1 % dos 18 deputados
PV (1) – 10% dos 10 deputados
PRB (1) – 10% dos 10 deputados
Partidos com menos de 10 deputados
Sem partido – (1)
PMN (1) – 33,3% dos 3 deputados
PTdoB (1) – 33,33% de 3 deputados
Retomo
Vejam ali. O PP de Paulo Maluf (SP) é mesmo imbatível. Quase 36% da bancada deixou de votar. Em segundo lugar, olhem lá, aparece o PSD, comandado por Gilberto Kassab. Também não surpreende ninguém. Chamo a atenção para o fato de que o PSB, do presidenciável Eduardo Campos, está percentualmente à frente do PT.
O PSDB anunciou que vai recorrer ao STF para tentar reverter o resultado absurdo. Faz bem, mas que se note: 6 deputados do partido se ausentaram da votação, incluindo Marcos Pestana (MG) e Sérgio Guerra (PE), que hoje compõem a linha de frente da pré-campanha de Aécio à Presidência e são dois tucanos graúdos.
A lista segue abaixo. Vocês verão que, entre os ausentes, está Gabriel Chalita (PMDB-SP), que se tornou notório por dar palestras sobre ética — deve ter escrito um monte de livros a respeito. Faz sentido. O ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel enviou ao STF um pedido de abertura de inquérito para investigá-lo. O inquérito pretende apurar denúncia feita pelo analista de sistemas Roberto Leandro Grobman, que trabalhou durante anos com o grupo educacional COC e diz ter sido indicado para se aproximar de Chalita para prospectar negócios para o grupo.
Segue a lista.
PT-PR (21) – 23,9% dos 88 deputados
Angelo Vanhoni (PT-PR) – (61) 3215-5672 – dep.angelovanhoni@camara.leg.br
Anselmo de Jesus (PT-RO) – (61) 3215-5948 – dep.anselmodejesus@camara.leg.br
Artur Bruno (PT-CE) – (61) 3215-5467 – dep.arturbruno@camara.leg.br
Beto Faro (PT-PA) – (61) 3215-5723 – dep.betofaro@camara.leg.br
Biffi (PT-MS) – (61) 3215-5260 – dep.biffi@camara.leg.br
Bohn Gass (PT-RS) – (61) 32155269 – dep.bohngass@camara.leg.br
Iriny Lopes (PT-ES) – (61) 3215-5469 – dep.irinylopes@camara.leg.br
João Paulo Cunha (PT-SP) – (61) 3215-5965 – dep.joaopaulocunha@camara.leg.br
José Genoino (PT-SP) – (61) 3215-5967 – dep.josegenoino@camara.leg.br
Josias Gomes (PT-BA) – (61) 3215-5642 – dep.josiasgomes@camara.leg.br
Luiz Alberto (PT-BA) – (61) 3215-5954 – dep.luizalberto@camara.leg.br
Marcon (PT-RS) – (61) 3215-5569 – dep.marcon@camara.leg.br
Marina Santanna (PT-GO) – (61) 3215-5279 – dep.marinasantanna@camara.leg.br
Miguel Corrêa (PT-MG) – (61) 3215-5627 – dep.miguelcorrea@camara.leg.br
Weliton Prado (PT-MG) – (61) 3215-5862 – dep.welitonprado@camara.leg.br
Vicentinho (PT-SP) – (61) 3215-5740 – dep.vicentinho@camara.leg.br
Odair Cunha (PT-MG) – (61) 3215-5556 – dep.odaircunha@camara.leg.br
Pedro Eugênio (PT-PE) – (61) 3215-5902 – dep.pedroeugenio@camara.leg.br
Pedro Uczai (PT-SC) – (61) 3215-5229 – dep.pedrouczai@camara.leg.br
Rogério Carvalho (PT-SE) – (61) 3215-5641 – dep.rogeriocarvalho@camara.leg.br
Ronaldo Zulke (PT-RS) – (61) 3215-5858 – dep.ronaldozulke@camara.leg.br
PMDB (15) – 18,5% dos 81 deputados
Alceu Moreira (PMDB-RS) – (61) 3215-5445 – dep.alceumoreira@camara.leg.br
André Zacharow (PMDB-PR) – (61) 3215-5238 – dep.andrezacharow@camara.leg.br
Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA) – (61) 3215-5537 – dep.arthuroliveiramaia@camara.leg.br
Asdrubal Bentes (PMDB-PA) – (61) 3215-5410 – dep.asdrubalbentes@camara.leg.br
Carlos Bezerra (PMDB-MT) – (61) 3215-5815 – dep.carlosbezerra@camara.leg.br
Darcísio Perondi (PMDB-RS) – (61) 3215-5518 – dep.darcisioperondi@camara.leg.br
Eliseu Padilha (PMDB-RS) – (61) 3215-5222 – dep.eliseupadilha@camara.leg.br
Gabriel Chalita (PMDB-SP) – (61) 3215-5817 – dep.gabrielchalita@camara.leg.br
Genecias Noronha (PMDB-CE) – (61) 3215-5244 – dep.geneciasnoronha@camara.leg.br
José Priante (PMDB-PA) – (61) 3215-5752 – dep.josepriante@camara.leg.br
Júnior Coimbra (PMDB-TO) – (61) 3215-5274 – dep.juniorcoimbra@camara.leg.br
Leonardo Quintão (PMDB-MG) – (61) 3215-5914 – dep.leonardoquintao@camara.leg.br
Mário Feitoza (PMDB-CE) – (61) 3215-5371 – dep.mariofeitoza@camara.leg.br
Newton Cardoso (PMDB-MG) – (61) 3215-5932 – dep.newtoncardoso@camara.leg.br
Renan Filho (PMDB-AL) – (61) 3215-5907 – dep.renanfilho@camara.leg.br
PP (14) – 35,9% dos 39 deputados
Afonso Hamm (PP-RS) – (61) 3215-5604 – dep.afonsohamm@camara.leg.br
Beto Mansur (PP-SP) – (61) 3215-5616 – dep.betomansur@camara.leg.br
Carlos Magno (PP-RO) – (61) 3215-5213 – dep.carlosmagno@camara.leg.br
Guilherme Mussi (PP-SP) – (61) 3215-5712 – dep.guilhermemussi@camara.leg.br
José Linhares (PP-CE) – (61) 3215-5860 – dep.joselinhares@camara.leg.br
José Otávio Germano (PP-RS) – (61) 3215-5424 – dep.joseotaviogermano@camara.leg.br
Luiz Fernando Faria (PP-MG) – (61) 3215-5339 – dep.luizfernandofaria@camara.leg.br
Waldir Maranhão (PP-MA) – (61) 3215-5541 – dep.waldirmaranhao@camara.leg.br
Vilson Covatti (PP-RS) – (61) 3215-5228 – dep.vilsoncovatti@camara.leg.br
Toninho Pinheiro (PP-MG) – (61) 3215-5584 – dep.toninhopinheiro@camara.leg.br
Paulo Maluf (PP-SP) – (61) 3215-5512 – dep.paulomaluf@camara.leg.br
Pedro Henry (PP-MT) – (61) 3215-5829 – dep.pedrohenry@camara.leg.br
Renato Molling (PP-RS) – (61) 3215-5337 – dep.renatomolling@camara.leg.br
Renzo Braz (PP-MG) – (61) 3215-5373 – dep.renzobraz@camara.leg.br
PSD (12) – 26,6% dos 45 deputados
Dr. Luiz Fernando (PSD-AM) – (61) 3215-5520 – dep.dr.luizfernando@camara.leg.br
Edson Pimenta (PSD-BA) – (61) 3215-5403 – dep.edsonpimenta@camara.leg.br
Eduardo Sciarra (PSD-PR) – (61) 3215-5433 – dep.eduardosciarra@camara.leg.br
Eliene Lima (PSD-MT) – (61) 3215-5837 – dep.elienelima@camara.leg.br
Fernando Torres (PSD-BA) – (61) 3215-5462 – dep.fernandotorres@camara.leg.br
Heuler Cruvinel (PSD-GO) – (61) 3215-5275 – dep.heulercruvinel@camara.leg.br
Homero Pereira (PSD-MT) – (61) 3215-5960 – dep.homeropereira@camara.leg.br
João Lyra (PSD-AL) – (61) 3215-5720 – dep.joaolyra@camara.leg.br
José Carlos Araújo (PSD-BA) – (61) 3215-5246 – dep.josecarlosaraujo@camara.leg.br
Manoel Salviano (PSD-CE) – (61) 3215-5506 – dep.manoelsalviano@camara.leg.br
Marcos Montes (PSD-MG) – (61) 3215-5334 – dep.marcosmontes@camara.leg.br
Sérgio Brito (PSD-BA) – (61) 3215-5638 – dep.sergiobrito@camara.leg.br
PR (8) – 21% dos 38 deputados
Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG) – (61) 3215-5854 – dep.bernardosantanadevasconcellos@camara.leg.br
Inocêncio Oliveira (PR-PE) – (61) 32155963 – dep.inocenciooliveira@camara.leg.br
Laercio Oliveira (PR-SE) – (61) 3215-5629 – dep.laerciooliveira@camara.leg.br
Manuel Rosa Neca (PR-RJ) – (61) 3215-5341 – dep.manuelrosaneca@camara.leg.br
Zoinho (PR-RJ) – (61) 3215-5619 – dep.zoinho@camara.leg.br
Zé Vieira (PR-MA) – (61) 3215-5405 – dep.zevieira@camara.leg.br
Vicente Arruda (PR-CE) – (61) 3215-5603 – dep.vicentearruda@camara.leg.br
Valdemar Costa Neto (PR-SP) – (61) 3215-5542 – dep.valdemarcostaneto@camara.leg.br
PSB (6) – 24% dos 25 deputados
Abelardo Camarinha (PSB-SP) – (61) 3215-5609 – dep.abelardocamarinha@camara.leg.br
Alexandre Roso (PSB-RS) – (61) 3215-5742 – dep.alexandreroso@camara.leg.br
Antonio Balhmann (PSB-CE) – (61) 3215-5522 – dep.antoniobalhmann@camara.leg.br
Beto Albuquerque (PSB-RS) – (61) 3215-5338 – dep.betoalbuquerque@camara.leg.br
Sandra Rosado (PSB-RN) – (61) 3215-5650 – dep.sandrarosado@camara.leg.br
Paulo Foletto (PSB-ES) – (61) 3215-5839 – dep.paulofoletto@camara.leg.br
DEM (6) – 22,2% dos 27 deputados
Abelardo Lupion (DEM-PR) – (61) 3215-5515 – dep.abelardolupion@camara.leg.br
Betinho Rosado (DEM-RN) – (61) 3215-5840 – dep.betinhorosado@camara.leg.br
Claudio Cajado (DEM-BA) – (61) 3215-5630 – dep.claudiocajado@camara.leg.br
Eli Correa Filho (DEM-SP) – (61) 3215-5519 – dep.elicorreafilho@camara.leg.br
Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) – (61) 3215-5538 – dep.jorgetadeumudalen@camara.leg.br
Lira Maia (DEM-PA) – (61) 3215-5516 – dep.liramaia@camara.leg.br
PSDB (6) – 12,2% dos 49 deputados
Carlos Roberto (PSDB-SP) – (61) 3215-5568 – dep.carlosroberto@camara.leg.br
Marco Tebaldi (PSDB-SC) – (61) 3215-5483 – dep.marcotebaldi@camara.leg.br
Marcus Pestana (PSDB-MG) – (61) 3215-5715 – dep.marcuspestana@camara.leg.br
Vanderlei Macris (PSDB-SP) – (61) 3215-5348 – dep.vanderleimacris@camara.leg.br
Sérgio Guerra (PSDB-PE) – (61) 3215-5754 – dep.sergioguerra@camara.leg.br
Pinto Itamaraty (PSDB-MA) – (61) 3215-5933 – dep.pintoitamaraty@camara.leg.br
PDT (3) – 11,5% dos 26 deputados
Enio Bacci (PDT-RS) – (61) 3215-5930 – dep.eniobacci@camara.leg.br
Giovani Cherini (PDT-RS) – (61) 32155468 – dep.giovanicherini@camara.leg.br
Giovanni Queiroz (PDT-PA) – (61) 3215-5618 – dep.giovanniqueiroz@camara.leg.br
PCdoB-BA (2) – 15,4% dos 13 deputados
Alice Portugal (PCdoB-BA) – (61) 3215-5420 – dep.aliceportugal@camara.leg.br
Jandira Feghali (PCdoB-RJ) – (61) 3215-5622 – dep.jandirafeghali@camara.leg.br
PPS (2) – 18,2% dos 11 deputados
Almeida Lima (PPS-SE) – (61) 3215-5726 – dep.almeidalima@camara.leg.br
Arnaldo Jardim (PPS-SP) – (61) 3215-5245 – dep.arnaldojardim@camara.leg.br
PTB (2) – 11,1 % dos 18 deputados
Jovair Arantes (PTB-GO) – (61) 3215-5504 – dep.jovairarantes@camara.leg.br
Sabino Castelo Branco (PTB-AM) – (61) 3215-5911 – dep.sabinocastelobranco@camara.leg.br
PSC (2) – 12,5% dos 16 deputados
Nelson Padovani (PSC-PR) – (61) 3215-5513 – dep.nelsonpadovani@camara.leg.br
Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) – (61) 3215-5254 – dep.pastormarcofeliciano@camara.leg.br
PV (1) – 10% dos 10 deputados
Eurico Júnior (PV-RJ) – (61) 3215-5375 – dep.euricojunior@camara.leg.br
PMN (1) – 33,3% dos 3 deputados
Jaqueline Roriz (PMN-DF) – (61) 3215-5408 – dep.jaquelineroriz@camara.leg.br
PRB (1) – 10% dos 10 deputados
Vilalba (PRB-PE) – (61) 3215-5915 – dep.vilalba@camara.leg.br
PTdoB (1) – 33,33% de 3 deputados
Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) – (61) 3215-5230 – dep.rosinhadaadefal@camara.leg.br
Sem partido (1)
Romário (sem partido-RJ) – (61) 3215-5411 – dep.romario@camara.leg.br

Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Querem implantar uma ditadura de esquerda no Brasil


Por Gilnei Lima
Se alguém tiver interesse em saber o que se passa no Brasil, basta usar uma mesa bem
grande. Espalhar sobre ela todas as peças perdidas de um grande quebra-cabeças que vêm
sendo jogado, peça por peça no tabuleiro há mais de década. Ah, mas ninguém quer se dar ao
trabalho. A isso chamamos de silêncio dos coniventes. Pessoas que acham que isso não lhes
diz respeito, não lhe interessam, pois é coisa de política e, ‘eu não me envolvo com política’!
Pois saiba que, sem que seja de modo algum, ofensa, você é um idiota – Do Grego Idiotés,
aquele que não se envolve na política ou nos assuntos da sociedade e da vida em coletividade
– pois é, não é ofensa. Enquanto, Polítikós , do mesmo Grego – é aquele que participa - mas a
escolha é sua. Apenas um lembrete: Os ausentes nunca terão razão. Pelo simples fato da
omissão e da ausência na participação, portanto, o que alguém escolherá em seu lugar, será
seu destino, obrigação e submissão. A hora de se posicionar é agora.
Vivemos em estado declarado de sítio moral e político, mas ‘nós’ coletivamente escolhemos
isso. Escolhemos PTs, Lulas, Dilmas, Tarsos e camarilhas. Nós somos cúmplices dessa canalha.
E não adianta eu me rebelar ao dizer ‘eu não votei neles’. Os meus, todos os meus, a maioria
os escolheu.
E agora somos escravos da Lei, pois não há outro modo legal de retirá-los de lá, que não pela
força da Lei, que aliás, só pode ser exigida, executada, e cumprida por aqueles que nós
também escolhemos e, pasme, são cúmplices destes. Vimos imagens de Tarso dando instruções
aos anarquistas que tomaram a Câmara de Vereadores.
Onde estava a Polícia? Se há uma invasão de edifício abandonado para moradias, o que
acontece? Polícia vem com ordem judicial e expulsa os invasores. Na Câmara houve o mesmo,
mas uma juíza aliada do governador desfez a ordem, e a orgia das fotos de pessoas nuas em
plena casa legislativa da cidade riam de todos nós.
Ah, mas por quê? Porque a prefeitura tem um prefeito que não é da tribo. Por que não fizeram
isso no Palácio Piratini? Porque lá o governo ditador manda, e seus covardes sequazes
obedecem. Por que não tomam de assalto o Congresso Nacional que só têm corruptos, ladrões
e condenados? Porque eles fazem parte do sistema ditatorial.
A maior proeza do Diabo foi fazer com que todo mundo acreditasse que ele não existe. A
maior proeza da Ditadura Comunista implantada no Brasil é fazer com que todo mundo
acredite que vivemos em uma democracia. É a conivência com a falsidade, é a falta de caráter
de uma nação. Somos todos cúmplices. Somos todos servos covardes e inúteis. Somos escravos
de nossa própria idiotice.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA C0NDENA A IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS CUBANOS

Existem apenas duas Universidades de medicina em Cuba: Escuela Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - Forma 100 médicos por ano e Universidad La Habana com 200 médico por ano. Portanto a cada ano saem 300 médicos, estes números tiram a seriedade da afirmação de Antonio Patriota, pois para juntar os tais 6 mil médicos, seria necessário todos os médicos formados nos últimos 20 anos estivessem disponíveis para trabalhar no Brasil.


"O Conselho Federal de Medicina (CFM) condena de forma veemente a decisão irresponsável do Ministério da Saúde que, ao promover a vinda de médicos cubanos sem a devida revalidação de seus diplomas e sem comprovar domínio do idioma português, desrespeita a legislação, fere os direitos humanos e coloca em risco a saúde dos brasileiros, especialmente os moradores das áreas mais pobres e distantes.

Trata-se de uma medida que nada tem de improvisada, mas que foi planejada nos bastidores da cortina de fumaça do malfadado Programa “Mais Médicos”. O anúncio de nesta quarta-feira (21) coloca em evidência a real intenção do Governo de abrir as portas do país para profissionais formados em Cuba, sem qualquer avaliação de competência e capacidade. Estratégia semelhante já ocorreu na Venezuela e na Bolívia, com consequências graves para estes países e suas populações.

Conforme já denunciado pelas entidades médicas, a gestão temerária do Ministério da Saúde nunca priorizou o profissional formado no país ou os estrangeiros com competência atestada pelo Revalida. O programa 'Mais Médicos', com seus prazos inexequíveis e falhas de sistemas, desde sua concepção já apontava para o desfecho anunciado.

Alertamos à sociedade que o Brasil entra perigosamente no território da pseudo-assistência calcada em evidentes interesses pessoais e políticos-eleitorais. Todos os brasileiros devem ter acesso ao atendimento universal, integral, gratuito e com equidade, conforme previsto pela Constituição ao criar o Sistema Único de Saúde (SUS). Não há cidadãos de primeira e segunda categoria, e é isso que essa medida cria.

Além disso, o anúncio dessa importação mostra também o desrespeito do Governo Federal com os direitos humanos, individuais e do trabalhador. De forma autoritária e demagógica, em nome de soluções simplificadas para problemas complexos, o Governo – preocupado com marcas de gestão de olhos numa possível candidatura – rasgou a lei e assume a responsabilidade por todos os problemas decorrentes de seu ato demagógico e midiático.

Contra tudo isso e para garantir os direitos dos cidadãos brasileiros, serão envidados esforços, inclusive as medidas jurídicas cabíveis, para assegurar o Estado Democrático de Direito no país, com base na dignidade humana.

A sociedade não deve aceitar passivamente essa proposta e, portanto, os Conselhos de Medicina conclamam o Poder Legislativo; o Poder Judiciário; o Ministério Público; as universidades; a imprensa; e todos os movimentos da sociedade civil organizada a se posicionarem contra esta agressão à Nação e em benefício de um sistema público de saúde de qualificado."

Suspeita de mensalão nos contratos internacionais da Petrobrás preocupa tanto a Dilma quanto alta do dólar

A alta louca do dólar, que dá prejuízos na importação de combustíveis, mas gera lucros na hora de contabilizar a venda externa de gasolina, não é o maior problema da Petrobrás – com endividamento crescente. Embora tenha apoio internacional, a “presidenta” da companhia, Maria das Graças Foster, teme os efeitos políticos internos de ações e investigações promovidas pelo Ministério Público Federal em negócios internacionais suspeitos de desvio de recursos. 0 suposto Mensalão na Petrobrás assusta o governo Dilma Rousseff.

Investidores nacionais e externos da empresa já fazem lobby para exigir que problemas graves sejam apurados. O procurador Marinus Marsico apura fortes indícios de irregularidades em quatro empreendimentos da Petrobrás. O mais grave é a compra da refinaria Passadena, nos Estados Unidos, por US$ 1,18 bilhão. Existem investidores interessados em denunciar quem levou vantagem na operação.

Outro rolo é um contrato internacional de prestação de serviços de segurança e meio ambiente com a transnacional brasileira Odebrecht, cujo valor era de US$ 825 milhões e acabou caindo para US$ 481 milhões. A venda da refinaria San Lorenzo, na Argentina, também está na mira do MPF. E um contrato com a Vantage Drilling Company para aluguel do navio sonda Titanium Explorer.

A Presidenta Dilma Rousseff está tensa com a Petrobrás. Seu ministro da Fazenda e presidente do Conselho de Administração da Estatal, Guido Mantega, também. A tensão é maior ainda no grupo do ex-presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, unha e carne do Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva. No meio da tensão, o desejo de Graça Foster de se livrar do seu diretor Financeiro, Almir Barbassa, que é segurado no cargo pelos grandes bancos internacionais com quem negocia, diariamente, a dívida e o caixa da empresa.

O buraco na Petrobrás pode ter implicações mais profundas que o escândalo do cartel do metrô de São Paulo – habilmente “denunciado” pelos petistas para desgastar a gestão Geraldo Alckmin. Uma investigação séria na Petrobrás tem potencial para derrubar o governo Dilma. Até porque, antes de ser Presidenta, ela presidia o Conselho de Administração da empresa de economia mista, na gestão de Luiz Inácio.

A petralhada está com medinho que o barril de corrupção envolvendo os negócios com ouro negro, gás e contratos de terceirização estoure na véspera da eleição presidencial.

Por Jorge Serrão

‘Pescando em águas turvas’, editorial do Estadão

21/08/2013
às 12:20 \ Feira Livre

Publicado no Estadão desta quarta-feira
O Ministério da Pesca, como se sabe, é dirigido por um ministro que publicamente admitiu não saber colocar minhoca no anzol. Logo, não deveria causar surpresa a informação de que, a despeito de reiteradas denúncias, esse mesmo Ministério continua a permitir a distribuição de benefícios a “pescadores” que só encontram peixes quando vão ao supermercado.

De acordo com a organização não governamental Contas Abertas, que fiscaliza o uso do dinheiro público, o governo federal deverá gastar neste ano cerca de R$ 1,9 bilhão com o seguro-defeso, mais conhecido como “Bolsa Pescador”. Em 2011, foi R$ 1,3 bilhão.
Trata-se de um programa iniciado em 1991 para ajudar pescadores que atuam de forma individual ou em regime de economia familiar, pagando-lhes a compensação de um salário mínimo no período em que são proibidos de exercer sua atividade em razão do “defeso”, isto é, a época da reprodução das espécies, que dura cerca de quatro meses. Semelhante ao seguro-desemprego, é uma iniciativa de grande importância social e ambiental.
No entanto, em 2003, já sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, foi aprovada uma lei que afrouxou as exigências para a inscrição de pescadores no programa. Com ela, basta ao solicitante comprovar que a pesca é sua única fonte de renda. O objetivo era estender o benefício a mais trabalhadores, mas o resultado, previsível, é que o “Bolsa Pescador” se tornou um foco crescente de fraudes – segundo o Contas Abertas, poucas iniciativas do governo federal são tão propícias à gatunagem quanto esta.
A título de desburocratizar o acesso ao pagamento, a lei reduziu de três para apenas um ano a exigência do período mínimo de registro profissional do pescador. Com isso, conforme informou o jornal Valor (19/8), se instaurou a farra, pois, além dos pescadores, puderam obter o benefício os cônjuges desses trabalhadores. Outra brecha está na concessão de aposentadorias. Há casos de falsas inscrições em colônias de pescadores para a contagem do tempo de serviço de trabalhadores de outros ramos de atividade.
Graças a essas facilidades, cresceu exponencialmente o número de beneficiados. Em 2002, eram 91,7 mil. Neste ano, eles devem superar a marca de 700 mil. O peso para os cofres públicos é significativo – dos R$ 10 bilhões tirados do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para pagar o seguro-desemprego entre janeiro e abril deste ano, nada menos que R$ 1,2 bilhão foi para o seguro-defeso.
Essa formidável expansão do programa foi acompanhada de um equivalente acúmulo de desvios. A Controladoria-Geral da União (CGU) diz que foram pagos R$ 100 milhões em benefícios irregulares somente nos últimos dois anos. Um exemplo do descontrole é o município de Salvaterra, no Pará, em que 13 mil de seus 20 mil habitantes estão cadastrados no seguro-defeso. Também segundo a CGU, entre 2009 e 2011 houve ao menos 2.750 casos de beneficiados que tinham outros vínculos empregatícios – inclusive no funcionalismo público. Até a filha do prefeito de uma cidade maranhense obteve a assistência, amealhando quase R$ 6 mil em pouco mais de dois anos. “Pescadores” que moram em Brasília também foram contemplados.
O Ministério da Pesca tenta mostrar que está atento ao problema. Em janeiro, decidiu reduzir, de três para dois anos, o prazo para renovar o registro como pescador profissional e, além disso, passou a exigir comprovante da venda do pescado. Recentemente, informou que suspendeu 81 mil carteiras de pescadores que não atualizaram seus dados. É um começo, mas não resolve o problema.
O “Bolsa Pescador” tem sido usado com objetivos eleitorais – candidatos prometem incluir eleitores no registro de pescadores profissionais em troca de votos. Para o Contas Abertas, tal situação reduz o interesse efetivo em combater as fraudes, pois elas rendem dividendos políticos, principalmente nas cidades menores. Assim, enquanto o Ministério da Pesca está atrás de bagrinhos, os peixes grandes continuam a predar o erário.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

‘O espertinho e a farsante’



FRED CRUX
Disse Dilma pra imprensa
que “Lula nunca saiu”…
é coisa de quem não pensa
ou que a verdade não viu
por certo ela está achando
que já esteve mandando
nos destinos do Brasil
Presidenta “pau-mandado”,
essa mulher obscura,
poste torto e apagado,
ganhou sua sinecura
tomou conta da cadeira,
fez um monte de besteira,
o seu caso não tem cura
O criador da maluca
muito pior do que ela
lhe armou uma arapuca
e caiu na esparrela
agora destrambelhada
perdida e inconformada
começa a contar balela
Mas Lula prepara o bote
porque é cobra criada
que sabe comer caçote
e vive de presa armada
Falastrão e mentiroso
o envolvente raposo
deixou a dama enrascada
Assim, confirmada a farsa
pela própria criatura
ela se disse comparsa
admite com candura
aceitou a palhaçada
e se sentirá honrada
se morrer nessa fritura
Já vão dez anos e meio
de mentira e enganação
o Brasil perdeu o freio
sucumbiu à corrupção
Está com a crista baixa
não tem mais dinheiro em caixa
vai perder da inflação
Mas o povo está de olho
não é bobo e só aguarda
pôs sua barba de molho
azeitou sua espingarda
porque ladrão de galinha
que anda fora de linha
apanha na retaguarda
Porque lugar de ladrão
é dentro d’uma boa cela
pra pagar sua ambição
de ser o Deus na capela,
ou no harém, um Sultão
mas este é um beberrão
um bobão pé-de-chinela
A história é implacável
com quem brinca com a verdade
o tempo é inexpugnável
e cobra caro a maldade,
a atitude mesquinha
dos que saíram da linha
por excesso de vaidade !

terça-feira, 23 de julho de 2013

‘Verdade pela metade escamoteia mentira por inteiro’

Mauro Pereira:

MAURO PEREIRA
Criticar essa Comissão, presumidamente instituída para resgatar a verdade sobre o período dos governo militares, é perigoso: quem o faz é imediatamente rotulado de direitista, reacionário, filhote da ditadura e outras expressões menos amistosas, algumas impublicáveis. Mas a ira dos revisores do fim do mundo pouco me incomoda. Se há verdade a ser revelada, que seja em sua plenitude. Esta é também a vontade de parte significativa da sociedade brasileira.
Verdade pela metade pode prestar-se à tarefa de escamotear mentira por inteiro.
Sempre esteve próxima de descambar para a irracionalidade a determinação da secretária Maria do Rosário em querer abrir feridas que ainda não foram cicatrizadas. Os fatos acontecidos no período da ditadura, envolvendo militares e guerrilheiros, foram sepultados pela Lei da Anistia e o bom senso sinaliza que eles pertencem ao passado e lá devem continuar. Mais do que exacerbar ódios acumulados, a brutalidade daqueles tempos movidos pela insanidade nos oferece a cada dia a oportunidade extraordinária de superarmos o passado que nos envergonha e estabelecermos as bases do futuro que aspiramos e reafirmarmos diariamente nosso comprometimento com as liberdades individuais.
São indisfarçáveis os sinais de que muitos envolvidos nessa aventura de viés revanchista buscam eternizar-se como revisores dos anos de chumbo. Se os comissionados realmente pretendem reconciliar-se com o passado, que pugnem, então, pela revogação da Lei da Anistia e pratiquem o exercício da verdade ampla, geral e irrestrita, arrastando para as barras dos tribunais todos os envolvidos. Os crimes praticados pelos agentes da ditadura não podem servir de subterfúgio para justificar os crimes perpetrados pela guerrilha. Ambos os lados trucidaram civis inocentes. A bala de farda e coturno foi tão covarde e devastadora quanto a bala de boina e charuto.
Qual verdade essa comissão persegue? Com certeza não é aquela que revela a sanha sanguinária e assassina de esquerdopatas do calibre dos camaradas inclementes, por exemplo, que em nome da causa não se esquivaram de assassinar sumariamente os próprios companheiros de luta. A esses (salvo as exceções que a regra impõe), por acaso a verdade teria sido restabelecida quando o governo lhes pagou o soldo milionário traduzido em indenizações que, se fundeadas na legalidade, afundam na imoralidade?
A nobreza ensejada vulgariza-se no codinome “Bolsa-Ditadura” que a identifica e dissipa-se ante o dinheiro recebido, maculado pela miséria que flagela o dia-a-dia de grande parte da população. “Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?”, perguntou Millôr Fernandes. Ainda na esteira da incerteza, cabe outra indagação: se a guerrilha tivesse apeado os militares do poder, qual destino seria dado a figuras proeminentes da época como, por exemplo, José Sarney, Paulo Maluf e Delfin Netto? Presumo que não estariam hoje a prestar serviços ao governo petista.
Muitos milhões de reais têm sido queimados nessa farra revisionista. Se a secretária Maria do Rosário está realmente decidida a fazer justiça, que a faça agora denunciando a realidade atroz que ainda flagela incontáveis brasileiros, e que o governo insiste em capitalizar eleitoralmente. Maria do Rosário aplicaria melhor seu tempo defendendo os direitos dos aposentados, dos sem-justiça, dos sem-moradia, dos sem-saúde, dos sem-educação, dos sem-segurança, dos sem-comida, dos sem-água potável, dos sem-futuro. Ou eles não são humanos?
Enfim, entre militar fardado e civil ávido pelo exercício do poder devidamente fardado, eu fico com o Brasil livre. De ambos.