Por Reinaldo Azevedo
Se eu fosse um desses críticos do PT que ignoram a sua natureza, poderia começar meu texto mais ou menos assim: “Não entendo por que o PT, liderando um governo que, inegavelmente, tem virtudes, precisa recorrer à mentira sistemática na campanha eleitoral”. Ocorre que eu não sou um desses e entendo o papel central que a mentira exerce na conformação e na postulação do partido. Na verdade, sem um conjunto de mentiras circunstanciais e sem uma grande mentira conceitual, nem mesmo existiria PT. E o debate de ontem à noite, na Record, que se estendeu até o começo da madrugada de hoje, deixou isso muito claro.
A mentira do pré-sal e do petróleo
Dilma contou uma mentira ao afirmar que seu adversário, se vitorioso, pretende privatizar o pré-sal. Qual é o busílis? Como o governo substituiu o modelo da concessão pelo de partilha, passou a chamar o regime anterior de “privatização”, o que, não fosse deliberadamente falacioso, seria apenas equivocado. Fosse assim, e o tucano José Serra respondeu acertadamente, a própria candidata do PT poderia ser acusada de ter privatizado o “nosso” petróleo, inclusive o do pré-sal. Uma das empresas que assinaram um contrato de concessão é a OGX, do bilionário Eike Batista, e foi essa condição que lhe conferiu uma formidável valorização no mercado.
A campanha de Serra, especialmente no horário eleitoral, enfrentou mal esse debate até agora. Chega a ser escandaloso que não tenha deixado claro, por A + B — já que a imprensa, na era do “declaracionismo”, não o faz — que, em 1995, quando FHC assumiu o governo, a Petrobras produzia 700 mil barris de Petróleo por dia. A empresa detinha, então, o monopólio. A abertura do setor foi fundamental para o crescimento da produção. Em 1999, já havia 38 empresas privadas atuando no país. Atenção: em 2003, em razão das concessões feitas ao setor privado — que nada têm a ver com privatização —, atingiu-se a marca de 1,4 milhão de barris por dia. Entenderam o que aconteceu? Na gestão FHC, DOBROU A PRODUÇÃO DE PETRÓLEO. Hoje, anda em torno de 2,1 milhões de barris/dia. Resumo da ópera: cresceu 100% no governo FHC e 50% no governo Lula. Esse é o fato.
O suposto sucateamento da Petrobras nos anos FHC é outra dessas vigarices cantadas por aí. Em 2000, por exemplo, a empresa teve um lucro de R$ 9,9 bilhões, 6º entre as dez maiores petroleiras do mundo. Recebeu vários prêmios internacionais por seu desempenho. Em 1997, o setor petroleiro respondia por 2,7% do PIB; em 2000, já respondia por 5,4% — tudo isso durante o governo que o PT sataniza tanto. José Sérgio Gabrielli, este militante do PT disfarçado de presidente da Petrobras, deu sucessivas entrevistas na semana passada. Falou o que bem entendeu. Ninguém o contestou com números.
A mentira dos assentamentos e das invasões
Dilma contou uma mentira ao afirmar que o governo Lula assentou mais famílias do que o governo FHC e que as invasões de terra caíram. Ao contrário: as invasões cresceram. Foram 497 as ocorrências entre 2000 e 2002 (na média, 165,67 por ano) contra 1.357 entre 2003 e 2008 (média de 226,17) — um aumento de 37%. Existe uma Medida Provisória contra invasão de terras, editada em 2000. Ela indispõe para reforma agrária terras invadidas. Na oposição, o PT chegou a recorrer ao Supremo contra essa lei. Perdeu. No poder, nunca a aplicou — e, por isso, as invasões explodiram. No momento, João Pedro Stedile está quietinho para não prejudicar Dilma. Mas já avisou que volta com tudo se ela ganhar. Segundo disse, para os invasores, é muito melhor que a vencedora seja ela.
O governo FHC assentou, ao longo de oito anos, 600 mil famílias, marca que Lula não vai conseguir atingir. Assenta menos, mas provoca mais conflitos e mata mais. Estes números, por exemplo, são da Comissão Pastoral da Terra, que é o MST de batina: na atual década, 2003 foi o ano mais violento, com 73 assassinatos em conflitos no campo. Nos outros, o número de homicídios ficou entre 20 e 40. Com relação ao número de conflitos, o período entre 2003 e 2007 foi o mais violento, com em média 1.727 registros, contra 1.170 conflitos em 2008 e 1.184 em 2009. Embora tenha sofrido uma redução, a quantidade de conflitos permanece bem maior do que no início da década (2000, 2001 e 2002), quando ocorreram, em média, 822 por ano. Resumo: Lula assenta menos, o MST invade mais, os conflitos aumentam, e as mortes também.
Impressionante!
Milhares de vezes, ao longo de oito anos, Lula e o PT falsearam os dados sobre o governo FHC. Mentiras pontuais foram criando o grande edifício da mentira conceitual: o governo representaria a grande mudança de rumo e de prioridades. Mas não deixa de ser chocante ver Dilma tartamudear a inverdade ali, ao vivo, sem o conhecido talento de Lula para a representação. E fico cá pensando: “Como é que essa senhora não se constrange?”
Há um cálculo nessas coisas, creio. Entro na cabeça de Dilma mais ou menos como Machado de Assis entrava na cabeça do cônego (é claro que não estou comparando o paraíso com o deserto): “Quem sabe do que estou falando ou endossa a mentira e a considera necessária para eu vencer ou já não vota em mim mesmo. Então, tudo bem! Quem não sabe pode acabar acreditando que falo a verdade e que os meus adversários querem mesmo ‘dar’ as riquezas brasileiras para os gringos. Assim, a mentira me é útil”
E então ela segue adiante, na sua versão alucinada da história. Vai dar certo? Não sei! Se der, terá de arcar, depois, com o peso da realidade, sem ter a mesma competência de Lula na arte do ilusionismo.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Privatização da Petrobrás “nunca esteve em cogitação”, diz FHC
Por Gustavo Uribe, da Agência Estado, no Estadão Online:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliou nesta segunda-feira, 18, como totalmente eleitoreira a declaração do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, de que o governo FHC pretendia desmembrar e posteriormente privatizar a estatal. “Só pode ser eleitoral, não tem base nenhuma e nunca esteve em cogitação a privatização da Petrobrás”, ressaltou. De acordo com o ex-presidente, ele e o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, lutaram pela Petrobrás e pela quebra do monopólio estatal no setor de petróleo. “Nós mantivemos a Petrobrás, que é uma grande companhia.”
Fernando Henrique destacou ainda que em sua gestão a exploração do petróleo no País aumentou muito mais que no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós transformamos a Petrobrás no que ela é hoje”, afirmou, antes de evento na capital em que integrantes do PV pretendem declarar apoio a Serra, entre eles Fernando Gabeira e Fabio Feldmann, ex-candidatos a governador do Rio e de São Paulo, respectivamente.
Na semana passada, Gabrielli divulgou nota acusando o governo anterior de ter preparado a Petrobrás para a privatização. “Para o governo FHC, a Petrobrás morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobrás e vendê-la”, afirmou na nota, acrescentando que uma das estratégias teria sido a divisão da empresa em unidades autônomas de negócios que seriam repassadas à iniciativa privada.
Fernando Henrique também criticou a intromissão do presidente da maior estatal do País na disputa eleitoral deste segundo turno da campanha presidencial. “É lamentável que o presidente de uma empresa estatal, que ademais é mista, se meta na política dessa maneira e com injúrias e com mentiras”, afirmou, lembrando que “não é a primeira que vez Gabrielli faz declaração semelhante”.
Meio ambiente
O ex-presidente da República disse ter sido o primeiro a concordar com a organização ambiental Greenpeace na defesa da meta de desmatamento zero na Amazônia. “Eu acho esse fato (o apoio de integrantes do PV) agora muito importante”, afirmou. “O PSDB está se comprometendo com as teses da sustentabilidade.”
Perguntado se estava agindo como cabo eleitoral e pedindo apoio ao candidato Serra, FHC disse que participa da campanha dentro de limites e negou agir como o presidente Lula, que segundo ele atua como cabo eleitoral da candidata do PT, Dilma Rousseff. “Nunca fui em nenhum momento cabo eleitoral. Só dou minha opinião.”
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliou nesta segunda-feira, 18, como totalmente eleitoreira a declaração do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, de que o governo FHC pretendia desmembrar e posteriormente privatizar a estatal. “Só pode ser eleitoral, não tem base nenhuma e nunca esteve em cogitação a privatização da Petrobrás”, ressaltou. De acordo com o ex-presidente, ele e o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, lutaram pela Petrobrás e pela quebra do monopólio estatal no setor de petróleo. “Nós mantivemos a Petrobrás, que é uma grande companhia.”
Fernando Henrique destacou ainda que em sua gestão a exploração do petróleo no País aumentou muito mais que no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós transformamos a Petrobrás no que ela é hoje”, afirmou, antes de evento na capital em que integrantes do PV pretendem declarar apoio a Serra, entre eles Fernando Gabeira e Fabio Feldmann, ex-candidatos a governador do Rio e de São Paulo, respectivamente.
Na semana passada, Gabrielli divulgou nota acusando o governo anterior de ter preparado a Petrobrás para a privatização. “Para o governo FHC, a Petrobrás morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobrás e vendê-la”, afirmou na nota, acrescentando que uma das estratégias teria sido a divisão da empresa em unidades autônomas de negócios que seriam repassadas à iniciativa privada.
Fernando Henrique também criticou a intromissão do presidente da maior estatal do País na disputa eleitoral deste segundo turno da campanha presidencial. “É lamentável que o presidente de uma empresa estatal, que ademais é mista, se meta na política dessa maneira e com injúrias e com mentiras”, afirmou, lembrando que “não é a primeira que vez Gabrielli faz declaração semelhante”.
Meio ambiente
O ex-presidente da República disse ter sido o primeiro a concordar com a organização ambiental Greenpeace na defesa da meta de desmatamento zero na Amazônia. “Eu acho esse fato (o apoio de integrantes do PV) agora muito importante”, afirmou. “O PSDB está se comprometendo com as teses da sustentabilidade.”
Perguntado se estava agindo como cabo eleitoral e pedindo apoio ao candidato Serra, FHC disse que participa da campanha dentro de limites e negou agir como o presidente Lula, que segundo ele atua como cabo eleitoral da candidata do PT, Dilma Rousseff. “Nunca fui em nenhum momento cabo eleitoral. Só dou minha opinião.”
Gabrielli, o terrorista, e considerações “esdrúxulas” de entrevistadores
Por Reinaldo Azevedo
José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, dá prosseguimento, em entrevista publicada hoje pela Folha, concedida a Fabia Prates e Plínio Fraga, a seu trabalho de terrorismo eleitoral, insistindo na mentira descarada de que o governo FHC preparava a privatização da Petrobras.
Ele não acrescenta uma miserável informação ou acusação novas à nota vigarista que já havia divulgado, e lhe conceder o espaço de uma entrevista corresponde a dar alcance a sua ação eleitoreira. O título da entrevista, diga-se, sem nem mesmo as aspas, confunde-se com uma informação objetiva, meramente referencial: “Governo FHC preparou privatização da Petrobras” (as aspas são minhas). O subtítulo (linha fina, no jargão) é usado para veicular mais terrorismo.
Num dado momento, os entrevistadores perguntam a Gabrielli se ele é favorável ao aborto. A pergunta, absurda em si, teria um propósito, revelado na questão seguinte. Explicam-se os entrevistadores da Folha a Gabrielli:
“O governo parece usar a questão da privatização do mesmo modo que setores conservadores colocaram o tema do aborto no debate eleitoral.“
Errado! À pergunta, classificada de “esdrúxula” pelos próprios jornalistas, juntou-se, então, uma consideração não menos esdrúxula. Não há um só indício de que o governo FHC tenha tentado privatizar a Petrobras (a menos que a Folha prove o contrário). O jornal, diga-se, dá a Gabrielli a chance de demonstrar onde estão esses sinais, e ele não consegue. A razão é simples: não existem. Já as evidências de que Dilma defendia a descriminação do aborto são muitas — a mais eloqüente delas apareceu numa entrevista à … Folha!!! Os blogs encarregaram-se de tirar aquela sabatina das catacumbas. A coisa estava mais escondida nos arquivos da Folha do que a ficha de Dilma nos arquivos do Superior Tribunal Militar, que o jornal tenta obter. Quase recorri à Justiça para a Folha divulgar o vídeo daquela sabatina (risos)… Além de defender a descriminação do aborto, Dilma também se diz socialista e se revela, assim, uma cristã politeísta…
Não, não são coisas opostas, porém combinadas, “terrorismos” equivalentes porque fundados em falsidades. Uma informação — a tentativa de privatizar a Petrobras — é falsa; a outra — Dilma defende a descriminação do aborto — é verdadeira. Por que mentira e verdade são juntadas numa mesma categoria?
A resposta está na questão proposta pelos entrevistadores: o aborto seria uma questão usada pelos “setores conservadores”. Logo, “setores conservadores” seriam aqueles aptos, desde a origem — e porque conservadores — a lidar com a mentira como se verdade fosse. Ocorre que o dado insofismável da realidade, seja você um “conservador” ou “um progressista”, é que FHC NÃO tentou privatizar a Petrobras e que Dilma É favorável à descriminação do aborto.
Para encerrar: do modo as coisas são apresentadas, parece que o “terrorismo com a Petrobras” é mera reação ao “terrorismo religioso” (se terrorismo fosse, claro!). Também isso é uma farsa: a tática petista é mais antiga; remonta a 2006.
Havendo falhas lógicas ou inverdades no meu texto, cartas para o blog.
José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, dá prosseguimento, em entrevista publicada hoje pela Folha, concedida a Fabia Prates e Plínio Fraga, a seu trabalho de terrorismo eleitoral, insistindo na mentira descarada de que o governo FHC preparava a privatização da Petrobras.
Ele não acrescenta uma miserável informação ou acusação novas à nota vigarista que já havia divulgado, e lhe conceder o espaço de uma entrevista corresponde a dar alcance a sua ação eleitoreira. O título da entrevista, diga-se, sem nem mesmo as aspas, confunde-se com uma informação objetiva, meramente referencial: “Governo FHC preparou privatização da Petrobras” (as aspas são minhas). O subtítulo (linha fina, no jargão) é usado para veicular mais terrorismo.
Num dado momento, os entrevistadores perguntam a Gabrielli se ele é favorável ao aborto. A pergunta, absurda em si, teria um propósito, revelado na questão seguinte. Explicam-se os entrevistadores da Folha a Gabrielli:
“O governo parece usar a questão da privatização do mesmo modo que setores conservadores colocaram o tema do aborto no debate eleitoral.“
Errado! À pergunta, classificada de “esdrúxula” pelos próprios jornalistas, juntou-se, então, uma consideração não menos esdrúxula. Não há um só indício de que o governo FHC tenha tentado privatizar a Petrobras (a menos que a Folha prove o contrário). O jornal, diga-se, dá a Gabrielli a chance de demonstrar onde estão esses sinais, e ele não consegue. A razão é simples: não existem. Já as evidências de que Dilma defendia a descriminação do aborto são muitas — a mais eloqüente delas apareceu numa entrevista à … Folha!!! Os blogs encarregaram-se de tirar aquela sabatina das catacumbas. A coisa estava mais escondida nos arquivos da Folha do que a ficha de Dilma nos arquivos do Superior Tribunal Militar, que o jornal tenta obter. Quase recorri à Justiça para a Folha divulgar o vídeo daquela sabatina (risos)… Além de defender a descriminação do aborto, Dilma também se diz socialista e se revela, assim, uma cristã politeísta…
Não, não são coisas opostas, porém combinadas, “terrorismos” equivalentes porque fundados em falsidades. Uma informação — a tentativa de privatizar a Petrobras — é falsa; a outra — Dilma defende a descriminação do aborto — é verdadeira. Por que mentira e verdade são juntadas numa mesma categoria?
A resposta está na questão proposta pelos entrevistadores: o aborto seria uma questão usada pelos “setores conservadores”. Logo, “setores conservadores” seriam aqueles aptos, desde a origem — e porque conservadores — a lidar com a mentira como se verdade fosse. Ocorre que o dado insofismável da realidade, seja você um “conservador” ou “um progressista”, é que FHC NÃO tentou privatizar a Petrobras e que Dilma É favorável à descriminação do aborto.
Para encerrar: do modo as coisas são apresentadas, parece que o “terrorismo com a Petrobras” é mera reação ao “terrorismo religioso” (se terrorismo fosse, claro!). Também isso é uma farsa: a tática petista é mais antiga; remonta a 2006.
Havendo falhas lógicas ou inverdades no meu texto, cartas para o blog.
PSDB e DEM pedem que Procuradoria Geral da República investigue ações de Dilma e de seu homem forte no setor elétrico
Por Reinaldo Azevedo
O PSDB e o DEM recorrem hoje à Procuradoria Geral da República pedindo que se abra uma investigação para apurar se Dilma Rousseff e Valter Cardeal, um de seus homens de confiança (é diretor de Engenharia e Planejamento da Eletrobras), tinham mesmo conhecimento de fraude milionária no setor elétrico, conforme acusa o banco alemão KFW, que entrou com uma ação na Justiça contra a CGTEE (companhia de geração térmica de energia do governo federal).
Segundo a revista Época, o grupo que comandava a estatal forjou um aval em nome da CGTEE para ajudar uma empresa privada — a Winimport — a obter empréstimo de 157 milhões de euros para erguer sete usinas de biomassa. Só duas foram feitas. A CGTEE foi usada como fiadora do negócio. Empresas públicas são proibidas de dar garantias internacionais a empresas privadas. O banco sustenta que Dilma e Cardeal sabiam da lambança. Neste fim de semana, a Folha noticiou que Edgar Luiz, irmão de Valter, atua como consultor de empresas interessadas em investir em energia eólica, cobrando, claro!, uma “taxa de sucesso” quando consegue ser bem-sucedido.
PSDB e DEM já haviam entrado com uma outra representação, esta contra a ex-ministra Erenice Guerra, por conta do, digamos assim, conjunto da obra na Casa Civil. Num adendo, os dois partidos pedem que sejam investigadas também as ações da uruguaia Maria Cristina de Castro, a “Tupamara”, amiga de Dilma nomeada como assessora especial do Ministério das Minas e Energia. Segundo o TCU, conforme revelou a revista VEJA, Maria Cristina celebrou um contrato de R$ 14 milhões sem licitação, dos quais R$ 5 milhões teriam simplesmente desaparecido.
O PSDB e o DEM recorrem hoje à Procuradoria Geral da República pedindo que se abra uma investigação para apurar se Dilma Rousseff e Valter Cardeal, um de seus homens de confiança (é diretor de Engenharia e Planejamento da Eletrobras), tinham mesmo conhecimento de fraude milionária no setor elétrico, conforme acusa o banco alemão KFW, que entrou com uma ação na Justiça contra a CGTEE (companhia de geração térmica de energia do governo federal).
Segundo a revista Época, o grupo que comandava a estatal forjou um aval em nome da CGTEE para ajudar uma empresa privada — a Winimport — a obter empréstimo de 157 milhões de euros para erguer sete usinas de biomassa. Só duas foram feitas. A CGTEE foi usada como fiadora do negócio. Empresas públicas são proibidas de dar garantias internacionais a empresas privadas. O banco sustenta que Dilma e Cardeal sabiam da lambança. Neste fim de semana, a Folha noticiou que Edgar Luiz, irmão de Valter, atua como consultor de empresas interessadas em investir em energia eólica, cobrando, claro!, uma “taxa de sucesso” quando consegue ser bem-sucedido.
PSDB e DEM já haviam entrado com uma outra representação, esta contra a ex-ministra Erenice Guerra, por conta do, digamos assim, conjunto da obra na Casa Civil. Num adendo, os dois partidos pedem que sejam investigadas também as ações da uruguaia Maria Cristina de Castro, a “Tupamara”, amiga de Dilma nomeada como assessora especial do Ministério das Minas e Energia. Segundo o TCU, conforme revelou a revista VEJA, Maria Cristina celebrou um contrato de R$ 14 milhões sem licitação, dos quais R$ 5 milhões teriam simplesmente desaparecido.
Alguém está surpreso? Casa Civil prorroga por 30 dias investigação sobre caso Erenice
Por Reinaldo Azevedo
No Estadão Online. Volto em seguida:
A Casa Civil da Presidência da República prorrogou por mais 30 dias os trabalhos da Comissão de Sindicância Investigativa que apura as denúncias de suposto esquema de tráfico de influência envolvendo a ex-ministra-chefe da pasta Erenice Guerra, assessores e familiares. A portaria, assinada pelo ministro interino, Carlos Esteves Lima, foi publicada nesta segunda-feira, 18, no Diário Oficial da União.
No mês passado, reportagem da revista Veja revelou que Israel Guerra, filho de Erenice, faria parte de um esquema de tráfico de influência no governo em troca de pagamento de comissão. Ele teria operado, pelo menos, a concessão de um contrato de R$ 84 milhões para um empresário do setor aéreo com negócios com os Correios. Um servidor da Casa Civil que estaria envolvido, Vinícius Castro, foi demitido.
Com o passar dos dias, novas denúncias apontaram o suposto envolvimento de outros parentes de Erenice no esquema, inclusive Saulo Guerra, outro filho dela. No dia 16 de setembro, Erenice pediu demissão. O prazo original estipulado pela comissão para a conclusão do caso terminou neste domingo, 17. Com o novo cronograma, o resultado da apuração só será divulgado após o segundo turno da eleição.
Comento
O adiamento faz parte da mesma pantomima de que participa, infelizmente, a Polícia Federal. Tudo aguarda, na verdade, o resultado da eleição do dia 3. É a forma que tomou entre nós a apuração de crimes que dizem respeito ao uso do estado para interesses privados.
Caso Serra vença as eleições, será preciso conferir ao menos verossimilhança ao resultado das apurações. Caso a vitoriosa seja Dilma, as apurações não chegarão a lugar nenhum. No máximo, vai-se apontar uma conduta imprópria aqui e ali, mas não crime.
É o que os “inteliquituais” petistas e certas franjas da imprensa chamam de “nova era democrática”. Na “nova era demcrática” uma conduta criminosa é definida segundo quem está no poder. Lixo!
No Estadão Online. Volto em seguida:
A Casa Civil da Presidência da República prorrogou por mais 30 dias os trabalhos da Comissão de Sindicância Investigativa que apura as denúncias de suposto esquema de tráfico de influência envolvendo a ex-ministra-chefe da pasta Erenice Guerra, assessores e familiares. A portaria, assinada pelo ministro interino, Carlos Esteves Lima, foi publicada nesta segunda-feira, 18, no Diário Oficial da União.
No mês passado, reportagem da revista Veja revelou que Israel Guerra, filho de Erenice, faria parte de um esquema de tráfico de influência no governo em troca de pagamento de comissão. Ele teria operado, pelo menos, a concessão de um contrato de R$ 84 milhões para um empresário do setor aéreo com negócios com os Correios. Um servidor da Casa Civil que estaria envolvido, Vinícius Castro, foi demitido.
Com o passar dos dias, novas denúncias apontaram o suposto envolvimento de outros parentes de Erenice no esquema, inclusive Saulo Guerra, outro filho dela. No dia 16 de setembro, Erenice pediu demissão. O prazo original estipulado pela comissão para a conclusão do caso terminou neste domingo, 17. Com o novo cronograma, o resultado da apuração só será divulgado após o segundo turno da eleição.
Comento
O adiamento faz parte da mesma pantomima de que participa, infelizmente, a Polícia Federal. Tudo aguarda, na verdade, o resultado da eleição do dia 3. É a forma que tomou entre nós a apuração de crimes que dizem respeito ao uso do estado para interesses privados.
Caso Serra vença as eleições, será preciso conferir ao menos verossimilhança ao resultado das apurações. Caso a vitoriosa seja Dilma, as apurações não chegarão a lugar nenhum. No máximo, vai-se apontar uma conduta imprópria aqui e ali, mas não crime.
É o que os “inteliquituais” petistas e certas franjas da imprensa chamam de “nova era democrática”. Na “nova era demcrática” uma conduta criminosa é definida segundo quem está no poder. Lixo!
A LIBERDADE RELIGIOSA E DIREITOS INDIVIDUAIS AMEAÇADOS.QUEREM INTIMIDAR E CALAR OS CRISTÃOS!SETORES DA IMPRENSA SÃO CÚMPLICES!
Algo de muito grave aconteceu anteontem e ontem no Brasil. E o que pior: contará com algo pior do que o silêncio cúmplice da imprensa; contará com o seu apoio entusiasmado. Por ordem do ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), milhares de impressos contendo o “Apelo a Todos os Brasileiros” foram recolhidos pela Polícia Federal na gráfica Pana, no centro de São Paulo. Esse apelo foi elaborado pela Comissão de Defesa da Vida da Regional Sul I, da CNBB.
Trata-se de uma convocação para que os católicos não votem em candidatos favoráveis à descriminação do aborto. A posição do PT e do governo Lula, que incentivam a mudança da lei, é lembrada no texto. O PT recorreu ao tribunal porque considera que se trata de um ataque à sua candidata. Então ficamos assim: a liberdade religiosa no Brasil vale até o limite em que os petistas não se sintam incomodados. Anteontem, um grupo de partidários de Dilma Rousseff, com a cumplicidade de jornalistas, já havia constrangido ilegalmente um representante da gráfica.
As eleições não suspendem os direitos constitucionais. O processo corre em segredo de Justiça. Segredo por quê? A sociedade tem o direito de saber por que estão sendo violados os Incisos IV e VI do Artigo 5º da Constituição, a saber:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
A Igreja Católica, ou uma parte dela, os evangélicos e quaisquer outras confissões têm o direito de dizer o que pensam do processo eleitoral e de estabelecer critérios de votos para os seus fiéis — que, de resto, seguem a recomendação se assim o desejarem. A carta censurada pelo TSE segue num post abaixo. Não há uma só linha nela que não corresponda aos fatos. Trata-se, também, de um ato de censura. O texto, ademais, não é anônimo.
A Universal pode?
Se você clicar aqui, verá um vídeo do dia 19 de agosto em que obreiros da Igreja Universal do Reino de Deus, de propriedade do “bispo” Edir Macedo, distribuem panfletos pedindo votos para Marcelo Crivella (PRB), que se elegeu senador, e para Dilma. Trata-se, aí sim, de campanha eleitoral aberta. O material foi impresso na gráfica da Universal, de que Crivella também é bispo. Na prática, pois, trata-se de uma doação provavelmente sem registro, caracterizando abuso do poder econômico e uso, como diria Delúbio Soares, de “recursos não-contabilizados”.
Macedo, um pró-aborto fanático, concessionário de serviço público (dono da Rede Record), é “dilmista” roxo e já declarou seu apoio à candidata do PT. E tudo pareceu, naturalmente, muito decoroso e muito decente. Já o grupo que não concorda com as idéias de Dilma está proibido de se manifestar. A PF logo chega, por ordem de um ministro do TSE, e leva os impressos embora.
E Lula pode?
Num país em que o presidente da República, de modo arreganhado, faz campanha eleitoral e mobiliza a máquina do estado em favor de sua candidata — como evidenciam as multas a perder de vista que recebeu —, é realmente impressionante que uma parcela da Igreja Católica seja impedida de expressar o seu ponto de vista. O documento da Comissão de Defesa da Vida — à diferença dos panfletos em favor de Dilma e Crivella e do discurso permanente de Lula — não pede voto para A ou B. Recomenda que os candidatos comprometidos com a legalização do aborto sejam recusados pelo eleitor. Dilma, como se sabe, não passa nessa peneira. E não passa em razão de suas próprias escolhas.
A Justiça Eleitoral, no Brasil, assume, às vezes, o caráter de tribunal de exceção. Fico aqui a imaginar o que diria um americano ao saber que um órgão encarregado de regular as eleições pode determinar que a Polícia Federal invada uma gráfica para surrupiar impressos encomendados LEGALMENTE por uma igreja. Trata-se de uma decisão de lesa democracia. E mais não podemos saber a respeito porque o processo corre “em sigilo”. É coisa de ditadura, não de democracia.
Imprensa e constrangimento ilegal
Publiquei ontem aqui o vídeo em que petistas intimidam e constrangem ilegalmente o representante da gráfica Pana. Uma verdadeira horda pressiona o homem para que mostre os documentos da encomenda que recebeu, como se ele estivesse imprimindo material subversivo. Lembrou-me o comportamento da TV de Chávez quando ele manda prender os seus adversários: de microfone na mão, repórteres babam seu rancor contra a vítima. Que já viu o vídeo retome o texto depois dele. Segue para quem não assistiu:
Afirmei no post de ontem que não sabia quem era a “otoridade” que se apresenta como deputado, o famoso “sabe com quem está falando?” Leitores afirmam que é Adriano Diogo, do PT. Ah… Não reconheci por causa do cabelo tingido (era grisalho) e da magreza — seu apelido era “Baleia”. Agora ele só se agiganta contra um pobre gerente de gráfica, tratado como bandido. Reparem naquele outro petista avantajado que fala com o pobre homem de dedo em riste, chamando-o de cúmplice de um crime.
Arlety Satiko Kobayashi é dona de 50% da Editora Gráfica Pana. Ela é filiada ao PSDB desde março de 1991 e irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de Serra, Sérgio Kobayashi. E daí? Não muda uma vírgula. A Diocese de Guarulhos tem o direito de mandar imprimir o que bem entender onde quiser, estando o material de acordo com os seus princípios e com as leis do país. E é o caso. Na Gráfica Brasil, de Benedito Oliveira - aquele sujeito que participava do bunker que fazia dossiês contra Serra e que presta serviços para o governo federal - é que não poderia ser. Tentarão usar a informação para mitigar a prática fascitóide e intimidadora contra o funcionário da empresa. O FASCISMO NÃO PRECISA DE MOTIVOS; BASTA O PRETEXTO.
Criminosos ali são só os que o intimidam, já que o fazem ao arrepio da lei. E, de certo modo, também os jornalistas. NÃO HOUVE UM MISERÁVEL RELATO QUE DESSE CONTA DO CONSTRANGIMENTO ILEGAL QUE AQUELE SENHOR SOFREU. EM LUGAR NENHUM! OS JORNALISTAS PRESENTES VIRAM A LEI SENDO PISOTEADA E SE CALARAM PORQUE, NO FUNDO, CONCORDAM COM A CENSURA E A COM A INTIMIDAÇÃO. É UMA VERGONHA! Foi preciso que o próprio PT exibisse o seu feito em vídeo, orgulhoso de sua obra, para que soubéssemos da covardia dos intimidadores e da cumplicidade dos repórteres. Uma delas, sei lá se trabalhando ou não para o PT, compara a Igreja ao PCC!!! Não adianta tentar tirar o vídeo do ar. Fiz cópia.
http://www.youtube.com/watch?v=THvAV30BQp8&feature=player_embedded#!
Não sei quem vai ganhar, mas sei que…
Eu não sei quem vai ganhar a eleição, não! “Eles” é que sabiam. Diziam que Dilma venceria por uma vantagem de até 20 pontos no primeiro turno. Não deu! O que sei é que esse tipo de intimidação não ajuda o PT.
Não fica bem a um partido político, com a cumplicidade da imprensa, botar a polícia contra os cristãos. Só faltam agora a arena e os leões com fome. E agem assim sem que Dilma tenha vencido ainda. Pode ser um aviso do que viria depois.
Por Reinaldo Azevedo
Trata-se de uma convocação para que os católicos não votem em candidatos favoráveis à descriminação do aborto. A posição do PT e do governo Lula, que incentivam a mudança da lei, é lembrada no texto. O PT recorreu ao tribunal porque considera que se trata de um ataque à sua candidata. Então ficamos assim: a liberdade religiosa no Brasil vale até o limite em que os petistas não se sintam incomodados. Anteontem, um grupo de partidários de Dilma Rousseff, com a cumplicidade de jornalistas, já havia constrangido ilegalmente um representante da gráfica.
As eleições não suspendem os direitos constitucionais. O processo corre em segredo de Justiça. Segredo por quê? A sociedade tem o direito de saber por que estão sendo violados os Incisos IV e VI do Artigo 5º da Constituição, a saber:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
A Igreja Católica, ou uma parte dela, os evangélicos e quaisquer outras confissões têm o direito de dizer o que pensam do processo eleitoral e de estabelecer critérios de votos para os seus fiéis — que, de resto, seguem a recomendação se assim o desejarem. A carta censurada pelo TSE segue num post abaixo. Não há uma só linha nela que não corresponda aos fatos. Trata-se, também, de um ato de censura. O texto, ademais, não é anônimo.
A Universal pode?
Se você clicar aqui, verá um vídeo do dia 19 de agosto em que obreiros da Igreja Universal do Reino de Deus, de propriedade do “bispo” Edir Macedo, distribuem panfletos pedindo votos para Marcelo Crivella (PRB), que se elegeu senador, e para Dilma. Trata-se, aí sim, de campanha eleitoral aberta. O material foi impresso na gráfica da Universal, de que Crivella também é bispo. Na prática, pois, trata-se de uma doação provavelmente sem registro, caracterizando abuso do poder econômico e uso, como diria Delúbio Soares, de “recursos não-contabilizados”.
Macedo, um pró-aborto fanático, concessionário de serviço público (dono da Rede Record), é “dilmista” roxo e já declarou seu apoio à candidata do PT. E tudo pareceu, naturalmente, muito decoroso e muito decente. Já o grupo que não concorda com as idéias de Dilma está proibido de se manifestar. A PF logo chega, por ordem de um ministro do TSE, e leva os impressos embora.
E Lula pode?
Num país em que o presidente da República, de modo arreganhado, faz campanha eleitoral e mobiliza a máquina do estado em favor de sua candidata — como evidenciam as multas a perder de vista que recebeu —, é realmente impressionante que uma parcela da Igreja Católica seja impedida de expressar o seu ponto de vista. O documento da Comissão de Defesa da Vida — à diferença dos panfletos em favor de Dilma e Crivella e do discurso permanente de Lula — não pede voto para A ou B. Recomenda que os candidatos comprometidos com a legalização do aborto sejam recusados pelo eleitor. Dilma, como se sabe, não passa nessa peneira. E não passa em razão de suas próprias escolhas.
A Justiça Eleitoral, no Brasil, assume, às vezes, o caráter de tribunal de exceção. Fico aqui a imaginar o que diria um americano ao saber que um órgão encarregado de regular as eleições pode determinar que a Polícia Federal invada uma gráfica para surrupiar impressos encomendados LEGALMENTE por uma igreja. Trata-se de uma decisão de lesa democracia. E mais não podemos saber a respeito porque o processo corre “em sigilo”. É coisa de ditadura, não de democracia.
Imprensa e constrangimento ilegal
Publiquei ontem aqui o vídeo em que petistas intimidam e constrangem ilegalmente o representante da gráfica Pana. Uma verdadeira horda pressiona o homem para que mostre os documentos da encomenda que recebeu, como se ele estivesse imprimindo material subversivo. Lembrou-me o comportamento da TV de Chávez quando ele manda prender os seus adversários: de microfone na mão, repórteres babam seu rancor contra a vítima. Que já viu o vídeo retome o texto depois dele. Segue para quem não assistiu:
Afirmei no post de ontem que não sabia quem era a “otoridade” que se apresenta como deputado, o famoso “sabe com quem está falando?” Leitores afirmam que é Adriano Diogo, do PT. Ah… Não reconheci por causa do cabelo tingido (era grisalho) e da magreza — seu apelido era “Baleia”. Agora ele só se agiganta contra um pobre gerente de gráfica, tratado como bandido. Reparem naquele outro petista avantajado que fala com o pobre homem de dedo em riste, chamando-o de cúmplice de um crime.
Arlety Satiko Kobayashi é dona de 50% da Editora Gráfica Pana. Ela é filiada ao PSDB desde março de 1991 e irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de Serra, Sérgio Kobayashi. E daí? Não muda uma vírgula. A Diocese de Guarulhos tem o direito de mandar imprimir o que bem entender onde quiser, estando o material de acordo com os seus princípios e com as leis do país. E é o caso. Na Gráfica Brasil, de Benedito Oliveira - aquele sujeito que participava do bunker que fazia dossiês contra Serra e que presta serviços para o governo federal - é que não poderia ser. Tentarão usar a informação para mitigar a prática fascitóide e intimidadora contra o funcionário da empresa. O FASCISMO NÃO PRECISA DE MOTIVOS; BASTA O PRETEXTO.
Criminosos ali são só os que o intimidam, já que o fazem ao arrepio da lei. E, de certo modo, também os jornalistas. NÃO HOUVE UM MISERÁVEL RELATO QUE DESSE CONTA DO CONSTRANGIMENTO ILEGAL QUE AQUELE SENHOR SOFREU. EM LUGAR NENHUM! OS JORNALISTAS PRESENTES VIRAM A LEI SENDO PISOTEADA E SE CALARAM PORQUE, NO FUNDO, CONCORDAM COM A CENSURA E A COM A INTIMIDAÇÃO. É UMA VERGONHA! Foi preciso que o próprio PT exibisse o seu feito em vídeo, orgulhoso de sua obra, para que soubéssemos da covardia dos intimidadores e da cumplicidade dos repórteres. Uma delas, sei lá se trabalhando ou não para o PT, compara a Igreja ao PCC!!! Não adianta tentar tirar o vídeo do ar. Fiz cópia.
http://www.youtube.com/watch?v=THvAV30BQp8&feature=player_embedded#!
Não sei quem vai ganhar, mas sei que…
Eu não sei quem vai ganhar a eleição, não! “Eles” é que sabiam. Diziam que Dilma venceria por uma vantagem de até 20 pontos no primeiro turno. Não deu! O que sei é que esse tipo de intimidação não ajuda o PT.
Não fica bem a um partido político, com a cumplicidade da imprensa, botar a polícia contra os cristãos. Só faltam agora a arena e os leões com fome. E agem assim sem que Dilma tenha vencido ainda. Pode ser um aviso do que viria depois.
Por Reinaldo Azevedo
O MANIFESTO APREENDIDO PELA PF DEPOIS DA PRESSÃO DO PT
Republico íntegra do manifesto em defesa da vida que foi apreendido ontem pela PF, depois de uma blitz do PT.
A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico www.cnbbsul1.org.br
São Paulo, 26 de Agosto de 2010.
Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1
Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1
Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1
APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS
Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,
- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,
- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,
- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,
- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,
- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,
- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,
- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,
- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,
- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,
RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.
Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.
COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB
A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico www.cnbbsul1.org.br
São Paulo, 26 de Agosto de 2010.
Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1
Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1
Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1
APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS
Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,
- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,
- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,
- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,
- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,
- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,
- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,
- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,
- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,
- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,
RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.
Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.
COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB
domingo, 17 de outubro de 2010
Marina é o Lula de 1985: neutra! A mensagem: “A política dos outros é suja, só a minha é limpa"
”
Conforme Tio Rei antecipou, Marina Silva, do PV, declarou neutralidade. Considerou que é o melhor para a sua carreira política. Ela está em campanha para 2014 desde que se lançou candidata a 2010. Como o eleito, Serra ou Dilma, enfrentará algumas dificuldades, o PV quer ser o PT de qualquer um dos dois, entenderam?, só que com muito amor no coração — que é a diferença entre Marina e os demais: ela bate nos outros porque é boa; os outros se batem (mas jamais batem nela) porque são maus. Pfuiii…
O problema é que o PV não é o PT; não tem estrutura para segurar o embate. Mas os “marineiros” estão convencidos de que há uma nova política no ar… Então tá.
Os verdes estão hoje nos jornais. O curioso é que se comportam como ombudsman dos outros partidos. Tornaram-se verdadeiros juízes do processo eleitoral e do programa alheio, dizendo o que é aceitável e o que não é. Eles próprios, no entanto, tiveram a chance de dizer o que pensam e o que querem. Há quem tenha entendido o que Marina falou. Eu, confesso, nunca entendi. O que sei é que se consideram diferentes dessa gentalha da política tradicional.
Cada um vive o seu momento, a sua hora da decisão. O PV persegue um modelo. Em 1985, Luiz Inácio Lula da Silva, que era a Marina Silva de então, tinha como escolher no Colégio Eleitoral: Tancredo ou Maluf? Lula e o PT decidiram: ninguém! E a história se fez sem eles. Tornaram-se, depois, seus grandes beneficiários, reescrevendo o seu próprio passado e o passado alheio.
É o modelo que segue Marina: “Somos limpos e oxigenados demais e não vamos nos meter com essa gente aí, não, e um dia a história nos dará razão”. Já escrevi aqui, e ainda desenvolverei melhor a idéia: Marina deve acreditar que a vaga de Lula no imaginário político — o bom selvagem de Rousseau — está vaga e precisa ser preenchida. Ela vai tentar ocupá-la. A meu ver, ignora o fato de que aquela construção tinha, na base, um partido arraigado nos sindicatos e incrustado no aparelho do estado, o que ela não tem. Ocorre que a sua construção — a política que não é “poluída” — só faz sentido assim, sem compromisso com o mundo real.
Por Reinaldo Azevedo
Conforme Tio Rei antecipou, Marina Silva, do PV, declarou neutralidade. Considerou que é o melhor para a sua carreira política. Ela está em campanha para 2014 desde que se lançou candidata a 2010. Como o eleito, Serra ou Dilma, enfrentará algumas dificuldades, o PV quer ser o PT de qualquer um dos dois, entenderam?, só que com muito amor no coração — que é a diferença entre Marina e os demais: ela bate nos outros porque é boa; os outros se batem (mas jamais batem nela) porque são maus. Pfuiii…
O problema é que o PV não é o PT; não tem estrutura para segurar o embate. Mas os “marineiros” estão convencidos de que há uma nova política no ar… Então tá.
Os verdes estão hoje nos jornais. O curioso é que se comportam como ombudsman dos outros partidos. Tornaram-se verdadeiros juízes do processo eleitoral e do programa alheio, dizendo o que é aceitável e o que não é. Eles próprios, no entanto, tiveram a chance de dizer o que pensam e o que querem. Há quem tenha entendido o que Marina falou. Eu, confesso, nunca entendi. O que sei é que se consideram diferentes dessa gentalha da política tradicional.
Cada um vive o seu momento, a sua hora da decisão. O PV persegue um modelo. Em 1985, Luiz Inácio Lula da Silva, que era a Marina Silva de então, tinha como escolher no Colégio Eleitoral: Tancredo ou Maluf? Lula e o PT decidiram: ninguém! E a história se fez sem eles. Tornaram-se, depois, seus grandes beneficiários, reescrevendo o seu próprio passado e o passado alheio.
É o modelo que segue Marina: “Somos limpos e oxigenados demais e não vamos nos meter com essa gente aí, não, e um dia a história nos dará razão”. Já escrevi aqui, e ainda desenvolverei melhor a idéia: Marina deve acreditar que a vaga de Lula no imaginário político — o bom selvagem de Rousseau — está vaga e precisa ser preenchida. Ela vai tentar ocupá-la. A meu ver, ignora o fato de que aquela construção tinha, na base, um partido arraigado nos sindicatos e incrustado no aparelho do estado, o que ela não tem. Ocorre que a sua construção — a política que não é “poluída” — só faz sentido assim, sem compromisso com o mundo real.
Por Reinaldo Azevedo
FINALMENTE FHC DIZ: LULA É MENTIROSO!
Depois de 8 anos ouvindo MENTIRAS A SEU RESPEITO, FHC cansou de ser acusado pelas mentiras de Lula
FHC deixou um País estruturado, Moderno, com programas sociais que focavam o futuro do beneficiado e ouviu, por 8 anos, as mentiras de Lula e seu partido e seus amigos.
Nunca é tarde!
Agora o povo brasileiro humilde e inculto vai saber, realmente, quem é o MENTIROSO!
O povo brasileiro vai saber que as grandes obras de Lula são, na verdade de FHC!
Leiam essa nota do Estadão e leiam o Estadão.
http://www.estadao.com.br/
FHC desafia Lula a debater 'cara a cara'
Em discurso inflamado para tucanos, ex-presidente classifica sucessor de 'mesquinho' e de mentir 'sem cessar' sobre o País que encontrou ao assumir mandato
Em sua mais contundente incursão na campanha tucana até agora, que incluiu a defesa de seu legado à frente do Palácio do Planalto, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, desafiou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um debate "cara a cara" após o fim das eleições.
Diante de centenas de militantes do PSDB, em um hotel na zona norte da capital paulista, FHC pediu a Lula que, quando "perder o monopólio da verdade", vá ao instituto que leva seu nome, em São Paulo, para debater. "Presidente Lula, quando acabar as eleições, quando você puser o pijama, será bem recebido. Venha ao meu instituto, vamos conversar, cara a cara", bradou, em discurso inflamado.
O ex-presidente, dizendo-se alvo de mentiras, passou a defender suas gestões na Presidência (1994–2002). As cenas, gravadas por uma equipe da campanha do presidenciável tucano José Serra – que não esteve no evento –, devem ir ao horário eleitoral.
"Estou calado há muitos anos ouvindo. Agora quando o presidente Lula vier, como deve vir, como todo presidente democrata eleito, perder a pompa toda, perder o monopólio da verdade, está desafiado a conversar comigo em qualquer lugar do Brasil", disse FHC.
"Não é para conversar para dizer o que eu fiz, o que ele fez. Isso o povo vai julgar. É para ter firmeza, olhando cara a cara, um ao outro, e ver se um é capaz de dizer ao outro as coisas que diz", continuou o ex-presidente.
Como exemplo dos pontos que abordaria no debate com Lula, FHC citou o Plano Real, principal bandeira tucana, e disse que questionaria o petista sobre as responsabilidades pela estabilização econômica do País.
"Quero ver o presidente Lula, que votou contra o Real, que fez o PT votar contra o Real, dizer que estabilizou o Brasil. Ele não precisa disso. Ele fez coisas boas que eu reconheço. Ele agiu bem na crise atual, financeira. Para que, meu Deus, ser tão mesquinho? É isso que quero perguntar a ele: ‘Lula, por que isso, rapaz?’", bradou.
Aos militantes tucanos, o ex-presidente apostou na veemência para que seu nome, antes escondido nas campanhas, passe a ser defendido abertamente.
"Eu não tenho do que me arrepender. Eu mudei o Brasil. Eu nunca disse isso. Agora, oito anos depois do governo Lula (digo que) eu mudei o Brasil. Não mudei sozinho, mas com o povo brasileiro, com uma equipe de gente competente, com outros partidos. Tudo o que foi inovador foi plantado naquele período. Chega de ficar calado", afirmou FHC.
Privatizações. O ex-presidente elevou o tom e pediu "respeito" ao rebater nota divulgada ontem pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, que o acusou de preparar a estatal para a privatização.
"Quem é esse Gabrielli pra falar isso pra mim, meu Deus? Eu mandei uma carta ao Senado para dizer que não privatizaria a Petrobrás. Eu perdi uma cátedra porque eu defendi a Petrobrás e fui processado", anotou FHC.
De acordo com FHC, a "politicalha" voltou avançar sobre a estatal após sua saída do governo. "Por isso, perdeu já 20% do valor de mercado sob a batuta dessa gente. O mercado, assim chamado, percebeu agora – custou – que tem ingerência política", anotou.
Ao final do discurso, o ex-presidente lembrou ainda a queda da ex-ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, acuada por denúncias de lobby no Planalto. "Não queremos um Brasil de preguiçosos, não queremos um Brasil de amigos do rei. nós não queremos um brasil de companheiras tipo Erenice", anotou FHC, que pediu "apoio total" à candidatura de Serra
FHC deixou um País estruturado, Moderno, com programas sociais que focavam o futuro do beneficiado e ouviu, por 8 anos, as mentiras de Lula e seu partido e seus amigos.
Nunca é tarde!
Agora o povo brasileiro humilde e inculto vai saber, realmente, quem é o MENTIROSO!
O povo brasileiro vai saber que as grandes obras de Lula são, na verdade de FHC!
Leiam essa nota do Estadão e leiam o Estadão.
http://www.estadao.com.br/
FHC desafia Lula a debater 'cara a cara'
Em discurso inflamado para tucanos, ex-presidente classifica sucessor de 'mesquinho' e de mentir 'sem cessar' sobre o País que encontrou ao assumir mandato
Em sua mais contundente incursão na campanha tucana até agora, que incluiu a defesa de seu legado à frente do Palácio do Planalto, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, desafiou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um debate "cara a cara" após o fim das eleições.
Diante de centenas de militantes do PSDB, em um hotel na zona norte da capital paulista, FHC pediu a Lula que, quando "perder o monopólio da verdade", vá ao instituto que leva seu nome, em São Paulo, para debater. "Presidente Lula, quando acabar as eleições, quando você puser o pijama, será bem recebido. Venha ao meu instituto, vamos conversar, cara a cara", bradou, em discurso inflamado.
O ex-presidente, dizendo-se alvo de mentiras, passou a defender suas gestões na Presidência (1994–2002). As cenas, gravadas por uma equipe da campanha do presidenciável tucano José Serra – que não esteve no evento –, devem ir ao horário eleitoral.
"Estou calado há muitos anos ouvindo. Agora quando o presidente Lula vier, como deve vir, como todo presidente democrata eleito, perder a pompa toda, perder o monopólio da verdade, está desafiado a conversar comigo em qualquer lugar do Brasil", disse FHC.
"Não é para conversar para dizer o que eu fiz, o que ele fez. Isso o povo vai julgar. É para ter firmeza, olhando cara a cara, um ao outro, e ver se um é capaz de dizer ao outro as coisas que diz", continuou o ex-presidente.
Como exemplo dos pontos que abordaria no debate com Lula, FHC citou o Plano Real, principal bandeira tucana, e disse que questionaria o petista sobre as responsabilidades pela estabilização econômica do País.
"Quero ver o presidente Lula, que votou contra o Real, que fez o PT votar contra o Real, dizer que estabilizou o Brasil. Ele não precisa disso. Ele fez coisas boas que eu reconheço. Ele agiu bem na crise atual, financeira. Para que, meu Deus, ser tão mesquinho? É isso que quero perguntar a ele: ‘Lula, por que isso, rapaz?’", bradou.
Aos militantes tucanos, o ex-presidente apostou na veemência para que seu nome, antes escondido nas campanhas, passe a ser defendido abertamente.
"Eu não tenho do que me arrepender. Eu mudei o Brasil. Eu nunca disse isso. Agora, oito anos depois do governo Lula (digo que) eu mudei o Brasil. Não mudei sozinho, mas com o povo brasileiro, com uma equipe de gente competente, com outros partidos. Tudo o que foi inovador foi plantado naquele período. Chega de ficar calado", afirmou FHC.
Privatizações. O ex-presidente elevou o tom e pediu "respeito" ao rebater nota divulgada ontem pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, que o acusou de preparar a estatal para a privatização.
"Quem é esse Gabrielli pra falar isso pra mim, meu Deus? Eu mandei uma carta ao Senado para dizer que não privatizaria a Petrobrás. Eu perdi uma cátedra porque eu defendi a Petrobrás e fui processado", anotou FHC.
De acordo com FHC, a "politicalha" voltou avançar sobre a estatal após sua saída do governo. "Por isso, perdeu já 20% do valor de mercado sob a batuta dessa gente. O mercado, assim chamado, percebeu agora – custou – que tem ingerência política", anotou.
Ao final do discurso, o ex-presidente lembrou ainda a queda da ex-ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, acuada por denúncias de lobby no Planalto. "Não queremos um Brasil de preguiçosos, não queremos um Brasil de amigos do rei. nós não queremos um brasil de companheiras tipo Erenice", anotou FHC, que pediu "apoio total" à candidatura de Serra
Os “ricos” decorosos de Belo Horizonte
Por Reinaldo Azevedo
Chego a achar, às vezes, que os petistas guardam números piores do que aqueles que os institutos de pesquisa têm indicado. Só isso explica a histeria que tomou conta do partido. Ok. Diferença de seis pontos, num segundo turno, não chega a ser um latifúndio, mas também não é para enlouquecer ninguém. E os petistas surtaram.
Ontem, em Belo Horizonte, Lula ressuscitou aquele seu particular entendimento de luta de classes, que tem jeitão de arranca-rabo de classes. Em cima de um jipe, em companhia de Dilma Rousseff, liderou uma carreta na capital mineira. Os moradores do bairro Mangabeiras, onde começou a manifestação, faziam sinais de negativo para a dupla, com os polegares apontados para baixo. Foi o que bastou para o Babalorixá de Banânia engatar aquele discursozinho usado:
“Eu fico constrangido, porque aquelas pessoas ricas foram as que mais ganharam dinheiro no meu governo. O que aquelas pessoas não conseguiram foi superar o preconceito contra um metalúrgico ser presidente e fazer pelo Brasil o que eles não conseguiram fazer”.
Pois é… Com efeito, os ricos não têm mesmo muito do que reclamar. O presidente tem razão. E por que, então, o sinal de negativo daqueles “ricos” ao menos? Vai ver não é preconceito, mas senso de decoro, de decência. Fossem egoístas, pensariam apenas em si mesmos e diriam: “Para mim, está bem. Então que se dane o resto!” Vai ver pensam também no país…
De vez em quando, o Lula de 1989 ressuscita com sua guerrinha vagabunda entre ricos e pobres, típica do tempo em que ele não vencia eleições.
Chego a achar, às vezes, que os petistas guardam números piores do que aqueles que os institutos de pesquisa têm indicado. Só isso explica a histeria que tomou conta do partido. Ok. Diferença de seis pontos, num segundo turno, não chega a ser um latifúndio, mas também não é para enlouquecer ninguém. E os petistas surtaram.
Ontem, em Belo Horizonte, Lula ressuscitou aquele seu particular entendimento de luta de classes, que tem jeitão de arranca-rabo de classes. Em cima de um jipe, em companhia de Dilma Rousseff, liderou uma carreta na capital mineira. Os moradores do bairro Mangabeiras, onde começou a manifestação, faziam sinais de negativo para a dupla, com os polegares apontados para baixo. Foi o que bastou para o Babalorixá de Banânia engatar aquele discursozinho usado:
“Eu fico constrangido, porque aquelas pessoas ricas foram as que mais ganharam dinheiro no meu governo. O que aquelas pessoas não conseguiram foi superar o preconceito contra um metalúrgico ser presidente e fazer pelo Brasil o que eles não conseguiram fazer”.
Pois é… Com efeito, os ricos não têm mesmo muito do que reclamar. O presidente tem razão. E por que, então, o sinal de negativo daqueles “ricos” ao menos? Vai ver não é preconceito, mas senso de decoro, de decência. Fossem egoístas, pensariam apenas em si mesmos e diriam: “Para mim, está bem. Então que se dane o resto!” Vai ver pensam também no país…
De vez em quando, o Lula de 1989 ressuscita com sua guerrinha vagabunda entre ricos e pobres, típica do tempo em que ele não vencia eleições.
Aécio Neves: “Vai ser uma eleição dura até o final. Mas o momento é positivo para nós.”
Por Malu Delgado, no Estadão:
Estrategista político central da campanha do segundo turno de José Serra (PSDB) à Presidência, o senador Aécio Neves afirma que subestimam a inteligência tucana aqueles que acham que por trás de seu real empenho na causa está o compromisso de que os paulistas não serão novamente obstáculo para as pretensões mineiras em 2014.
Para o ex-governador mineiro, Serra tem possibilidade real de vencer, sobretudo porque, no segundo turno, incorporou a tese de que representa um projeto político coletivo. Aécio começa inclusive a traçar uma missão para o Senado caso Serra vença: ajudá-lo a formar uma maioria no Congresso. “É importante o Serra agora mostrar ao Brasil que ele é um time político”, disse Aécio ao Estado numa conversa telefônica, após ter organizado, na capital mineira, um ato de adesão de aproximadamente 400 prefeitos à candidatura de Serra. Em sua visão, essa é a aposta feita pelas principais lideranças do PSDB que saíram vitoriosas nas urnas no primeiro turno e agora estão engajadas na campanha de Serra. “Vamos mostrar que ele não vai governar sozinho.”
A pedido do próprio Serra, Aécio vai viajar pelo País. Já tem viagens escaladas para pelo menos sete Estados. Além disso, gravou na sexta-feira novas participações para os programas eleitorais gratuitos.
A vitória de Antonio Anastasia em Minas Gerais, afirma, é outro fator que explica a mudança de ares e o engajamento de prefeitos e lideranças locais na campanha de Serra. “A partir do momento em que o nosso grupo político ganha, há uma tendência natural de engajamento maior dos que já estavam do nosso lado e de uma busca de aproximação de alguns que tinham de colocar um pé em cada canoa.” O otimismo, porém, não desobriga o experiente político de uma avaliação realista: “Ninguém também pode achar que virou a eleição. Não. Vai ser uma eleição dura até o final. Mas o momento é positivo para nós.”
O clima da campanha em Minas para José Serra está diferente do que era no primeiro turno. O que explica essa mudança?
Acho que são duas coisas distintas. Primeiro, existe uma movimentação silenciosa, que independe de lideranças e dos partidos. Acho que há uma certa desilusão e um desencanto com o PT, com a Dilma. Foram esses votos que migraram para a Marina, não migraram diretamente para o Serra. Podem, agora, de forma majoritária, ir para ele. É um movimento que eu não sei quantificar, mas que existe. (…) A partir do momento em que o nosso grupo ganha, da forma que ganhou, há uma tendência de engajamento maior dos que já estavam do nosso lado e de uma busca de aproximação de alguns que estavam mais distantes, e que tinham de colocar um pé em cada canoa. Essas duas coisas se complementam: um sentimento geral e difuso na sociedade, que passa por valores, e uma aproximação com o governo eleito. Isso serve para Minas e pode servir para São Paulo, Paraná. E agora é uma eleição sem a poluição de seis, sete eleições. É só Serra.
O sr. terá uma missão extra-Minas neste segundo turno. Sua atuação não ficará restrita ao Estado, é maior que isso.
Tive, na quinta-feira, uma longa conversa com o Serra. Acertamos alguns eventos. Terei uma agenda com ele. Vou a outros lugares a pedido dele. Estou indo para Goiás e Pará na quinta que vem, e na sexta ao Piauí e Alagoas. Ainda devo ir à Bahia. E vou a alguns eventos que o Serra achar importante, com ele. É importante o Serra, agora, mostrar ao Brasil que ele é um time político, que representa um grupo que tem credibilidade nos Estados, que tem trabalhos desenvolvidos e aprovados. É importante para os indecisos que ainda existem, e os que votaram em Marina, que percebam que votar no Serra é mais do que votar no Serra - é votar em um projeto que é o do Beto (Richa, eleito governador do Paraná), do Geraldo (Alckmin, eleito governador de São Paulo), do nosso em Minas, do Marconi (Perillo, que disputa o segundo turno em Goiás). Vamos mostrar que o Serra não vai governar sozinho. É um esforço que vamos ter daqui por diante, até o final da campanha. Essa exposição de falar em nome dele e mostrar que vai ser um governo solidário e de muitas cabeças.
Estrategista político central da campanha do segundo turno de José Serra (PSDB) à Presidência, o senador Aécio Neves afirma que subestimam a inteligência tucana aqueles que acham que por trás de seu real empenho na causa está o compromisso de que os paulistas não serão novamente obstáculo para as pretensões mineiras em 2014.
Para o ex-governador mineiro, Serra tem possibilidade real de vencer, sobretudo porque, no segundo turno, incorporou a tese de que representa um projeto político coletivo. Aécio começa inclusive a traçar uma missão para o Senado caso Serra vença: ajudá-lo a formar uma maioria no Congresso. “É importante o Serra agora mostrar ao Brasil que ele é um time político”, disse Aécio ao Estado numa conversa telefônica, após ter organizado, na capital mineira, um ato de adesão de aproximadamente 400 prefeitos à candidatura de Serra. Em sua visão, essa é a aposta feita pelas principais lideranças do PSDB que saíram vitoriosas nas urnas no primeiro turno e agora estão engajadas na campanha de Serra. “Vamos mostrar que ele não vai governar sozinho.”
A pedido do próprio Serra, Aécio vai viajar pelo País. Já tem viagens escaladas para pelo menos sete Estados. Além disso, gravou na sexta-feira novas participações para os programas eleitorais gratuitos.
A vitória de Antonio Anastasia em Minas Gerais, afirma, é outro fator que explica a mudança de ares e o engajamento de prefeitos e lideranças locais na campanha de Serra. “A partir do momento em que o nosso grupo político ganha, há uma tendência natural de engajamento maior dos que já estavam do nosso lado e de uma busca de aproximação de alguns que tinham de colocar um pé em cada canoa.” O otimismo, porém, não desobriga o experiente político de uma avaliação realista: “Ninguém também pode achar que virou a eleição. Não. Vai ser uma eleição dura até o final. Mas o momento é positivo para nós.”
O clima da campanha em Minas para José Serra está diferente do que era no primeiro turno. O que explica essa mudança?
Acho que são duas coisas distintas. Primeiro, existe uma movimentação silenciosa, que independe de lideranças e dos partidos. Acho que há uma certa desilusão e um desencanto com o PT, com a Dilma. Foram esses votos que migraram para a Marina, não migraram diretamente para o Serra. Podem, agora, de forma majoritária, ir para ele. É um movimento que eu não sei quantificar, mas que existe. (…) A partir do momento em que o nosso grupo ganha, da forma que ganhou, há uma tendência de engajamento maior dos que já estavam do nosso lado e de uma busca de aproximação de alguns que estavam mais distantes, e que tinham de colocar um pé em cada canoa. Essas duas coisas se complementam: um sentimento geral e difuso na sociedade, que passa por valores, e uma aproximação com o governo eleito. Isso serve para Minas e pode servir para São Paulo, Paraná. E agora é uma eleição sem a poluição de seis, sete eleições. É só Serra.
O sr. terá uma missão extra-Minas neste segundo turno. Sua atuação não ficará restrita ao Estado, é maior que isso.
Tive, na quinta-feira, uma longa conversa com o Serra. Acertamos alguns eventos. Terei uma agenda com ele. Vou a outros lugares a pedido dele. Estou indo para Goiás e Pará na quinta que vem, e na sexta ao Piauí e Alagoas. Ainda devo ir à Bahia. E vou a alguns eventos que o Serra achar importante, com ele. É importante o Serra, agora, mostrar ao Brasil que ele é um time político, que representa um grupo que tem credibilidade nos Estados, que tem trabalhos desenvolvidos e aprovados. É importante para os indecisos que ainda existem, e os que votaram em Marina, que percebam que votar no Serra é mais do que votar no Serra - é votar em um projeto que é o do Beto (Richa, eleito governador do Paraná), do Geraldo (Alckmin, eleito governador de São Paulo), do nosso em Minas, do Marconi (Perillo, que disputa o segundo turno em Goiás). Vamos mostrar que o Serra não vai governar sozinho. É um esforço que vamos ter daqui por diante, até o final da campanha. Essa exposição de falar em nome dele e mostrar que vai ser um governo solidário e de muitas cabeças.
sábado, 16 de outubro de 2010
Preparem-se para os 15 dias mais sujos da história política brasileira!
Por Reinaldo Azevedo
Esta já é a campanha eleitoral mais suja desde a redemocratização do país. Luiz Inácio Lula da Silva, com a sua falta de decoro e de apreço pela liturgia do cargo, é o seu comandante. As duas semanas que vêm pela frente vão fazer o país ferver. Na raiz da baixaria está uma concepção de poder que é essencialmente antidemocrática: o PT não admite a possibilidade de ser derrotado. Se vislumbra essa risco no horizonte, não tem nenhum receio de, com uma das mãos, fazer o jogo sujo e, com a outra, denunciar o jogo sujo dos adversários, reivindicando, assim, licença para enlamear ainda mais o processo. Vamos pensar um pouco.
Aqueles que decidem exercer o que chamo “poder da vítima” pretendem sempre uma de duas coisas: ou imaginam mesmo haurir algum benefício na esperança de que os outros sejam mais tolos do que eles próprios ou estão em busca de uma desculpa moral para recorrer à patifaria e, ainda por cima, culpar as vítimas: “Só agi assim fiz porque eles começaram; por mim, só faria coisas boas!” Nas relações pessoais, isso é muito comum; nas amorosas, é comuníssimo — em qualquer dos casos, afaste-se de gente assim: estamos falando de pessoas perigosas, sem limites.
No que concerne à política, o “poder da vítima” está na raiz psico-sociológica das duas tiranias do século passado. Socialismo e fascismo representam justamente a vingança do ressentido. Num caso, excita-se o ódio e o desejo de vingança “justa” (!) de uma “classe”; no outro, de uma nação. São construções ideológicas, que mobilizam, não obstante, ressentimentos individuais dos militantes. Ninguém se torna fanático de uma causa só porque foi convencido por um conjunto de valores ou porque se encantou com o corpo conceitual de uma doutrina. O fanatismo é só o casamento de uma falha psíquica ou de caráter — individual, privada — com o momento, que é coletivo. A paixão cega não é uma convicção, mas uma doença. Danton, goste-se ou não de suas idéias (eu não gosto muito, hehe…), era um convicto; Robespierre era um doente! Mas me desviei um tantinho. Volto ao leito.
Os que decidem exercer “o poder da vítima” delinqüem, mentem, trapaceiam, cometem crimes e tentam sempre nos convencer de que só o fazem premidos por circunstâncias — ou em nome da causa. Para eles, os limites da lei são imposições que impedem a justiça, não instrumentos para discipliná-la. Peguemos, então, o exemplo de Luiz Inácio Lula da Silva. O partido que criou, com efeito, desafiou alguns limites da ditadura — já bastante enfraquecida, sejamos justos e precisos —, cresceu e se fortaleceu. Na ordem democrática, continuou a desafiá-los, por intermédio de seus “movimentos sociais”, e não abandonou a prática mesmo depois de ter chegado ao poder. Na ditadura, a afronta à ordem tinha a justificativa plausível da justiça; na democracia, o desrespeito às instituições tem como objetivo único o fortalecimento do próprio partido. Nesse caso, se o partido prevalece, quem fenece é a sociedade.
Poderia fazer aqui o elenco das dezenas de vezes em que o PT mandou a democracia às favas em nome do seu próprio fortalecimento. Mas acho que vocês conhecem o roteiro. Quero me ater, como anunciei lá no primeiro parágrafo, à disputa eleitoral deste ano. Já na largada, ficou claro que o partido tinha voltado àquele costume que adquiriu no tempo em que estava na oposição: a mobilização de um verdadeiro exército de arapongas para atingir o adversário. Naquele tempo, como “vítimas”, os petistas tinham uma boa desculpa: do outro lado, estariam os “reacionários”, que precisavam ser combatidos. A imprensa, infelizmente, colaborou bastante na construção dessa perversão.
No poder, os métodos continuaram os mesmos. Quando o bunker montado pela pré-campanha de Dilma Rousseff foi denunciado — o sigilo fiscal do tucano Eduardo Jorge estava com eles —, os petistas fizeram o quê? Denunciaram, vítimas eternas que são, uma grande conspiração do que chamam “mídia”!!! Passado algum tempo, surgiram evidências de que os sigilos de outros tucanos e da filha e do genro de José Serra também tinham sido violados. Uma investigação rasa foi o bastante para chegar à autoria: bateu nos petistas. Agora, a investigação se arrasta, no que tem todo o jeito de ser mais um crime sem criminosos nem culpados.
Flagrados, denunciados, expostos, qual foi a reação dos petistas? “Tudo não passa de uma tentativa desesperada de Serra de ganhar a eleição; ele está fazendo exploração eleitoreira do episódio”. O presidente da República, ninguém menos, foi à TV com essa mensagem, na fala em que Serra foi chamado de “candidato da turma do contra”. O tucano passou a ser tratado pelos petistas — e até por setores da imprensa — como responsável pelo mal que lhe impingiam. Esse é o jogo clássico do “vitimismo triunfante”. Descobre-se logo depois que uma verdadeira quadrilha atua na Casa Civil, o que custa a cabeça da ministra, braço-direito de Dilma Rousseff. O PT, inicialmente, denuncia o jogo sujo da oposição, em conluio com a mídia (!).
A religião
É claro que os escândalos, especialmente o de Erenice Guerra, abalaram a reputação do PT. Ainda que 80% dos eleitores realmente aprovassem o governo Lula, isso não significa endosso às lambanças. Dilma começou a cair nas pesquisas, e o PT decidiu descobrir os motivos. E então chegamos à pauta religiosa. A imprensa — os meus coleguinhas — sabe muito bem que os tucanos não estão na raiz da corrente “Dilma-aborto”. A sociedade existe, e esse nunca foi um tema muito popular no país. Os tucanos, ao contrário, até demoraram para se dar conta do fenômeno. Mas o PT, o “partido das vítimas”, precisava culpar alguém. Nesse particular, colheu mais efeitos negativos do que positivos.
Terrorismo
Como é mesmo? Quem se diz vítima, sem ser, só está buscando um motivo para delinqüir. E foi o que fez o PT. A exemplo de 2006, levou para a TV uma campanha sórdida, atribuindo aos tucanos a intenção de privatizar a Petrobras e o pré-sal — o que é mentira. E partiu para a desconstrução agressiva dos governos tucanos em São Paulo, especialmente em áreas em que o petismo não tem nada de bom a oferecer nos estados em que é governo: segurança e educação. A resposta no horário eleitoral de Serra é, a meu ver, até agora, muito tímida, fraca. O PSDB parece considerar ainda a máxima “quem bate sempre perde” — o que considero uma bobagem não-comprovada na prática. Mas deixo isso para outra hora.
Pesquisa Datafolha divulgada ontem aponta seis pontos de diferença entre Dilma e Serra — sete nos votos válidos (o instituto diz que são oito, mas a conta não me convenceu). É pouco. É quase nada. O que a muitos parecia um delírio no dia 2 de outubro é uma possibilidade absolutamente plausível 14 dias depois: o risco de Dilma perder é real. E há mais 14 pela frente. É claro que aqueles “institutos”, vocês sabem, já estão prontos para, daqui a uns dois ou três dias, apontar um novo alargamento da diferença. Já antecipo o título: “Diferença volta a crescer” — ou algo assim. A imprensa que não vende, mas se vende, mergulha na lama — lama que está no horário eleitoral e que chega aos palanques.
O PT prepara um cenário em que a eventual vitória será experimentada como o triunfo das vítimas contra os seus algozes — como se “os pequenos”, nessa disputa, não fossem os oposicionistas. E vai tentar se vingar depois. Em caso de derrota, essas mesmas “vítimas” acusarão, então, uma grande conspiração — sabe-se lá de quem — contra os “interesses populares” (aqueles a que se agregaram hoje patriotas como José Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros) e estarão prontas para fazer o que sempre fizeram: sabotar o governo sob o pretexto de exercer suas convicções.
Ganhando ou perdendo, eles não tem limites porque não têm princípios e consideram que mentira ou verdade são só exigências da necessidade.
Esta já é a campanha eleitoral mais suja desde a redemocratização do país. Luiz Inácio Lula da Silva, com a sua falta de decoro e de apreço pela liturgia do cargo, é o seu comandante. As duas semanas que vêm pela frente vão fazer o país ferver. Na raiz da baixaria está uma concepção de poder que é essencialmente antidemocrática: o PT não admite a possibilidade de ser derrotado. Se vislumbra essa risco no horizonte, não tem nenhum receio de, com uma das mãos, fazer o jogo sujo e, com a outra, denunciar o jogo sujo dos adversários, reivindicando, assim, licença para enlamear ainda mais o processo. Vamos pensar um pouco.
Aqueles que decidem exercer o que chamo “poder da vítima” pretendem sempre uma de duas coisas: ou imaginam mesmo haurir algum benefício na esperança de que os outros sejam mais tolos do que eles próprios ou estão em busca de uma desculpa moral para recorrer à patifaria e, ainda por cima, culpar as vítimas: “Só agi assim fiz porque eles começaram; por mim, só faria coisas boas!” Nas relações pessoais, isso é muito comum; nas amorosas, é comuníssimo — em qualquer dos casos, afaste-se de gente assim: estamos falando de pessoas perigosas, sem limites.
No que concerne à política, o “poder da vítima” está na raiz psico-sociológica das duas tiranias do século passado. Socialismo e fascismo representam justamente a vingança do ressentido. Num caso, excita-se o ódio e o desejo de vingança “justa” (!) de uma “classe”; no outro, de uma nação. São construções ideológicas, que mobilizam, não obstante, ressentimentos individuais dos militantes. Ninguém se torna fanático de uma causa só porque foi convencido por um conjunto de valores ou porque se encantou com o corpo conceitual de uma doutrina. O fanatismo é só o casamento de uma falha psíquica ou de caráter — individual, privada — com o momento, que é coletivo. A paixão cega não é uma convicção, mas uma doença. Danton, goste-se ou não de suas idéias (eu não gosto muito, hehe…), era um convicto; Robespierre era um doente! Mas me desviei um tantinho. Volto ao leito.
Os que decidem exercer “o poder da vítima” delinqüem, mentem, trapaceiam, cometem crimes e tentam sempre nos convencer de que só o fazem premidos por circunstâncias — ou em nome da causa. Para eles, os limites da lei são imposições que impedem a justiça, não instrumentos para discipliná-la. Peguemos, então, o exemplo de Luiz Inácio Lula da Silva. O partido que criou, com efeito, desafiou alguns limites da ditadura — já bastante enfraquecida, sejamos justos e precisos —, cresceu e se fortaleceu. Na ordem democrática, continuou a desafiá-los, por intermédio de seus “movimentos sociais”, e não abandonou a prática mesmo depois de ter chegado ao poder. Na ditadura, a afronta à ordem tinha a justificativa plausível da justiça; na democracia, o desrespeito às instituições tem como objetivo único o fortalecimento do próprio partido. Nesse caso, se o partido prevalece, quem fenece é a sociedade.
Poderia fazer aqui o elenco das dezenas de vezes em que o PT mandou a democracia às favas em nome do seu próprio fortalecimento. Mas acho que vocês conhecem o roteiro. Quero me ater, como anunciei lá no primeiro parágrafo, à disputa eleitoral deste ano. Já na largada, ficou claro que o partido tinha voltado àquele costume que adquiriu no tempo em que estava na oposição: a mobilização de um verdadeiro exército de arapongas para atingir o adversário. Naquele tempo, como “vítimas”, os petistas tinham uma boa desculpa: do outro lado, estariam os “reacionários”, que precisavam ser combatidos. A imprensa, infelizmente, colaborou bastante na construção dessa perversão.
No poder, os métodos continuaram os mesmos. Quando o bunker montado pela pré-campanha de Dilma Rousseff foi denunciado — o sigilo fiscal do tucano Eduardo Jorge estava com eles —, os petistas fizeram o quê? Denunciaram, vítimas eternas que são, uma grande conspiração do que chamam “mídia”!!! Passado algum tempo, surgiram evidências de que os sigilos de outros tucanos e da filha e do genro de José Serra também tinham sido violados. Uma investigação rasa foi o bastante para chegar à autoria: bateu nos petistas. Agora, a investigação se arrasta, no que tem todo o jeito de ser mais um crime sem criminosos nem culpados.
Flagrados, denunciados, expostos, qual foi a reação dos petistas? “Tudo não passa de uma tentativa desesperada de Serra de ganhar a eleição; ele está fazendo exploração eleitoreira do episódio”. O presidente da República, ninguém menos, foi à TV com essa mensagem, na fala em que Serra foi chamado de “candidato da turma do contra”. O tucano passou a ser tratado pelos petistas — e até por setores da imprensa — como responsável pelo mal que lhe impingiam. Esse é o jogo clássico do “vitimismo triunfante”. Descobre-se logo depois que uma verdadeira quadrilha atua na Casa Civil, o que custa a cabeça da ministra, braço-direito de Dilma Rousseff. O PT, inicialmente, denuncia o jogo sujo da oposição, em conluio com a mídia (!).
A religião
É claro que os escândalos, especialmente o de Erenice Guerra, abalaram a reputação do PT. Ainda que 80% dos eleitores realmente aprovassem o governo Lula, isso não significa endosso às lambanças. Dilma começou a cair nas pesquisas, e o PT decidiu descobrir os motivos. E então chegamos à pauta religiosa. A imprensa — os meus coleguinhas — sabe muito bem que os tucanos não estão na raiz da corrente “Dilma-aborto”. A sociedade existe, e esse nunca foi um tema muito popular no país. Os tucanos, ao contrário, até demoraram para se dar conta do fenômeno. Mas o PT, o “partido das vítimas”, precisava culpar alguém. Nesse particular, colheu mais efeitos negativos do que positivos.
Terrorismo
Como é mesmo? Quem se diz vítima, sem ser, só está buscando um motivo para delinqüir. E foi o que fez o PT. A exemplo de 2006, levou para a TV uma campanha sórdida, atribuindo aos tucanos a intenção de privatizar a Petrobras e o pré-sal — o que é mentira. E partiu para a desconstrução agressiva dos governos tucanos em São Paulo, especialmente em áreas em que o petismo não tem nada de bom a oferecer nos estados em que é governo: segurança e educação. A resposta no horário eleitoral de Serra é, a meu ver, até agora, muito tímida, fraca. O PSDB parece considerar ainda a máxima “quem bate sempre perde” — o que considero uma bobagem não-comprovada na prática. Mas deixo isso para outra hora.
Pesquisa Datafolha divulgada ontem aponta seis pontos de diferença entre Dilma e Serra — sete nos votos válidos (o instituto diz que são oito, mas a conta não me convenceu). É pouco. É quase nada. O que a muitos parecia um delírio no dia 2 de outubro é uma possibilidade absolutamente plausível 14 dias depois: o risco de Dilma perder é real. E há mais 14 pela frente. É claro que aqueles “institutos”, vocês sabem, já estão prontos para, daqui a uns dois ou três dias, apontar um novo alargamento da diferença. Já antecipo o título: “Diferença volta a crescer” — ou algo assim. A imprensa que não vende, mas se vende, mergulha na lama — lama que está no horário eleitoral e que chega aos palanques.
O PT prepara um cenário em que a eventual vitória será experimentada como o triunfo das vítimas contra os seus algozes — como se “os pequenos”, nessa disputa, não fossem os oposicionistas. E vai tentar se vingar depois. Em caso de derrota, essas mesmas “vítimas” acusarão, então, uma grande conspiração — sabe-se lá de quem — contra os “interesses populares” (aqueles a que se agregaram hoje patriotas como José Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros) e estarão prontas para fazer o que sempre fizeram: sabotar o governo sob o pretexto de exercer suas convicções.
Ganhando ou perdendo, eles não tem limites porque não têm princípios e consideram que mentira ou verdade são só exigências da necessidade.
Campanha suja chega ao fundo do poço - Mônica Bergamo resolveu ser o Collor da Mirian Cordeiro da hora
Por Reinaldo Azevedo
O debate que interessa — e que foi primordialmente feito pelos cristãos — nunca satanizou as mulheres que fizeram aborto. A questão é de natureza legal. A candidata Dilma Rousseff, do PT, defende a descriminação da prática e integrou um governo que atuou fortemente nessa direção. Ninguém saiu por aí tentando saber se A ou B fizeram aborto.
Há alguns dias, Elio Gaspari escreveu que estavam ressuscitando Mirian Cordeiro — ex-namorada de Lula e mãe de Lurian —, que deu um depoimento no horário eleitoral de Fernando Collor em 1989 afirmando que o petista a havia pressionado a abortar. Muitos atribuem a isso a derrota do petista, o que é bobagem. Mas o episódio ficou conhecido como símbolo da baixaria em campanha. Em 2010, a questão é bem outra: o governo Lula, especialmente o Ministério da Saúde e a Secretaria das Mulheres, é pró-aborto. A candidata oficial assim havia se posicionado. O debate é legítimo. Se ele beneficiou ou não Serra, aí são outros quinhentos. A pesquisa Datafolha diz que é beira a irrelevância.
Há dias circula na Internet petista a afirmação de uma ex-aluna de Monica Serra, Sheila Canevacci Ribeiro, segundo quem Mônica Serra teria confessado ter feito um aborto quando no exílio, nos EUA. Mônica Bergamo, colunista da Folha, acreditem!, decidiu fazer disso uma “reportagem”, publicada no jornal de hoje. A campanha suja, que teve início com a formação daquele bunker em Brasília para produzir um dossiê contra José Serra, chega ao fundo do poço.
Sheila votou no PSOL e optaria por Dilma no segundo turno — não vai votar porque em viagem. Para caracterizar a Mirian Cordeiro da hora como alguém de credibilidade, até um tanto atucanada, escreve Bergamo: “Sheila é filha da socióloga Majô Ribeiro, que foi aluna de mestrado na USP de Eva Blay, suplente de Fernando Henrique Cardoso no Senado em 1993. Majô foi pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da USP, fundado pela primeira-dama Ruth Cardoso (1930-2008). Militante feminista, Majô foi candidata derrotada a vereadora e a vice-prefeita em Osasco pelo PSDB.”
O truque consiste em caracterizar Sheila, eleitora do PSOL e de Dilma, como alguém do, digamos, campo da vítima, que passa, assim, a ser um tanto culpada pelo mal que a atinge. Bergamo diz que a assessoria de Mônica Serra não se manifestou. Estranho. A questão me parece grave o bastante para ser assim. Vamos aguardar as próximas horas.
É o fundo do poço!
Elio Gaspari, que andava em busca da Mirian Cordeiro da hora, já a encontrou. Chama-se Sheila. E quem lhe dá voz é uma colega sua, do jornal. Nunca se soube se Lula pediu àquela senhora que fizesse ou não o aborto. O fato é que Lurian estava vivinha da Silva, e absurdo era o seu depoimento. Como absurda é a “denúncia” da tal Sheila — afinal, ainda que fosse verdade, tratar-se-ia do rompimento de uma relação de confiança, em assunto privado.
Reitero: ainda que fosse verdade, e duvido que seja, qual é a diferença entre a execrada Mírian Cordeiro e a tal Sheila? Nenhuma! Há uma diferença nesse caso: em 1989, Collor não contou com o “jornalismo” para ajudá-lo. Desta feita, os adversários de Serra contaram com Mônica Bergamo.
É uma norma nova?
Estamos agora diante uma norma? Tudo o que “A” disser sobre a vida de “B,” desde que “B ” seja uma pessoa pública, deve ir para os jornais, e “B” que se encarregue de dizer que é mentira? A coisa é tão absurda que ficamos assim: se Mônica Serra desmentir, será a palavra da dona do útero contra a da não-dona. Em quem acreditar? Pergunto: se Mônica Bergamo tivesse conseguido falar com Mônica Serra e se esta tivesse negado ter feito o aborto, a matéria não teria sido publicada? Vocês sabem a resposta. Teria, sim!
O poder destruidor da vítima
Acima, escrevi um texto sobre o poder destruidor que têm as supostas vítimas e o vitimismo. Em que ele consiste? Fulano inventa que está sendo alvo de uma grande conspiração, que está sendo severamente agredido por este e aquele e, então, consegue a licença (a)moral para praticar as coisas mais sórdidas.
Parte da imprensa considera que o debate sobre o aborto ilegítimo — debate que, insisto, começou a ser travado na sociedade, especialmente nas igrejas. Dilma Rousseff colocou-se como “vítima”. Nessa condição, pôde, então, iniciar a série de ataques aos tucanos, especialmente com as mentiras sobre as privatizações. Essa mesma parcela da imprensa é solidária a ela; acredita que, se Dilma pode ser cobrada sobre a defesa que fez da descriminação do aborto, então tudo é permitido. Na suposição de que o outro delinqüiu primeiro, então se parte para a delinqüência.
O golpe é baixo. É o fundo do poço. O fato de Serra ter encostado em Dilma nas pesquisas deflagrou, agora sim, a verdadeira guerra suja: aquela travada em certa imprensa. Ela não conhece limites. E algo me diz que ainda não vimos tudo.
A questão merece uma resposta política e legal. Com efeito, não via nada assim desde Mirian Cordeiro. Mas ela, ao menos, estava no horário político do PRN.
O debate que interessa — e que foi primordialmente feito pelos cristãos — nunca satanizou as mulheres que fizeram aborto. A questão é de natureza legal. A candidata Dilma Rousseff, do PT, defende a descriminação da prática e integrou um governo que atuou fortemente nessa direção. Ninguém saiu por aí tentando saber se A ou B fizeram aborto.
Há alguns dias, Elio Gaspari escreveu que estavam ressuscitando Mirian Cordeiro — ex-namorada de Lula e mãe de Lurian —, que deu um depoimento no horário eleitoral de Fernando Collor em 1989 afirmando que o petista a havia pressionado a abortar. Muitos atribuem a isso a derrota do petista, o que é bobagem. Mas o episódio ficou conhecido como símbolo da baixaria em campanha. Em 2010, a questão é bem outra: o governo Lula, especialmente o Ministério da Saúde e a Secretaria das Mulheres, é pró-aborto. A candidata oficial assim havia se posicionado. O debate é legítimo. Se ele beneficiou ou não Serra, aí são outros quinhentos. A pesquisa Datafolha diz que é beira a irrelevância.
Há dias circula na Internet petista a afirmação de uma ex-aluna de Monica Serra, Sheila Canevacci Ribeiro, segundo quem Mônica Serra teria confessado ter feito um aborto quando no exílio, nos EUA. Mônica Bergamo, colunista da Folha, acreditem!, decidiu fazer disso uma “reportagem”, publicada no jornal de hoje. A campanha suja, que teve início com a formação daquele bunker em Brasília para produzir um dossiê contra José Serra, chega ao fundo do poço.
Sheila votou no PSOL e optaria por Dilma no segundo turno — não vai votar porque em viagem. Para caracterizar a Mirian Cordeiro da hora como alguém de credibilidade, até um tanto atucanada, escreve Bergamo: “Sheila é filha da socióloga Majô Ribeiro, que foi aluna de mestrado na USP de Eva Blay, suplente de Fernando Henrique Cardoso no Senado em 1993. Majô foi pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da USP, fundado pela primeira-dama Ruth Cardoso (1930-2008). Militante feminista, Majô foi candidata derrotada a vereadora e a vice-prefeita em Osasco pelo PSDB.”
O truque consiste em caracterizar Sheila, eleitora do PSOL e de Dilma, como alguém do, digamos, campo da vítima, que passa, assim, a ser um tanto culpada pelo mal que a atinge. Bergamo diz que a assessoria de Mônica Serra não se manifestou. Estranho. A questão me parece grave o bastante para ser assim. Vamos aguardar as próximas horas.
É o fundo do poço!
Elio Gaspari, que andava em busca da Mirian Cordeiro da hora, já a encontrou. Chama-se Sheila. E quem lhe dá voz é uma colega sua, do jornal. Nunca se soube se Lula pediu àquela senhora que fizesse ou não o aborto. O fato é que Lurian estava vivinha da Silva, e absurdo era o seu depoimento. Como absurda é a “denúncia” da tal Sheila — afinal, ainda que fosse verdade, tratar-se-ia do rompimento de uma relação de confiança, em assunto privado.
Reitero: ainda que fosse verdade, e duvido que seja, qual é a diferença entre a execrada Mírian Cordeiro e a tal Sheila? Nenhuma! Há uma diferença nesse caso: em 1989, Collor não contou com o “jornalismo” para ajudá-lo. Desta feita, os adversários de Serra contaram com Mônica Bergamo.
É uma norma nova?
Estamos agora diante uma norma? Tudo o que “A” disser sobre a vida de “B,” desde que “B ” seja uma pessoa pública, deve ir para os jornais, e “B” que se encarregue de dizer que é mentira? A coisa é tão absurda que ficamos assim: se Mônica Serra desmentir, será a palavra da dona do útero contra a da não-dona. Em quem acreditar? Pergunto: se Mônica Bergamo tivesse conseguido falar com Mônica Serra e se esta tivesse negado ter feito o aborto, a matéria não teria sido publicada? Vocês sabem a resposta. Teria, sim!
O poder destruidor da vítima
Acima, escrevi um texto sobre o poder destruidor que têm as supostas vítimas e o vitimismo. Em que ele consiste? Fulano inventa que está sendo alvo de uma grande conspiração, que está sendo severamente agredido por este e aquele e, então, consegue a licença (a)moral para praticar as coisas mais sórdidas.
Parte da imprensa considera que o debate sobre o aborto ilegítimo — debate que, insisto, começou a ser travado na sociedade, especialmente nas igrejas. Dilma Rousseff colocou-se como “vítima”. Nessa condição, pôde, então, iniciar a série de ataques aos tucanos, especialmente com as mentiras sobre as privatizações. Essa mesma parcela da imprensa é solidária a ela; acredita que, se Dilma pode ser cobrada sobre a defesa que fez da descriminação do aborto, então tudo é permitido. Na suposição de que o outro delinqüiu primeiro, então se parte para a delinqüência.
O golpe é baixo. É o fundo do poço. O fato de Serra ter encostado em Dilma nas pesquisas deflagrou, agora sim, a verdadeira guerra suja: aquela travada em certa imprensa. Ela não conhece limites. E algo me diz que ainda não vimos tudo.
A questão merece uma resposta política e legal. Com efeito, não via nada assim desde Mirian Cordeiro. Mas ela, ao menos, estava no horário político do PRN.
“Tirem esse Deus daí! Deus e reacionário! Progressista é o discurso estatista!”
Por Reinaldo Azevedo
Há um clamor dos “progressistas”: “Tirem esse Deus daí! Deus é reacionário!” Sei. Salvo a frase “nem Jesus Cristo me tira essa eleição” — que parece não ter sido dita por Dilma Rousseff —, todo o resto que se afirma sobre a candidata é verdade: ela defendeu a legalização do aborto até, pelo menos, abril do ano passado e jamais teve certeza sobre a existência de Deus — a menos que o avião balançasse. Não há mentira nisso.
“Ah, mas Deus não é importante porque, afinal, o estado é laico etc e tal”. Uma ova! Governantes podem arbitrar sobre assuntos concernentes à religião. E é preciso saber o que eles pensam. Um presidente favorável ao aborto pode facilitar a sua legalização, ora! Então será preciso mandar os cristãos de volta para as cavernas, para que não opinem? O “estado laico” irá condená-los a ficar desenhando peixes da areia? Qual é? Reacionário é querer impedir o debate.
O que não fica claro numa posição como essa é que se dá de barato que o aborto é, em si, uma expressão do progressismo. Digam-me cá, senhores laicistas: por que as manifestações religiosas pró-Dilma não foram consideradas, igualmente, uma intromissão indevida da religião na política? Impróprio é manifestar-se apenas contra?
Ora vejam: falar a verdade sobre Dilma e temas afeitos à religião — e à moral — vira manifestação do atraso. Mas nada se diz sobre a campanha mentirosa que o PT leva ao ar, atribuindo aos tucanos a intenção de privatizar a Petrobras. Além de ser, obviamente, uma fantasia, temos aí ressuscitada a tese das virtudes do estatismo contra a livre iniciativa. E isso, sim, está na raiz de muitas das nossas infelicidades como país.
Esquecemo-nos que boa parte das nossas misérias e do nosso atraso está na gigantesca máquina do estado, que suga recursos da sociedade que, não raro, são, aí sim, “privatizados” por espertalhões — alguns deles até disfarçados de empresários. Cria-se uma sociedade “estato-dependente”, transformando o estatismo num valor em si. Olhem a barafunda dos Correios. A própria Petrobras, mesmo sendo uma empresa, vá lá, mista, tornou-se um universo paralelo, que nem Lula tem coragem de chamar de “transparente”.
Não! Sobre isso, não se diz uma vírgula. Nada sobre este “atraso”. Olhem aqui: ainda que debater as opiniões de Dilma sobre o aborto fosse mesmo uma regressão política — o que é besteira —, seria uma regressão dada a partir de uma verdade insofismável. A regressão do estatismo, ao contrário, é fabricada sobre uma mentira.
Mas, sobre isso, os pudorosos não dirão uma palavra!
Há um clamor dos “progressistas”: “Tirem esse Deus daí! Deus é reacionário!” Sei. Salvo a frase “nem Jesus Cristo me tira essa eleição” — que parece não ter sido dita por Dilma Rousseff —, todo o resto que se afirma sobre a candidata é verdade: ela defendeu a legalização do aborto até, pelo menos, abril do ano passado e jamais teve certeza sobre a existência de Deus — a menos que o avião balançasse. Não há mentira nisso.
“Ah, mas Deus não é importante porque, afinal, o estado é laico etc e tal”. Uma ova! Governantes podem arbitrar sobre assuntos concernentes à religião. E é preciso saber o que eles pensam. Um presidente favorável ao aborto pode facilitar a sua legalização, ora! Então será preciso mandar os cristãos de volta para as cavernas, para que não opinem? O “estado laico” irá condená-los a ficar desenhando peixes da areia? Qual é? Reacionário é querer impedir o debate.
O que não fica claro numa posição como essa é que se dá de barato que o aborto é, em si, uma expressão do progressismo. Digam-me cá, senhores laicistas: por que as manifestações religiosas pró-Dilma não foram consideradas, igualmente, uma intromissão indevida da religião na política? Impróprio é manifestar-se apenas contra?
Ora vejam: falar a verdade sobre Dilma e temas afeitos à religião — e à moral — vira manifestação do atraso. Mas nada se diz sobre a campanha mentirosa que o PT leva ao ar, atribuindo aos tucanos a intenção de privatizar a Petrobras. Além de ser, obviamente, uma fantasia, temos aí ressuscitada a tese das virtudes do estatismo contra a livre iniciativa. E isso, sim, está na raiz de muitas das nossas infelicidades como país.
Esquecemo-nos que boa parte das nossas misérias e do nosso atraso está na gigantesca máquina do estado, que suga recursos da sociedade que, não raro, são, aí sim, “privatizados” por espertalhões — alguns deles até disfarçados de empresários. Cria-se uma sociedade “estato-dependente”, transformando o estatismo num valor em si. Olhem a barafunda dos Correios. A própria Petrobras, mesmo sendo uma empresa, vá lá, mista, tornou-se um universo paralelo, que nem Lula tem coragem de chamar de “transparente”.
Não! Sobre isso, não se diz uma vírgula. Nada sobre este “atraso”. Olhem aqui: ainda que debater as opiniões de Dilma sobre o aborto fosse mesmo uma regressão política — o que é besteira —, seria uma regressão dada a partir de uma verdade insofismável. A regressão do estatismo, ao contrário, é fabricada sobre uma mentira.
Mas, sobre isso, os pudorosos não dirão uma palavra!
O silêncio diante da mentira
Por Reinaldo Azevedo
Eu sou, todo mundo sabe, um defensor convicto do governo FHC. Acho que foi ele quem tirou o Brasil do sono profundo. Em certa medida, até Lula faz parte dessa construção — sem que ele próprio, Lula, saiba por quê. Mas essa é matéria para outra especulação. Há oito anos ao menos — na verdade, mais tempo, desde que o PT estava na oposição —, combato as mentiras sistemáticas contadas pelo partido sobre este grande brasileiro.
Acho, sim, que a campanha da oposição explora mal as conquistas do passado. É possível fazê-lo sem cair no jogo maniqueísta do PT. Serra diz a verdade, por exemplo, quando afirma, no horário eleitoral, que todos os governos da fase democrática privatizaram estatais. Mas é um texto fraco e defensivo para falar sobre a Petrobras, por exemplo. Por que não informar — informar — o que era a empresa em 1995, primeiro ano do governo tucano, e o que era em 2002, última ano? Quantos barris de petróleo produzia antes e quantos produzia depois? Qual era o faturamento antes e qual era o faturamento depois? As mentiras contadas pelo PT precisam ser combatidas com fatos — que existem em abundância.
Muito bem! Até havia alguns dias, alguns colunistas cobravam que as virtudes da gestão tucana fossem para o horário eleitoral. Algumas foram. Os petistas voltam a atacar duramente o antecessor de Lula — incluindo a boçalidade sobre a intenção de privatizar a Petrobras. E agora? Cadê os mesmos colunistas para apontar as mentiras? Por que não dizem, em nome da objetividade, que as coisas que o PT afirma não correspondem aos fatos?
Não! Ficam todos calados.
Eu sou, todo mundo sabe, um defensor convicto do governo FHC. Acho que foi ele quem tirou o Brasil do sono profundo. Em certa medida, até Lula faz parte dessa construção — sem que ele próprio, Lula, saiba por quê. Mas essa é matéria para outra especulação. Há oito anos ao menos — na verdade, mais tempo, desde que o PT estava na oposição —, combato as mentiras sistemáticas contadas pelo partido sobre este grande brasileiro.
Acho, sim, que a campanha da oposição explora mal as conquistas do passado. É possível fazê-lo sem cair no jogo maniqueísta do PT. Serra diz a verdade, por exemplo, quando afirma, no horário eleitoral, que todos os governos da fase democrática privatizaram estatais. Mas é um texto fraco e defensivo para falar sobre a Petrobras, por exemplo. Por que não informar — informar — o que era a empresa em 1995, primeiro ano do governo tucano, e o que era em 2002, última ano? Quantos barris de petróleo produzia antes e quantos produzia depois? Qual era o faturamento antes e qual era o faturamento depois? As mentiras contadas pelo PT precisam ser combatidas com fatos — que existem em abundância.
Muito bem! Até havia alguns dias, alguns colunistas cobravam que as virtudes da gestão tucana fossem para o horário eleitoral. Algumas foram. Os petistas voltam a atacar duramente o antecessor de Lula — incluindo a boçalidade sobre a intenção de privatizar a Petrobras. E agora? Cadê os mesmos colunistas para apontar as mentiras? Por que não dizem, em nome da objetividade, que as coisas que o PT afirma não correspondem aos fatos?
Não! Ficam todos calados.
No Dia do Professor, nada como lembrar modelos opostos de educação. Ou: O que que “Manes Rei” aprendeu com “Manes Lula”

Por Reinaldo Azevedo
Tocado pelos eflúvios do Neomaniqueísmo, doutrina fundada por “Manes Lula”, versão sindical do “Manes Brown”, resolvi confrontar a prática educacional dos “inimigos do PT” com as do petismo.
Em São Paulo, por exemplo, algumas medidas foram implementadas na área, como as duas professoras na fase de alfabetização, a promoção dos docentes por mérito, a premiação para as escolas que cumprirem metas, a escola de professores — essas coisas de que a Apeoesp (o sindicato petista) não gosta.
O que não parece bom para o sindicato, olhem que surpreendente!, parece bom para os alunos. No último exame do Ideb, o desempenho do estado de São Paulo é este:
- No ensino médio - 3º lugar
- Nas séries iniciais do ensino fundamental: 2º lugar.
- Nas séries finais do ensino fundamental : 1º lugar
O estado superou com folga as metas estabelecidas pelo governo federal. O partido de Manes Lula administra cinco estados: Acre, Piauí, Pará, Bahia e Sergipe. Só um, o Acre, atingiu a meta.
São Paulo também unificou o currículo das escolas e produz material didático para os alunos e professores. Os petistas e a Apeoesp são contra. E é uma gente muito enfática quando se trata de demonstrar contrariedade. Vejam esta foto.
apeoesp-queima-livrosSão sindicalistas queimando livros didáticos. Vejam ali como a “sociologia” arde no fogo do inferno da regressão ideológica, do atraso, da miséria moral e mental. Com efeito, são dois modelos de educação:
Um modelo produz livros para o povo.
O outro modelo queima os livros do povo.
Um dos modelos, levado ao limite (estamos sob o neomanqueísmo, pô!), remete à Biblioteca de Alexandria; o outro, ao incêndio da Biblioteca de Alexandria. Um é civilização. O outro é barbárie.
Como? Perguntam-me se eu já não teria levado essa imagem ao horário eleitoral? Desde o primeiro dia! Por que não levam? Não sei! É claro que uma campanha eleitoral tem de ser propositiva, apontar o que se fez e o que se pretende fazer. Mas também tem de ser política, deixando claro o que se deve e o que não se deve fazer.
É claro que Lula vai correr do confronto com FHC; é língua solta, mas não é burro
Por Reinaldo Azevedo
É claro que Lula não vai aceitar o debate com FHC quando encerrar o seu mandato. A razão é simples: ele não topa o confronto em igualdade de condições. Já imaginaram o “sociólogo” a dizer ao “operário”: “Não, Lula! É mentira que você expandiu as universidades federais como você diz. Você também não criou 14 universidades, mas desmembrou as que existiam. Não, Lula, não houve expansão. Formam-se hoje menos alunos nas federais do que quando eu era presidente”.
Imaginem isso dito cara a cara, com os dados objetivos nas mãos, sem a máquina publicitária oficial do petismo para fraudar a verdade. Penso em FHC com uma cópia da ação que o PT moveu contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou com uma síntese de todas as ofensas de que foi alvo quando criou o Proer, que saneou os bancos brasileiros. Antevejo Lula confrontado com o seu discurso durante a implementação do Plano Real…
Lula não sobrevive, evidentemente, sem a mistificação estúpida que o acompanha desde quando era sindicalista. Confrontado com os fatos, constataríamos a brutal quantidade de bobagens que este senhor já disse e fez. Ele é, por exemplo, o verdadeiro autor da tese de que programas sociais direcionados, como Bolsa Família, não passam de esmola.
As críticas de Lula a FHC só prosperam na covardia: a luta da máquina oficial contra um só indivíduo. Em igualdade de condições, o petista não topa o confronto. O resultado, ele conhece de antemão.
É claro que Lula não vai aceitar o debate com FHC quando encerrar o seu mandato. A razão é simples: ele não topa o confronto em igualdade de condições. Já imaginaram o “sociólogo” a dizer ao “operário”: “Não, Lula! É mentira que você expandiu as universidades federais como você diz. Você também não criou 14 universidades, mas desmembrou as que existiam. Não, Lula, não houve expansão. Formam-se hoje menos alunos nas federais do que quando eu era presidente”.
Imaginem isso dito cara a cara, com os dados objetivos nas mãos, sem a máquina publicitária oficial do petismo para fraudar a verdade. Penso em FHC com uma cópia da ação que o PT moveu contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou com uma síntese de todas as ofensas de que foi alvo quando criou o Proer, que saneou os bancos brasileiros. Antevejo Lula confrontado com o seu discurso durante a implementação do Plano Real…
Lula não sobrevive, evidentemente, sem a mistificação estúpida que o acompanha desde quando era sindicalista. Confrontado com os fatos, constataríamos a brutal quantidade de bobagens que este senhor já disse e fez. Ele é, por exemplo, o verdadeiro autor da tese de que programas sociais direcionados, como Bolsa Família, não passam de esmola.
As críticas de Lula a FHC só prosperam na covardia: a luta da máquina oficial contra um só indivíduo. Em igualdade de condições, o petista não topa o confronto. O resultado, ele conhece de antemão.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Mas, afinal, quem venceu o 1º turno e quantos fazem tudo o que Lula manda?
13/10/2010
Por Reinaldo Azevedo
Ó, eu sou aquele que continua a não saber quem vai vencer a eleição presidencial de 2010. “Eles”, vocês estão cientes, sabem e estão tão certos disso como os crentes num “budismo qualquer”, diria o poeta. O que me cabe é desfazer contas fantasiosas com que o petismo tenta enganar a opinião pública, sempre com o auxílio luxuoso da calculadora torturada dos “especialistas em pesquisa”, que confessam tudo aquilo que desejam seus manipuladores. E o maior dos engodos é a fabulosa capacidade de Lula de transferir votos, que é bem menor do que parece. Já chego lá. Antes, algumas considerações.
Uma das besteiras espantosas, que virou propaganda do PT na TV, diz que o Brasil quer eleger uma mulher. Qual é a conta? Somando-se os percentuais de votos de Marina Silva, do PV (19,33%), aos de Dilma Rousseff, do PT (46,91%), chega-se a 66,24%, contra, então, 33,67% dados aos homens, dos quais 32,61% são do tucano José Serra. Nesse caso, o sexo vira uma categoria política, e a eleição seria decidida numa clivagem de gênero. Ouso divergir da malandragem. Lembro que outras associações são possíveis. E é ao fazer a conta que descobrimos que não será tão fácil marcar com uma plaquinha, a exemplo do que pretende aquele blogueiro pançudo do PT, as pessoas que reagem às ordens de Luiz Inácio Lula da Silva.
Maioria de oposição
Comecemos pela conta mais simples de todas: Dilma só não obteve os 50% mais um dos votos válidos porque os que se opuseram à sua candidatura — e, portanto, às ordens do Babalorixá de Banânia — formaram a maioria dos eleitores: 53,09%. É claro que são pessoas e partidos bastante diferentes entre si. Mas serão Dilma e Marina menos desiguais só porque mulheres? Ora, essa conta que leva a um confronto de gêneros é um truque ridículo, uma bobagem. Revela também preconceito. Até parece que mulheres estão condenadas a deixar suas divergências de lado — estas se tornariam um privilégio dos machos — para se unir em torno da, sei lá eu, “condição feminina”.
Antes que avance, uma lembrança. Lula, que tem licença para dizer todas as bobagens que lhe pintam na cachola, afirmou anteontem num comício em Ceilândia, no Distrito Federal, o que segue:
“Uma pergunta que vocês precisam fazer a vocês mesmos: que diabo esse Lula, com tanto macho perto dele, macho que cerca ele a vida inteira, foi escolher uma mulher para ser presidente da República? Eu poderia ter escolhido um deputado, um senador, um governador, não poderia? Por que fui escolher a Dilma? Hoje estou convencido que a minha decisão foi certa.”
Muita gente não atentou para o caráter obviamente preconceituoso da expressão, embora a intenção, certamente, tenha sido outra. Lula, no fim das contas, está pedindo que o eleitor deixe de lado uma fragilidade de Dilma: a sua inexperiência. E põe em pé de igualdade com essa vulnerabilidade o fato de a candidata não ser um dos “machos” que o cercam. O presidente está afirmando que a escolha natural seria, então, um “macho experiente”. Ele é que decidiu inovar — afinal, é um representante daquela espécie… Se a imprensa, com as exceções de praxe, não fosse tão condescendente com as bobagens que Lula diz, ele até poderia ser um governante popular, mas certamente não seria um mito, o que sempre é nefasto na vida pública. Vamos seguir.
Se é possível afirmar que as mulheres obtiveram mais votos, também é possível afirmar que as oposições venceram o governo. Ou não? “Ah, mas os oposicionistas não vão se unir, e o eleitorado de Serra e Marina são muito diferentes entre si: 1) essa diferença pode ser menor do que parece; 2) Marina e Dilma, tudo indica, também não marcharão unidas. Na política, e mais fácil a convergência de eleitorados de oposição do que a convergência de eleitorados de gênero.
A popularidade e a mistificação
A dita popularidade de Lula quase mata a política no Brasil e funda o moto-contínuo eleitoral, a saber: governo aprovado pela população torna a eleição um mero ritual de homologação; fará sempre o seu sucessor. Reitero: não sei quem vai vencer a disputa, mas sei que a transferência de votos de Lula para Dilma é muito, mas muito!, menor do que parece. E o é de vários modos.
As pesquisas de avaliação do governo e do presidente quando casadas com as pesquisas eleitorais refletem, na verdade, a opinião do eleitorado, não exatamente dos brasileiros. E é num eleitorado de 135.804.433 de pessoas que Lula atinge a marca de 77% de bom e ótimo. “Se é assim, dizem muitos, então ele já elegeu seu sucessor” — no caso, sucessora. Huuummm… Dilma obteve, nesse universo, 47.651.434 de votos, ou 35,08% dos votos. Sabem o que isso significa? 64,92% dos eleitores não votaram na candidata indicada pelo presidente aprovado por 77%!
Não, não me tomem os petralhas por bobinho. Não estou dizendo que essa maioria que não votou em Dilma rejeita ou esnoba Lula; nada disso. Estou afirmando apenas que são pessoas que resistiram a seu comando; que a esmagadora “aprovação” não significa necessariamente voto. E por que o percentual final da petista foi de 46,91%? Porque os votos válidos somaram 101.590.153 pessoas. Deixaram de votar 24.610.296; outras 6.124.254 anularam, e 3.479.340 preferiram o branco.
Abstenção e votos brancos e nulos existem em todas as democracias do mundo. No país do presidente mais popular da Terra, como se diz por ai, esses votos ganham sabor especial porque não há como essa gente não estar contemplada naqueles 77% que supostamente acham o governo ótimo ou bom. Acham, mas não votam? Acham, mas anulam? Acham, mas votam em branco?
Sigamos mais um pouco. Vamos pensar, então, na porcentagem de Dilma entre os votos válidos: 46,91%, a menos de quatro pontos da metade mais um. O PT tem um terço do eleitorado — vá lá, do “eleitorado válido” —, seja Dilma a candidata ou um poste. No primeiro turno da eleição, o presidente mais popular do Sistema Solar transferiu à sua candidata, no máximo, 14 pontos dos votos válidos (isso na suposição de que ela não tenha conseguido nada por seus próprios méritos). É voto pra chuchu? Ô se é! Não para Lula! Eu esperava mais do maior presidente do mundo mundial…
Não estou subestimando a dianteira de Dilma. Tampouco estou afirmando que ela vai perder — eu nunca digo coisas assim; as pitonisas de aluguel é que asseguravam a derrota de Serra. Estou deixando claro que Lula não tem o controle da massa como asseveram alguns mistificadores — o que não significa que ele não queira ter. De todo modo, não é preciso contar com o concurso dos ausentes e dos que invalidaram seu voto para concluir uma coisa inequívoca: a maioria das pessoas que votaram no primeiro turno preferiu a crítica ao auto-elogio desmedido.
Lula ainda não é “a opinião pública”. Entre as pessoas aptas a votar, só 35% escolheram a sua candidata; no grupo, certamente estão os eleitores que o fariam com ou sem a orientação do presidente - logo, a sua influência direta é ainda menor.
“Ah, então Dilma vai perder, Reinaldo?” Eu não sei. No momento ao menos, a coisa pode não andar muito bem no arraial petista. Ou eles não estariam tão furiosos.
Por Reinaldo Azevedo
Ó, eu sou aquele que continua a não saber quem vai vencer a eleição presidencial de 2010. “Eles”, vocês estão cientes, sabem e estão tão certos disso como os crentes num “budismo qualquer”, diria o poeta. O que me cabe é desfazer contas fantasiosas com que o petismo tenta enganar a opinião pública, sempre com o auxílio luxuoso da calculadora torturada dos “especialistas em pesquisa”, que confessam tudo aquilo que desejam seus manipuladores. E o maior dos engodos é a fabulosa capacidade de Lula de transferir votos, que é bem menor do que parece. Já chego lá. Antes, algumas considerações.
Uma das besteiras espantosas, que virou propaganda do PT na TV, diz que o Brasil quer eleger uma mulher. Qual é a conta? Somando-se os percentuais de votos de Marina Silva, do PV (19,33%), aos de Dilma Rousseff, do PT (46,91%), chega-se a 66,24%, contra, então, 33,67% dados aos homens, dos quais 32,61% são do tucano José Serra. Nesse caso, o sexo vira uma categoria política, e a eleição seria decidida numa clivagem de gênero. Ouso divergir da malandragem. Lembro que outras associações são possíveis. E é ao fazer a conta que descobrimos que não será tão fácil marcar com uma plaquinha, a exemplo do que pretende aquele blogueiro pançudo do PT, as pessoas que reagem às ordens de Luiz Inácio Lula da Silva.
Maioria de oposição
Comecemos pela conta mais simples de todas: Dilma só não obteve os 50% mais um dos votos válidos porque os que se opuseram à sua candidatura — e, portanto, às ordens do Babalorixá de Banânia — formaram a maioria dos eleitores: 53,09%. É claro que são pessoas e partidos bastante diferentes entre si. Mas serão Dilma e Marina menos desiguais só porque mulheres? Ora, essa conta que leva a um confronto de gêneros é um truque ridículo, uma bobagem. Revela também preconceito. Até parece que mulheres estão condenadas a deixar suas divergências de lado — estas se tornariam um privilégio dos machos — para se unir em torno da, sei lá eu, “condição feminina”.
Antes que avance, uma lembrança. Lula, que tem licença para dizer todas as bobagens que lhe pintam na cachola, afirmou anteontem num comício em Ceilândia, no Distrito Federal, o que segue:
“Uma pergunta que vocês precisam fazer a vocês mesmos: que diabo esse Lula, com tanto macho perto dele, macho que cerca ele a vida inteira, foi escolher uma mulher para ser presidente da República? Eu poderia ter escolhido um deputado, um senador, um governador, não poderia? Por que fui escolher a Dilma? Hoje estou convencido que a minha decisão foi certa.”
Muita gente não atentou para o caráter obviamente preconceituoso da expressão, embora a intenção, certamente, tenha sido outra. Lula, no fim das contas, está pedindo que o eleitor deixe de lado uma fragilidade de Dilma: a sua inexperiência. E põe em pé de igualdade com essa vulnerabilidade o fato de a candidata não ser um dos “machos” que o cercam. O presidente está afirmando que a escolha natural seria, então, um “macho experiente”. Ele é que decidiu inovar — afinal, é um representante daquela espécie… Se a imprensa, com as exceções de praxe, não fosse tão condescendente com as bobagens que Lula diz, ele até poderia ser um governante popular, mas certamente não seria um mito, o que sempre é nefasto na vida pública. Vamos seguir.
Se é possível afirmar que as mulheres obtiveram mais votos, também é possível afirmar que as oposições venceram o governo. Ou não? “Ah, mas os oposicionistas não vão se unir, e o eleitorado de Serra e Marina são muito diferentes entre si: 1) essa diferença pode ser menor do que parece; 2) Marina e Dilma, tudo indica, também não marcharão unidas. Na política, e mais fácil a convergência de eleitorados de oposição do que a convergência de eleitorados de gênero.
A popularidade e a mistificação
A dita popularidade de Lula quase mata a política no Brasil e funda o moto-contínuo eleitoral, a saber: governo aprovado pela população torna a eleição um mero ritual de homologação; fará sempre o seu sucessor. Reitero: não sei quem vai vencer a disputa, mas sei que a transferência de votos de Lula para Dilma é muito, mas muito!, menor do que parece. E o é de vários modos.
As pesquisas de avaliação do governo e do presidente quando casadas com as pesquisas eleitorais refletem, na verdade, a opinião do eleitorado, não exatamente dos brasileiros. E é num eleitorado de 135.804.433 de pessoas que Lula atinge a marca de 77% de bom e ótimo. “Se é assim, dizem muitos, então ele já elegeu seu sucessor” — no caso, sucessora. Huuummm… Dilma obteve, nesse universo, 47.651.434 de votos, ou 35,08% dos votos. Sabem o que isso significa? 64,92% dos eleitores não votaram na candidata indicada pelo presidente aprovado por 77%!
Não, não me tomem os petralhas por bobinho. Não estou dizendo que essa maioria que não votou em Dilma rejeita ou esnoba Lula; nada disso. Estou afirmando apenas que são pessoas que resistiram a seu comando; que a esmagadora “aprovação” não significa necessariamente voto. E por que o percentual final da petista foi de 46,91%? Porque os votos válidos somaram 101.590.153 pessoas. Deixaram de votar 24.610.296; outras 6.124.254 anularam, e 3.479.340 preferiram o branco.
Abstenção e votos brancos e nulos existem em todas as democracias do mundo. No país do presidente mais popular da Terra, como se diz por ai, esses votos ganham sabor especial porque não há como essa gente não estar contemplada naqueles 77% que supostamente acham o governo ótimo ou bom. Acham, mas não votam? Acham, mas anulam? Acham, mas votam em branco?
Sigamos mais um pouco. Vamos pensar, então, na porcentagem de Dilma entre os votos válidos: 46,91%, a menos de quatro pontos da metade mais um. O PT tem um terço do eleitorado — vá lá, do “eleitorado válido” —, seja Dilma a candidata ou um poste. No primeiro turno da eleição, o presidente mais popular do Sistema Solar transferiu à sua candidata, no máximo, 14 pontos dos votos válidos (isso na suposição de que ela não tenha conseguido nada por seus próprios méritos). É voto pra chuchu? Ô se é! Não para Lula! Eu esperava mais do maior presidente do mundo mundial…
Não estou subestimando a dianteira de Dilma. Tampouco estou afirmando que ela vai perder — eu nunca digo coisas assim; as pitonisas de aluguel é que asseguravam a derrota de Serra. Estou deixando claro que Lula não tem o controle da massa como asseveram alguns mistificadores — o que não significa que ele não queira ter. De todo modo, não é preciso contar com o concurso dos ausentes e dos que invalidaram seu voto para concluir uma coisa inequívoca: a maioria das pessoas que votaram no primeiro turno preferiu a crítica ao auto-elogio desmedido.
Lula ainda não é “a opinião pública”. Entre as pessoas aptas a votar, só 35% escolheram a sua candidata; no grupo, certamente estão os eleitores que o fariam com ou sem a orientação do presidente - logo, a sua influência direta é ainda menor.
“Ah, então Dilma vai perder, Reinaldo?” Eu não sei. No momento ao menos, a coisa pode não andar muito bem no arraial petista. Ou eles não estariam tão furiosos.
Dilma delira, afirma Zylbersztajn
13/10/2010
Por Reinaldo Azevedo
Por Rui Nogueira, no Estadão:
O economista David Zylbersztajn divulgou ontem uma nota de esclarecimento para rebater as afirmações feitas pela candidata petista Dilma Rousseff no debate da TV Bandeirantes, domingo passado. Zylbersztajn disse que “a candidata (ou quem a assessora) delira, talvez motivada por assombrações que lhe assomam, vendo uma privatização a cada esquina”.
A petista ressuscitou no debate a tática usada em 2006 pelo então candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Geraldo Alckmin (PSDB) - que acusou o tucano de querer vender a Petrobrás e o Banco do Brasil. Dilma levantou a suspeita de que José Serra pode apoiar a “privatização do pré-sal”.
Para fazer a ilação sobre a ameaça de privatização do pré-sal, Dilma citou de maneira deturpada entrevistas concedidas por Zylbersztajn, na terça-feira passada, no Rio, durante um seminário da revista Exame sobre o petróleo. Parafraseando o escritor Eça de Queirós, ele considerou a deturpação um caso de “má fé cínica”.
O economista, que foi o primeiro presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), criada no governo Fernando Henrique Cardoso, em 1997, defendeu a manutenção do regime de concessões na exploração do pré-sal, em vez da proposta do governo Lula, que enviou ao Congresso projeto - ainda em tramitação - para implantar o regime de partilha. No esclarecimento, o economista rebateu a informação de que seria assessor de José Serra. “Não sou, nem nunca fui assessor do candidato (Serra)”.
Ao considerar a partilha “um modelo danoso aos interesses do país”, o economista lista, entre outros motivos, o fato de que ele obrigou o governo “a criar uma estatal para comprar e vender petróleo”.
No encerramento da nota, o economista destaca que o governo Lula já usou o modelo das concessões para leiloar áreas do pré-sal. ” Durante o governo FHC foram realizados 4 leilões sob este regime (num dos quais foram licitadas as áreas do pré-sal). No governo do PT foram 6 (leilões). Ou seja, se este é um modelo privatizante, foi aplicado de forma bem sucedida e permanente pelo governo do qual fazia parte a candidata Dilma, inclusive na qualidade de Ministra de Minas e Energia”, afirmou.
Por Reinaldo Azevedo
Por Rui Nogueira, no Estadão:
O economista David Zylbersztajn divulgou ontem uma nota de esclarecimento para rebater as afirmações feitas pela candidata petista Dilma Rousseff no debate da TV Bandeirantes, domingo passado. Zylbersztajn disse que “a candidata (ou quem a assessora) delira, talvez motivada por assombrações que lhe assomam, vendo uma privatização a cada esquina”.
A petista ressuscitou no debate a tática usada em 2006 pelo então candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Geraldo Alckmin (PSDB) - que acusou o tucano de querer vender a Petrobrás e o Banco do Brasil. Dilma levantou a suspeita de que José Serra pode apoiar a “privatização do pré-sal”.
Para fazer a ilação sobre a ameaça de privatização do pré-sal, Dilma citou de maneira deturpada entrevistas concedidas por Zylbersztajn, na terça-feira passada, no Rio, durante um seminário da revista Exame sobre o petróleo. Parafraseando o escritor Eça de Queirós, ele considerou a deturpação um caso de “má fé cínica”.
O economista, que foi o primeiro presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), criada no governo Fernando Henrique Cardoso, em 1997, defendeu a manutenção do regime de concessões na exploração do pré-sal, em vez da proposta do governo Lula, que enviou ao Congresso projeto - ainda em tramitação - para implantar o regime de partilha. No esclarecimento, o economista rebateu a informação de que seria assessor de José Serra. “Não sou, nem nunca fui assessor do candidato (Serra)”.
Ao considerar a partilha “um modelo danoso aos interesses do país”, o economista lista, entre outros motivos, o fato de que ele obrigou o governo “a criar uma estatal para comprar e vender petróleo”.
No encerramento da nota, o economista destaca que o governo Lula já usou o modelo das concessões para leiloar áreas do pré-sal. ” Durante o governo FHC foram realizados 4 leilões sob este regime (num dos quais foram licitadas as áreas do pré-sal). No governo do PT foram 6 (leilões). Ou seja, se este é um modelo privatizante, foi aplicado de forma bem sucedida e permanente pelo governo do qual fazia parte a candidata Dilma, inclusive na qualidade de Ministra de Minas e Energia”, afirmou.
A decisão tomada pelo PT no 3º Congresso e que todo militante deve seguir
12/10/2010
Por Reinaldo Azevedo
Eu também acho chato esse negócio de o PT ter transformado o aborto numa espécie de monotema da campanha. E por que age assim? Para tentar escamotear a real opinião de sua candidata a respeito. Ela é favorável a descriminação — e tem todo o direito de sê-lo; o que não é certo é tentar fingir uma opinião que não tem por causa da eleição.
O PT da Paraíba divulgou uma nota nesta terça repudiando manifestação do arcebispo Aldo Pagotto, segundo quem o PT tenta implantar “a cultura da morte” no Brasil”. O religioso se referia, obviamente, à legalização do aborto. Na nota, o partido se diz “profundamente comprometido com a vida e com políticas públicas humanistas”, citando como exemplos o Fome Zero e o Bolsa Família.
O que uma coisa tem a ver com as outras? A resposta: nada! Os religiosos estão se manifestando contra a opinião da candidata expressa em entrevistas, contra a militância em favor do aborto do Ministério da Saúde e da Secretaria das Mulheres e contra a proposta incluída do PNDH3, depois mitigada, mas não inteiramente revista. E estão lembrando qual é a diretriz do partido, explicitada na página 82 do das Resoluções do 3º Congresso, que todo militante — incluindo Dilma — têm a obrigação de defender: ali está a defesa do que o partido chama “discriminalização (sic) do aborto” (aqui).
E que se note: ATÉ AGORA DILMA NÃO SE DISSE CONTRA A DESCRIMINAÇÃO. E nem poderia, sem que pagasse um grande mico. Investe numa zona cinzenta do discurso: pessoalmente é contra, mas, como pessoa pública, etc e tal… A fala lembra a do democrata John Kerry, que disputou a Presidência dos EUA com George W. Bush em 2004. Indagado num debate se era contra ou a favor o aborto, afirmou que, “como católico, era contra, mas, como político etc e tal…” Enrolation! Indagado, Bush disse apenas: “Contra”. Levou!
Por Reinaldo Azevedo
Por Reinaldo Azevedo
Eu também acho chato esse negócio de o PT ter transformado o aborto numa espécie de monotema da campanha. E por que age assim? Para tentar escamotear a real opinião de sua candidata a respeito. Ela é favorável a descriminação — e tem todo o direito de sê-lo; o que não é certo é tentar fingir uma opinião que não tem por causa da eleição.
O PT da Paraíba divulgou uma nota nesta terça repudiando manifestação do arcebispo Aldo Pagotto, segundo quem o PT tenta implantar “a cultura da morte” no Brasil”. O religioso se referia, obviamente, à legalização do aborto. Na nota, o partido se diz “profundamente comprometido com a vida e com políticas públicas humanistas”, citando como exemplos o Fome Zero e o Bolsa Família.
O que uma coisa tem a ver com as outras? A resposta: nada! Os religiosos estão se manifestando contra a opinião da candidata expressa em entrevistas, contra a militância em favor do aborto do Ministério da Saúde e da Secretaria das Mulheres e contra a proposta incluída do PNDH3, depois mitigada, mas não inteiramente revista. E estão lembrando qual é a diretriz do partido, explicitada na página 82 do das Resoluções do 3º Congresso, que todo militante — incluindo Dilma — têm a obrigação de defender: ali está a defesa do que o partido chama “discriminalização (sic) do aborto” (aqui).
E que se note: ATÉ AGORA DILMA NÃO SE DISSE CONTRA A DESCRIMINAÇÃO. E nem poderia, sem que pagasse um grande mico. Investe numa zona cinzenta do discurso: pessoalmente é contra, mas, como pessoa pública, etc e tal… A fala lembra a do democrata John Kerry, que disputou a Presidência dos EUA com George W. Bush em 2004. Indagado num debate se era contra ou a favor o aborto, afirmou que, “como católico, era contra, mas, como político etc e tal…” Enrolation! Indagado, Bush disse apenas: “Contra”. Levou!
Por Reinaldo Azevedo
PT vislumbra a possibilidade de Serra vencer e tenta criar clima de intranqüilidade na eleição. Ou: A derrota que Lula já sofreu
12/10/2010
Por Reinaldo Azevedo
Entre os fatores que concorreram para Dilma Rousseff não ser o estrondo que se esperava nas urnas, está, quero crer, a agressividade de Lula no último mês de campanha, especialmente depois que ficou evidente que uma quadrilha operava na Casa Civil. Estivessem certos os institutos sérios (não creio que estivessem; os não-sérios são apenas bandidos, mas esse é outro debate), não haveria uma miserável razão, recorrendo à metáfora futebolística de que ele gosta tanto, para o presidente optar pelo jogo bruto: deu carrinho por trás, entrou de sola, foi na canela, usou pé alto, chegou mesmo a bolinar a democracia ao sugerir que era preciso eleger senadores servis ao Executivo… Por quê? Aquilo não era comportamento de quem estava vencendo a partida por um placar tão largo.
É que o PT, que nunca soube perder, também não sabe vencer, o que é típico de grupos fascistóides. A iminência da vitória no primeiro turno lhes trouxe o sonho de sempre: extirpar — Lula usou esse verbo em Santa Catarina para se referir ao DEM — os adversários. O presidente atacou a imprensa, que chamou de “partido”; declarou-se a si e aos seus a própria “opinião pública”; cobrou, em palanque, onde estavam, afinal, os sigilos violados dos tucanos e dos familiares de Serra — em vez de condenar o jogo sujo, pediu que o crime fosse exibido em praça pública; asseverou que venceria “esse sujeito”, referindo-se a Geraldo Alckmin, em São Paulo; prometeu ser ele a pôr a faixa em Mercadante… Arrogante! Bruto! Antidemocrático! Por isso o Manifesto em Defesa da Democracia, em três semanas, passa a marca dos 80 mil signatários. Já o manifesto do oficialismo, em apoio ao presidente, sumiu no ralo da história.
Por que toda essa histeria do PT, que vai da denúncia calhorda e falsa de que existe uma guerra santa contra o partido à ida de Dilma Rousseff à Basílica de Aparecida (onde errou ao persignar-se), passando pelo comportamento destrambelhado da candidata no debate e por um ato ilegal de intelectuais petistas (oximoro delicioso) na Faculdade de Direito da USP? O que se tenta é classificar de artificialismo e golpe uma eventual virada no jogo eleitoral, como se a derrota de Dilma não fosse uma das possibilidades que sempre estiveram presentes. Por isso se disputa eleição, não é? Para ganhar ou para perder. Não para os petistas!
Tentam fazer crer a sociedade que só uma tramóia tira a eleição de Dilma. Esse não é um comportamento sem desdobramentos práticos.
A sabotagem na vitória
Vitorioso em 2002, o PT passou longos oito anos desconstruindo o governo FHC da maneira mais calhorda e mentirosa possível. Porque não bastava a Lula, dentro da lógica normal da democracia, implementar o seu programa, corrigir erros, cometer os seus próprios, acertar. Notem: era preciso não deixar pedra sobre pedra, sustentar que nada de bom, NADA!!!, veio do governo anterior. A edição que o marqueteiro de Dilma fez do debate da Band é uma súmula das mistificações erigidas ao longo desses anos.
Lula não tentou ser melhor do que FHC na comparação — essa é outra mentira. Ele tentou destruir o seu antecessor, como tenta destruir os seus adversários.
Sabotagem na derrota
E que partido agia assim? Aquele mesmo que passara os oito anos na oposição sabotando o… mesmo governo FHC: lutou contra o Real, denunciou o Proer, recorreu à Justiça contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, chutou o traseiro de investidores durante a privatização de estatais, votou contra o Fundef, ATACOU OS PROGRAMAS DE RENDA MÍNIMA, CHAMANDO-OS DE ESMOLA…
Agora, vislumbrada a possibilidade Serra vencer a disputa, o PT faz o quê? Denuncia uma grande conspiração — sabe-se lá de quem; seria dos cristãos? — e, acreditem, já anuncia que, se tudo der errado, retoma o seu velho padrão, aquele celebrizado nos oito anos de oposição: sabotagem!
Uns bobocas dizem: “Ah, você sataniza o PT; é muito mais rigoroso com ele do que com os outros partidos”. Eu não me obrigo a distribuir igualmente as minhas broncas só para mostrar a minha isenção. Não tenho partido, mas tenho lado (democracia, estado de direito, economia de mercado, essas coisas…). Ao longo de oito anos, é consenso que faltou ao PSDB um teor mais alto de oposicionismo. O partido não se caracterizou por dizer “não” a tudo o que viesse do governo Lula. Já o PT teve a cara-de-pau de implementar projetos e de adotar práticas que, na oposição, considerava lesivas aos interesses da pátria e do povo.
Falta de compostura
A falta de compostura do presidente da República no processo eleitoral, de que ele é, no Executivo, um magistrado, fala por si. Pensem no exemplo de civilidade que deu FHC em 2002 na iminência da derrota e vejam o comportamento destrambelhado de Lula, mesmo as pesquisas apontando, por enquanto ao menos, a dianteira de Dilma. Aquele presidente soube ganhar e soube perder; Lula não sabe nem uma coisa nem outra. Se vence, tenta destruir o adversário, como tentou; se vislumbra o risco de perder, denuncia uma conspiração e tenta qualificar, de antemão, de ilegítima a eventual vitória dos adversários.
Não vai colar. Nem o PT fará o que bem entende se Dilma ganhar a eleição — e eles já perceberam que a sociedade não aceita arreganhos autoritários — nem Serra terá maculada a sua vitória, se acontecer, por uma clima de intranqüilidade que o PT tenta criar artificialmente.
Essa batalha, ao menos, o lulo-petismo já perdeu. A não-eleição de Dilma no primeiro turno significou um “não” aos arreganhos autoritários do partido e de seu chefe máximo. Lula pode incluir mais essa derrota em sua carreira.
Por Reinaldo Azevedo
Entre os fatores que concorreram para Dilma Rousseff não ser o estrondo que se esperava nas urnas, está, quero crer, a agressividade de Lula no último mês de campanha, especialmente depois que ficou evidente que uma quadrilha operava na Casa Civil. Estivessem certos os institutos sérios (não creio que estivessem; os não-sérios são apenas bandidos, mas esse é outro debate), não haveria uma miserável razão, recorrendo à metáfora futebolística de que ele gosta tanto, para o presidente optar pelo jogo bruto: deu carrinho por trás, entrou de sola, foi na canela, usou pé alto, chegou mesmo a bolinar a democracia ao sugerir que era preciso eleger senadores servis ao Executivo… Por quê? Aquilo não era comportamento de quem estava vencendo a partida por um placar tão largo.
É que o PT, que nunca soube perder, também não sabe vencer, o que é típico de grupos fascistóides. A iminência da vitória no primeiro turno lhes trouxe o sonho de sempre: extirpar — Lula usou esse verbo em Santa Catarina para se referir ao DEM — os adversários. O presidente atacou a imprensa, que chamou de “partido”; declarou-se a si e aos seus a própria “opinião pública”; cobrou, em palanque, onde estavam, afinal, os sigilos violados dos tucanos e dos familiares de Serra — em vez de condenar o jogo sujo, pediu que o crime fosse exibido em praça pública; asseverou que venceria “esse sujeito”, referindo-se a Geraldo Alckmin, em São Paulo; prometeu ser ele a pôr a faixa em Mercadante… Arrogante! Bruto! Antidemocrático! Por isso o Manifesto em Defesa da Democracia, em três semanas, passa a marca dos 80 mil signatários. Já o manifesto do oficialismo, em apoio ao presidente, sumiu no ralo da história.
Por que toda essa histeria do PT, que vai da denúncia calhorda e falsa de que existe uma guerra santa contra o partido à ida de Dilma Rousseff à Basílica de Aparecida (onde errou ao persignar-se), passando pelo comportamento destrambelhado da candidata no debate e por um ato ilegal de intelectuais petistas (oximoro delicioso) na Faculdade de Direito da USP? O que se tenta é classificar de artificialismo e golpe uma eventual virada no jogo eleitoral, como se a derrota de Dilma não fosse uma das possibilidades que sempre estiveram presentes. Por isso se disputa eleição, não é? Para ganhar ou para perder. Não para os petistas!
Tentam fazer crer a sociedade que só uma tramóia tira a eleição de Dilma. Esse não é um comportamento sem desdobramentos práticos.
A sabotagem na vitória
Vitorioso em 2002, o PT passou longos oito anos desconstruindo o governo FHC da maneira mais calhorda e mentirosa possível. Porque não bastava a Lula, dentro da lógica normal da democracia, implementar o seu programa, corrigir erros, cometer os seus próprios, acertar. Notem: era preciso não deixar pedra sobre pedra, sustentar que nada de bom, NADA!!!, veio do governo anterior. A edição que o marqueteiro de Dilma fez do debate da Band é uma súmula das mistificações erigidas ao longo desses anos.
Lula não tentou ser melhor do que FHC na comparação — essa é outra mentira. Ele tentou destruir o seu antecessor, como tenta destruir os seus adversários.
Sabotagem na derrota
E que partido agia assim? Aquele mesmo que passara os oito anos na oposição sabotando o… mesmo governo FHC: lutou contra o Real, denunciou o Proer, recorreu à Justiça contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, chutou o traseiro de investidores durante a privatização de estatais, votou contra o Fundef, ATACOU OS PROGRAMAS DE RENDA MÍNIMA, CHAMANDO-OS DE ESMOLA…
Agora, vislumbrada a possibilidade Serra vencer a disputa, o PT faz o quê? Denuncia uma grande conspiração — sabe-se lá de quem; seria dos cristãos? — e, acreditem, já anuncia que, se tudo der errado, retoma o seu velho padrão, aquele celebrizado nos oito anos de oposição: sabotagem!
Uns bobocas dizem: “Ah, você sataniza o PT; é muito mais rigoroso com ele do que com os outros partidos”. Eu não me obrigo a distribuir igualmente as minhas broncas só para mostrar a minha isenção. Não tenho partido, mas tenho lado (democracia, estado de direito, economia de mercado, essas coisas…). Ao longo de oito anos, é consenso que faltou ao PSDB um teor mais alto de oposicionismo. O partido não se caracterizou por dizer “não” a tudo o que viesse do governo Lula. Já o PT teve a cara-de-pau de implementar projetos e de adotar práticas que, na oposição, considerava lesivas aos interesses da pátria e do povo.
Falta de compostura
A falta de compostura do presidente da República no processo eleitoral, de que ele é, no Executivo, um magistrado, fala por si. Pensem no exemplo de civilidade que deu FHC em 2002 na iminência da derrota e vejam o comportamento destrambelhado de Lula, mesmo as pesquisas apontando, por enquanto ao menos, a dianteira de Dilma. Aquele presidente soube ganhar e soube perder; Lula não sabe nem uma coisa nem outra. Se vence, tenta destruir o adversário, como tentou; se vislumbra o risco de perder, denuncia uma conspiração e tenta qualificar, de antemão, de ilegítima a eventual vitória dos adversários.
Não vai colar. Nem o PT fará o que bem entende se Dilma ganhar a eleição — e eles já perceberam que a sociedade não aceita arreganhos autoritários — nem Serra terá maculada a sua vitória, se acontecer, por uma clima de intranqüilidade que o PT tenta criar artificialmente.
Essa batalha, ao menos, o lulo-petismo já perdeu. A não-eleição de Dilma no primeiro turno significou um “não” aos arreganhos autoritários do partido e de seu chefe máximo. Lula pode incluir mais essa derrota em sua carreira.
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